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Quarta 24 Maio

A "Revista de Marinha" há mais de setenta anos... nº8

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Terça, 12 Janeiro 2010 00:00


RM-70-ANOS
A capa do número da "Revista de Marinha" datado de 31 de Agosto de 1937 tem na sua parte superior as habituais ilustrações de Stuart de Carvalhais, sendo o espaço restante ocupado por uma fotografia, alusiva à prática desportiva a bordo de um navio inglês, e respectiva legenda, que nos diz tratar-se do couraçado "Royal Oak", estacionado em Alexandria. Uma foto ao estilo germânico (!), com os marinheiros a fazerem ginástica na tolda do navio, à sombra dos canos das peças da bateria principal, com o Union Jack içado no pau da bandeira, em pano de fundo.
Na página nº 1, outra foto, esta dedicada às regatas de remo, em "shell de quatro", realizadas na Figueira da Foz, com a presença de várias equipas estrangeiras, sob o patrocínio do então Ministro da Marinha. A "Taça da Vitória" foi ganha pela equipa da Holanda.
"Novas Construções Navais" é o artigo com que abre este número, onde se dá um especial ênfase às novas "vedetas de alto mar", a construir no Arsenal do Alfeite, projecto do 1º Tenente e.c.n. Campos Araújo, e que viriam a ser as lanchas de fiscalização da pesca da classe "Azevia", que ainda bem conhecemos.
Algumas fotografias ilustram os exercícios das forças ligeira da Esquadra, no centro e sul da costa de Portugal, e na Frente Marítima da Defesa de Lisboa, onde as capacidades das baterias de artilharia de costa eram complementadas pelos torpedos e minas do Grupo de Defesa Submarina, unidade também do Exército (!), então comandada pelo T/Cor Braz de Oliveira.
O Engº Gago de Medeiros, Visconde de Botelho, director da Empresa de Navegação "Carregadores Açoreanos", num artigo de divulgação, aborda a Marinha Mercante da Holanda, na altura pujante, e que constituía apenas uma das faces da sua importante indústria naval. E assinala que a existência de algumas semelhanças entre os dois países talvez permitisse retirar oportunos ensinamentos ...
Num artigo intitulado "Visões do Passado", Manuel Francisco Contreiras, que se subscreve como antigo combatente das campanhas coloniais, evoca um episódio passado com a lancha canhoneira Cacheu, em 1907, no rio Geba estreito, nas imediações do Xime, quando apoiava operações do Governador da Guiné, 1º Tenente Oliveira Muzanty, contra o gentio revoltado. A guarnição do navio resistiu, com denodo e valentia, a uma emboscada, numa curva do rio, onde havia sido colocado um grosso cabo de aço que impedia a navegação para montante.
Nas páginas centrais, um relato ilustrado de como se afundou o couraçado nacionalista "Espanha" , no mar Cantábrico, após embater numa mina derivante, e não como consequência de um ataque aéreo, como a propaganda governamental referia. Toda a guarnição, sem baixas, felizmente, abandonou o navio e foi recolhida pelo destroyer "Velasco".
Maurício de Oliveira conclui neste número o seu diário da viagem no aviso "Bartolomeu Dias" ao Reino Unido, para participar na revista naval de Spithead, alusiva à coroação do Rei Jorge VI; a revista naval é descrita com todo o pormenor, hora a hora, bem como alguns episódios pitorescos da viagem de regresso.
Fontoura da Costa continua a publicação da sua rubrica "Figuras e Factos de há cem anos", relatando-nos alguns casos tristes de naufrágios e desarvoramentos de navios, como consequência do mau tempo.
Uma curiosa ilustração mostra-nos Gibraltar rodeada pelas novas baterias de artilharia de costa espanholas, de 150 mm, instaladas em Ceuta, e de 120mm, em Algeciras e na Ponta Carnero.
Na série "Memórias de um marinheiro nos seus tempos de aspirante" o C/Alm Filipe de Carvalho continua o seu relato da viagem de instrução, realizada em Junho de 1889, a bordo da corveta "Bartolomeu Dias", rumo a norte, ao canal da Mancha.
Algumas notícias curtas acerca da escolha de S. Martinho do Porto para instalar uma Escola de Alunos Marinheiros (!), o envio do aviso "Gonçalo Velho" para o Extremo-Oriente por ocasião da guerra sino-japonesa e a remodelação, nos estaleiros da CUF, na Rocha Conde de Óbidos, do vapor "Cassequel". Na coluna relativa a "outras publicações", uma referência, algo fora do contexto, à obra "Tiro de Morteiro", escrita pelo alferes Silva Bessa, que merece o comentário "apesar de ser um novo tem sabido firmar os seus créditos de oficial morteireiro...".
A terminar, como habitualmente, a rubrica "Armada Nacional", desta vez mais sucinta, assinalando as nomeações para comandos, os movimentos dos navios e as visitas a unidades navais do Major-General da Armada, C/Alm. Mata e Oliveira.


 

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