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Domingo 23 Abr

O naufrágio da nau Nª Srª do Rosário em Tróia (1589)


troiaPossivelmente devido à presença e ao ataque das forças inglesas, sob o comando de sir Francis Drake, à Península Ibérica, em especial à Corunha e a Lisboa, o regresso das frotas das Índias estava a decorrer bastante mais tarde do que era habitual.

Por esta razão, a aterragem à costa Ocidental da Península Ibérica da nau Nª. Srª. do Rosário, um navio de 700 toneladas, armado com 30 peças de bronze e transportando 150 soldados e 101 homens de mar, só ocorreu a 7 de Dezembro de 1589, integrada na armada do Almirante Álvaro Flores de Quiñones.

Já ao largo de Lisboa, abateu-se sobre a armada um violento temporal dos quadrantes norte, que impediram o navio sequer de entrar em Setúbal e, pela uma hora da tarde, este acabou por fundear perto da costa de Tróia, a cerca de uma milha da ermida.

Ao fim de apenas uma hora e sem que a borrasca desse sinais de amainar, todos os que se encontravam a bordo perceberam que o navio estava perdido e que acabaria por ir dar à costa. Apesar de terem derrubado o mastro grande da nau, o navio continuava a ser empurrado perigosa e inexoravelmente contra terra. De modo a evitar que a tragédia ocorresse durante a noite, o que poderia provocar um elevado número de baixas, cortaram as amarras e deixaram o navio dar de través às areias de península de Tróia. Apesar de todos os esforços, estes vieram a revelar-se inúteis e cerca de 120 almas pereceram, tendo os sobreviventes dado à costa agarrados a tábuas soltas, durante as duas horas seguintes.

Apesar dos esforços efectuados pelas autoridades, que conseguiram retirar cerca de 5.544 mil reais de dinheiros sem dono conhecido e 592 pesos de alguns daqueles que tinham chegado com vida à praia, os pescadores também conseguiram recuperar um avultado número de moedas nas areias da praia. Cerca de 15 dias depois, já tinha sido retirado tudo do navio até à quilha, incluindo um cofre com os pertences dos marinheiros, apesar da areia já a estar a cobrir os restos.

Talvez pelo facto do navio ter sido completamente despojado do seu conteúdo, nunca foi efectuada qualquer pesquisa ao casco do navio que ainda hoje deve permanecer enterrado nos areais de Tróia.


Augusto Salgado
Sobre o autor:
Oficial da Armada e colaborador do DANS

 

Comentários 

 
#1 2012-11-02 16:56
Caro Sr? Augusto salgado
A respeito da nau N S DO Rosario de troia sera´ que nao e´possivel efetuar mergulho recreativo ali?
Em quue lugar esta este naufragio?
Estas minhas questoes predem-se com o facto de eu apreciar e praticar a alguns anos o mergulho recreativo.
Obrigado pela oportunidade de comentar
Um abraço
Citação
 

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