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Quarta 23 Ago

A "Revista de Marinha" há mais de setenta anos... nº6

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Quarta, 19 Agosto 2009 00:00


Este número da revista, datado de 30 de Junho de 1937, abre com uma fotografia feérica, do fogo de artifício nocturno que teve lugar por ocasião das festas comemorativas da coroação do Rei Jorge VI, com uma grande força naval internacional fundeada na baía de Spithead, nas proximidades de Portsmouth.
REVISTA-SETENTA-ANOS-6-SITEO primeiro texto é um longo diário , redigido por Maurício de Oliveira, que embarcou no Aviso de 1ª classe "Bartolomeu Dias" e fez a cobertura da viagem e da participação daquela unidade naval nas comemorações em apreço. Neste trabalho, Maurício de Oliveira apresenta-nos o C.m.g. Luis Francisco Rebelo e os seus oficiais e relata-nos o trânsito de Lisboa a Portsmouth que incluíu, como é usual, uma agitada travessia da Biscaia e alguns episódios curiosos, como o encontro com o dirigível "Graf Zeppelin", que iluminou demoradamente o navio com um projector, para identificação. Na aproximação à costa sul de Inglaterra foram detectados alguns navios de guerra, como o couraçado "New York", que também se aproximavam para participar nas cerimónias. Os cumprimentos às autoridades e a retribuição, como manda o protocolo, e as muitas actividades sociais são-nos descritas pelo autor, numa escrita fácil, agradável e cativante. Relata-nos ainda a visita do Comandante e de alguns oficiais do navio, que acompanhou, a Londres, e a forma calorosa como o Embaixador Armindo Monteiro e sua mulher os receberam. A publicação deste "diário", que se concluirá no próximo número, é complementada por uma gravura com o aspecto geral da revista naval, com a legenda ( algo exagerada...) "A maior Armada do Mundo na maior formatura de todos os tempos".
A segunda parte do artigo "Viagens Secretas", de Gago Coutinho, é-nos seguidamente apresentado; recorde-se que republicamos, recentemente, este texto, nas RM's 948 e 949, por ocasião do cinquentenário da morte do autor.
Uma foto do submarino alemão U-28 no Rio Tejo, passando em continência junto ao Aviso de 2ªclasse "Gonçalo Velho", mostra a importância de Lisboa no apoio logístico aos navios que fiscalizavam a não-intervenção na Guerra Civil Espanhola.
Noutra curiosa fotografia, na inauguração da "feira do livro", o Presidente da República de então, saúda efusivamente, o administrador e editor da "Revista de Marinha", Sr. António Maria Pereira.
Conclui-se em seguida, o artigo, "A necessidade de propaganda naval", escrito pelo C/Alm. Pereira da Silva. O autor defende uma conclusão rápida e global do "programa naval" em curso, por forma a que as novas unidades constituam um acréscimo da nossa força naval e não apenas a substituição de unidades já obsoletas, e, com justeza, a existência de bases navais que a permitam potenciar.
O C.m.g. Fontoura da Costa continua a publicação do seu artigo "Figuras e factos de há cem anos", relatando-nos alguns agouros e os naufrágios e desarvoramentos célebres.
O V/Alm. Abrial, da Marinha Francesa, visitou o porto de Lisboa comandando uma divisão de cruzadores de 10.000 tons de deslocamento, constituída pelas modernas unidades "Algérie", "Foch" e "Colbert". Várias fotos de eventos sociais a bordo e na legação de França e de uma cerimónia de homenagem aos militares portugueses mortos na I Grande Guerra ilustram esta notícia.
O C/Alm. Filipe de Carvalho continua a publicação das suas "Memórias de um marinheiro nos seus tempos de aspirante", recordando-nos o início da viagem de instrução a bordo da corveta "Bartolomeu Dias", que em Julho de 1889 embarcou o curso de aspirantes que viriam a terminar a Escola Naval em 1890.
O incidente do "Deutschland" é-nos relatado com algum detalhe: duas aeronaves republicanas atacaram aquele couraçado alemão, fundeado junto à ilha de Ibiza, em 29 de Maio de 1937, referindo posteriormente, terem-no confundido com o cruzador "Almirante Cervera", das forças navais de Franco. Uma esquadra alemã, onde se incluía o couraçado "Admiral Scheer", bombardeou como represália, a cidade de Almeria, provocando a destruição de muitos edifícios. Numa das fotos apresentadas, pode ver-se uma das granadas de 280 m/m que caíu na cidade bombardeada, mas que não chegou a explodir.
Os grandes recordes da aviação naval italiana são-nos apresentados numa curta notícia, ilustrada com uma foto de página inteira do trimotor anfíbio CANT Z 508, equipado com motores de alto rendimento Isotta-Fraschini.
Sob o título "Livros e outras publicações" é feita uma recensão à obra "Os amores de Wenceslau de Morais", onde é recordada a vida e a obra de um marinheiro que se apaixonou pelo Oriente e pelas misteriosas e gentis filhas do Império do Sol Nascente.
Por fim, a terminar, a rubrica "Armada Nacional", com o resumo geral dos acontecimentos ocorridos no período de 15 de Maio a 15 de Junho. Nas mudanças de comando, assinala-se a nomeação do Cap-ten Nuno de Brion para o comando da Esquadrilha de Submersíveis e do 1º Ten pil. av. Cardoso de Oliveira para o comando do Centro de Aviação Naval de Lisboa. Os movimentos dos navios da Esquadra e a identificação dos navios em comissão na Madeira, Angola, Moçambique e Extremo-Oriente, são também referidos com detalhe.
Esta edição da revista encerra com a inserção de diversos anúncios onde, a par da publicidade a diverso material de guerra de origem inglesa, aparece um anúncio de uma firma italiana de motores militares.


 

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