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Terça 26 Set

A NAVEIRO aposta no “short sea”


A Naveiro - Transportes Marítimos é actualmente a única empresa detida na sua totalidade por capitais portugueses, a actuar no mercado de short sea shipping na Europa. Hoje a Naveiro é constituída por duas empresas a Naveiro - Transportes Maritimos SA e a Naveiro - Transportes Maritimos Lda.

Fundada em 1964 a companhia tem vindo a crescer de forma sustentada ao longo dos últimos 45 anos. Inicialmente vocacionada para um tráfego de menor distância foi no início da década de oitenta que se apostou numa dimensão Europeia. Para isso, foram dados passos importantes no sentido de aumentar a capacidade instalada da companhia com mais navios afretados e com o aumento da frota própria.

No sentido de dotar a companhia de maior capacidade, foram feitos esforços para a ampliação do número de navios próprios e estabelecidas parcerias comerciais com clientes que davam a garantia de que com maior capacidade e independência a Naveiro poderia tomar uma outra dimensão. A aposta em navios modernos e com características adequadas às necessidades dos seus clientes, permitiu à Naveiro crescer organicamente contando hoje com 12 navios próprios na sua frota. No início dos anos 80, o "MARIA IRENE" era o único navio próprio da empresa tendo a companhia na altura 8 navios em Time Charter. Foi nessa altura que foi tomada a decisão de apostar em mais navios próprios. O "GUIMARÃES" foi o primeiro navio adquirido com este objectivo. Este navio foi na altura o primeiro navio próprio da companhia, com o porão fully box e com o cobro do porão em aço, características inovadoras à época e bem ajustadas às necessidades das cargas que movimentávamos.

Naveiro-Silves

Este navio foi baptizado com o nome "GUIMARÃES", o apelido do dono da empresa, Sr. Joaquim Guimarães. Foi também nesta altura que se passou a baptizar todos os navios próprios da companhia com nomes de cidades portuguesas. Ao "GUIMARÃES" seguiu-se o "COIMBRA", o "VISEU", o "LAMEGO", o "LEIRIA", o "BRAGA", o "TOMAR", o "OVAR", o "PENAFIEL", o "SILVES", o "PORTALEGRE" e o "CHAVES". O "GUIMARÃES" do início da década de oitenta foi entretanto vendido, tendo sido mais tarde adquirido um outro navio que viria a substituí-lo e baptizado com o nome "GUIMARÃES". O mesmo se passou com o "COIMBRA" e com o "VISEU", nomes que já estão a ser utilizados pela segunda vez em navios diferentes. À medida que a companhia ia adquirindo navios próprios ia reduzindo o número de navios em Time Charter sendo que actualmente, a Naveiro não detém nenhum navio em Time Charter. A idade média da frota é de 6.5 anos o que acreditamos espelhar bem a dinâmica de futuro que está enraizada nesta empresa.

A frota actual é portanto uma frota moderna, sendo o navio mais antigo de 1994 e o mais moderno de 2009. A Naveiro conta hoje com 5 novas construções (recebidas entre Maio de 2008 e Maio de 2009) que vieram duplicar a capacidade instalada da empresa. Anteriormente limitada entre a Polónia e a Itália, a companhia tem agora um alcance comercial substancialmente maior, estando a sua área de actuação delimitada entre o Mar Báltico e o Mar Negro. Os navios mais recentes são também os maiores da frota com uma capacidade de carga máxima de 4.300 toneladas métricas.

Estes navios permitiram alargar as linhas da companhia e a entrada em mercados até agora desconhecidos. A aposta em mercados como a Turquia tem provado ser uma boa aposta e com futuro.

Para além de terem nomes de cidades portuguesas, os navios ostentam também as cores da bandeira nacional. O casco é de cor verde e as tampas do navio vermelhas. Este facto já foi causador de inúmeros episódios em terceiros países com a curiosidade e interesse despertado pelos navios, as suas cores e os seus nomes em locais como Limay (porto muito próximo de Paris), Kunda (um porto na Estónia) apenas para citar alguns exemplos.

Sempre que possível a Naveiro tenta colaborar com empresas portuguesas para a construção e manutenção dos seus navios. Um bom exemplo disso foi a construção dos navios "BRAGA" e "LEIRIA" em 2002 nos Estaleiros Navais do Mondego. Os navios foram construções vanguardistas com características muito específicas e fizeram parte de uma aposta da Naveiro em criar um modelo de navio que fosse capaz de navegar nos rios da Europa central com Naveiro-Lamegocapacidades de carga bem superiores aos navios existentes nesses tráfegos.

A Naveiro teve também a oportunidade de participar com bastante sucesso em dois projectos no âmbito do programa Marco Polo I, uma iniciativa da comunidade Europeia para desenvolver e estimular o transporte marítimo e ferroviário. Estes projectos vieram também confirmar e reforçar a qualidade e inovação da actividade da Naveiro.

A actividade da Naveiro baseia-se no transporte de carga geral a granel. Produtos florestais, siderúrgicos e cereais, constituem a grande maioria das cargas transportadas. A política da empresa passa também por apoiar e desenvolver relações comerciais estreitas com empresas portuguesas. Num sector muito competitivo e em constante modernização a Naveiro tem sido capaz de ombrear com todo o tipo de concorrência, sejam armadores Alemães, Holandeses acreditando que assim iremos sempre inovar, modernizar e contribuir com mais valor para os nossos clientes.

No ano de 2008 a Naveiro movimentou um valor próximo das 975.000 toneladas de carga geral sendo que perto de 360.000 toneladas foram carregadas em Portugal para outros países.

Este número ficou abaixo dos valores alcançados no ano de 2007, altura em que foram transportadas mais do que 1.022.000 toneladas. É nossa ambição voltar já este ano a ultrapassar a marca de 1.000.000 de toneladas (o equivalente a cerca de 350 viagens por ano para a dimensão dos nossos navios), sendo que no primeiro trimestre de 2009 estivemos muito próximo do valor das 250.000 toneladas de carga movimentada.

Francisco Pinheiro Chagas
Sobre o autor:

 

Comentários 

 
#1 2014-12-04 23:18
Foi "chão" que deu "uvas".
Passei lá os meus mais "sacificados" anos na Marinha Mercante Portuguesa.
Desde o ex- Braga, ao Leiria, "velho" Coimbra, Lamego, Guimarães, "novos" Coimbra e Tomar, etc..,
Resta-me a saudade dos amigos que por lá encontrei, alguns do meu Curso e infelizmente desaparecidos deste mundo "terreno".
Jorge Pedroso
Citação
 

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