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Sexta 19 Set

Novas Fragatas para o Brasil ?

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Quarta, 20 Outubro 2010 00:00


Fragata-FremmO conceituado semanário Defense News, que se publica em Springfield, Virginia, nos Estados Unidos, na sua edição de 12 de Julho, dá grande destaque a um possível negócio de armamento entre a Itália e o Brasil, podendo atingir cerca de 6 B de US dólares, ou 4,5 B€.

Em despacho de Roma, assinado por Tom Kington, é referida a recente visita de Silvio Berlusconi ao Brasil e os esforços das firmas Fincantieri e Finmeccanica para fornecer um importante pacote de meios à Marinha do Brasil, compreendendo 3 a 5 fragatas FREMM, 5 patrulhas de alto-mar e um navio de apoio logístico. Está previsto o envolvimento de estaleiros e firmas locais nos trabalhos de construção e aprestamento dos navios. A firma Fincantieri está também a estudar a possibilidade de participar, a médio prazo, na construção de plataformas petroliferas e de navios de apoio a estas actividades offshore.

Como se sabe, a economia do Brasil está florescente, foram recentemente descobertas importantes reservas de petróleo no pré-sal da bacia de Santos e estão já a decorrer os preparativos para o Campeonato do Mundo de 12408iu0futebol, em 2014, e para os Jogos Olímpicos de 2016. O Brasil é uma potência regional, com particulares responsabilidades na segurança da América do Sul, e está a reequipar as suas Forças Armadas com este propósito.

Não há ainda indicação de qual o tipo de fragata FREMM que interessa à Marinha do Brasil, general purpose, ASW ou AAW, nem dos sistemas de armas a instalar a bordo; assinala-se apenas a participação nestas negociações da firma Selex-Sistemi Integrati, do Grupo Fincantieri, especializada na concepção e na instalação de sistemas de combate navais.

A fragata FREMM, um programa conjunto italo-francês, é um navio de cerca de 6.000 tons, de linhas de casco optimizadas para ter uma pequena assinatura radar e Orizzontesn-mm-fremm_03com uma propulsão turbo-eléctrica (duas turbinas LM 2500 e motores eléctricos), admitindo-se que o custo unitário dos cascos (sem o armamento e o sistema de combate) orce pelos 380 M€, a preços de 2005. O programa italiano, de dez unidades, foi reduzido para seis, ficando quatro unidades adicionais sujeitas a decisão posterior. A França reduziu também o número de unidades a construir, o que significa que ambos os países vêem a exportação como a forma de reduzir o custo unitário e de preencher lacunas na linha de produção.

Recentemente tem-se desenvolvido a cooperação entre as Marinhas do Brasil e de Itália, registando-se a recente escala em portos brasileiros do porta-aviões CAVOUR, que embarcou helicópteros e pessoal brasileiro com destino ao Haiti, e da fragata Andrea Doria, que participou em exercícios com navios da Marinha do Brasil, mostrando as capacidades e as performances dos equipamentos de tecnologia italiana.


 


Alexandre Fonseca
Sobre o autor:

VAlmirante

Director da Revista de Marinha

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