Autor

Augusto Salgado

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No passado dia 11 de dezembro, e integrado nas Comemorações dos 700 anos da Marinha, decorreu na Escola Naval um seminário internacional, dedicado à Estratégia Marítima.

Logo da Escola Naval portuguesa

Durante todo o dia abordou-se o mar, numa perspetiva ampla, que abrangeu as vertentes jurídica, económica e de segurança marítima. Este evento contou com a presença de diversos palestrantes de renome nas respetivas áreas, nacionais e estrangeiros, bem como um amplo público que incluiu vários dos representantes das marinhas amigas que participaram nas mencionadas comemorações.

Este seminário permitiu abordar temas diversos, alguns com perspetivas quase opostas que, na vertente jurídica, incluiu os diferentes e complexos conceitos jurídicos ligados ao mar, assim como da apropriação das áreas do mar, que são de todos, por alguns Estados, estranhamente a coberto de situações perfeitamente legais.

Em termos económicos, foi mencionada a falta de ligação que muitas vezes ocorre entre os diversos intervenientes na economia do mar, que leva à não contabilização para o crescimento económico de um país, de áreas e bens, aparentemente com pouca ligação ao mar. O mesmo ocorre com a investigação nas áreas ligadas ao mar que, segundo um dos oradores, deve passar por uma forte presença do Estado.

A importância da Cultura Estratégica Naval, na elaboração da estratégia nacional

Em termos de segurança marítima, falou-se na importância da Cultura Estratégica Naval na elaboração da estratégia nacional, num país como o nosso, com um espaço marítimo já imenso, mas que se espera vir a aumentar em breve com a Extensão da Plataforma Continental. Mas, também, no papel que as Marinhas tiveram, e ainda têm, nas relações internacionais, em particular nas mais recentes formas de atividade  política e militar – as coligações. Esta forma de intervenção, que apenas pode ser realizada por meios navais, tem uma vantagem muito grande, comparativamente com todas as outras, pois permite estar numa determinada área, mas deixando opções abertas de intervenção.

No fundo, falou-se do mar, de uma forma pouco habitual em Portugal, estando a Marinha e a Escola Naval de parabéns pela realização do evento.