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Terça 17 Out

Modelismo - Base simples “versus” Diorama


Desta vez, venho mencionar uma área que por alguns puristas é considerada uma vertente menos bonita, pois "desvirtua" o modelomodel-953-2 na sua totalidade... ou seja, inseri-lo no seu meio natural e dado que estamos a falar de modelismo naval, a água.

Embora esta vertente de colocar os modelos em "linha de água" possa esconder a forma total do casco, domos sonar, lemes e hélices é também a oportunidade de reproduzir o navio no seu elemento e talvez até contar uma história ou episódio passado. Aqui revela-se (não estou a falar de mim, pois ainda sou um aprendiz nesta área) o virtuosismo do modelista, quer a reproduzir o estado do mar, quer no enquadramento do navio na base.
Como é habitual, a pesquisa efectuada para a construção do modelo, muitas vezes fornece-nos imagens de um beleza, dramatismo ou calma que poderão ser reproduzidas à escala. A vantagem destas pequenas reproduções, são várias e se o modelista assim o conseguir executar na perfeição, até poderemos reproduzir um determinado local/dia/hora na história de um determinado navio.

Esta modalidade, se assim a poderemos chamar, não vai reduzir o trabalho do modelista, pois não terá de fazer as obras vivas do modelo (salvo raras excepções), mas terá de fazer um esforço adicional para criar o ambiente, as condições atmosféricas e outros navios ou estruturas circundantes a inserir no corrente projecto. Mencionando o último projecto terminado, um submarino russo Akula I, o centro do projecto, foi apenas 10% do trabalho sendo o restante gasto na construção integral da envolvente. Este é um dos casos onde é possível mostrar as obras vivas do navio, ainda com a vantagem de poder também visualizar o desgaste ou envelhecimento a que as obras vivas estão sujeitas - novamente algo não muito "purista", mas as tendências de certos tipos de trabalhos estão a mudar, cada vez mais reflectindo a realidade.

Segundo os regulamentos do IPMS (International Plastic Modelers Society) a diferença entre a base simples e o diorama é a inclusão na base de algo que não pertença à dotação do navio. Logo, se houver um escaler, um hidroavião ou qualquer outro elemento que pertença ao navio na água, na base, esta é considerada uma base simples. A inclusão de outros navios, bóias, estruturas fixas como cais, faróis e similares faz deste trabalho um diorama.
A maior dificuldade para o modelista será a reprodução do elemento natural, a água, mas felizmente mesmo em escalas grandes, já existem produtos no mercado com a capacidade para a reproduzir. Novamente falando dos meus projectos, trabalhar a uma escala pequena torna a tarefa mais fácil. Num porto, como no caso do diorama do Akula I, a reprodução da água resolve-se recorrendo a papel de aguarela. Um truque fácil, pois o papel já tem uma textura boa para a escala. Coloração e aplicação dependem sempre da mão do artista, mas nada que não se resolva com uns testes prévios.

model-953-1Creio ser este o expoente do modelismo naval, pois envolve a reprodução do objecto central em questão, envelhecimento do mesmo, reprodução do ambiente e o contar uma história. Como tudo isto num espaço limitado, o modelista tem de testar o enquadramento do projecto. Tenho tido a felicidade, nos últimos anos, de ver ao vivo, a melhoria desta técnica em muitos modelistas nacionais e internacionais - temos verdadeiras referencias em trabalhos deste género no Reino Unido, na Alemanha e Estado Unidos da América. Mas não se pense que por sermos "pequenos" não estamos também referenciados, porque estamos. A partilha e discussão de ideias, de técnicas sobre trabalhos correntes e projectos futuros fazem esta uma comunidade unida e com uma capacidade de crescimento incrível! Afinal não estamos isolados na nossa bancada de trabalho...

Para os interessados, poderão ver na internet trabalhos espectaculares, em sites dedicados a esta actividade. Lembre-se no entanto, como costumo referir, que nem todos os modelistas são exímios e tendo todos a oportunidade de ver os seus trabalhos publicados, também temos alguns menos bons. Apenas se reforça que o modelista também tem uma curva de aprendizagem, como é habitual. A vantagem neste sites é que, no espírito de partilha de conhecimentos, existem artigos onde é explicado passo-a-passo como efectuar estas situações.

Da próxima vez que fizer um modelo, pondere esta hipótese. Pode ser que fique satisfeito com o resultado, pois um modelo na "água" tem um certo encanto, que os outros não têm ...

Sites aconselhados para consulta sobre modelismo naval (plástico e resinas):

www.modelwarships.com
www.modelshipwrights.com
www.steelnavy.com



Rui Matos
Sobre o autor:

 

 

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