Autor

João Gonçalves

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 A economia do mar continua resiliente e a crescer mais que o PIB.

Numa conferência cheia de dinamismo, brilhantemente orientada pelo partner da PwC responsável pela área económica do mar, uma plateia cheia foi levada a percorrer os vários índices do LEME, com a ajuda de thinktankers de todas as áreas em apreço.

Depois das mensagens de boas vindas pelo Territory Senior Partner da PwC, José Manuel Bernardo e pela diretora executiva do Pavilhão do Conhecimento, Ana Noronha, tivemos oportunidade de ouvir a mensagem da Ministra do Mar, lida pelo seu assessor para a Energia e Indústria, Ruben Eiras.

O primeiro painel, dedicado ao Observatório da Cooperação na Economia do Mar incluiu uma conversa entre Andreia Ventura (Arsenal do Alfeite), António José Correia (especialista em assuntos do mar) que enfatizou o papel da futura rede das estações náuticas portuguesas, Jorge d’Almeida (Comunidade Portuária de Sines – CPSI) e Fernando Grego Dias (Mutualista Açoriana) tendo estes dois últimos sublinhado as necessidades de melhorar o capital humano e de pôr os estaleiros em contacto com os armadores nacionais.

Relembramos que este Observatório, é um grupo de trabalho informal, criado pelo Presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, sob proposta da PwC, no sentido do fomento da cooperação nas atividades do mar.

LEME PwC

E seguiu-se a apresentação do 8º LEME, com destaque para a necessidade duma melhor ação dos estados no mar, não tanto nos aspetos de safety, que em termos nacionais corre bastante bem, mas principalmente do lado da security, onde o panorama mundial da insegurança, contrasta com o elevado número de meios que os estados têm à disposição para o uso da força, nomeadamente as grandes potências. Ou seja, parece que estamos perante um cenário de falta de coordenação ou de desfoque por parte de quem detém as capacidades.

Para o tema Formação e emprego marítimo, foram chamados ao palco Regina Salvador (U. Nova) e Manuel Castelo Branco (Escola do Mar de Buarcos/Coimbra). A Prof. Dra. Regina Salvador trouxe a excelente notícia da atribuição pela Comissão Europeia da primeira cátedra Jean Monnet à Universidade NOVA, um passo fundamental para se poder criar um Centro de Excelência do Mar, que será único a nível europeu.

O relatório mostrou-nos também como a Economia do Mar se tem mostrado resiliente, com uma tendência permanente de evolução favorável da maioria das variáveis da economia do mar, mesmo nos anos de recessão.

Foi igualmente muito interessante verificar o potencial conjunto dos países da CPLP, em indicadores como a área da ZEE, a produção de petróleo (no conjunto já ultrapassam a Arábia Saudita!) e em poder naval.

O tema central desta edição do Leme, “A revolução digital e a economia do mar” teve como orador convidado Gameiro Marques (Autoridade Nacional de Segurança) que nos falou dos riscos da revolução digital, as ameaças e as medidas implementadas em Portugal para a nossa defesa digital. Foram citados alguns exemplos que não nos podem deixar tranquilos e mais uma vez foi reforçada a mensagem da necessidade da cooperação e comunicação entre todos.

E por fim, tivemos Manuel Tarré, que nos trouxe excelentes notícias da evolução da nossa indústria do pescado, tanto a captura, como a transformação, esta última, que tem sofrido importantes melhorias e tem potenciado o crescimento das exportações, num país que sempre foi e continua a ser deficitário em termos capturas para suprir as necessidades do mercado interno.

Miguel Marques (PwC)

O LEME é uma iniciativa que se constitui numa ferramenta para permitir clarificar a atual situação do recurso económico Mar, assim como as suas perspetivas de evolução no futuro. Pela sua importância tem tido uma evolução extrapolando a realidade portuguesa, estando hoje a produzir edições dedicadas aos EUA, Irlanda, Noruega, Brasil, CPLP e Mundo.

Miguel Marques e a PwC estão de parabéns!

 

 

(foto Pavilhão do Conhecimento de LEonL Flickr)