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Terça 17 Out

A "Revista de Marinha" há mais de setenta anos... nº9

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Sábado, 20 Fevereiro 2010 00:00


RM-HA-70-ANOS
O número que visitámos, datado de 30 de Setembro de 1937, abre com uma foto do lançamento à agua do couraçado "Littorio" e com a referência a um artigo de três páginas relativo ao rearmamento naval da Itália.
O primeiro artigo, assinado pelo Director, Maurício de Oliveira, aborda, curiosamente, a Marinha Francesa, com quem a Itália então rivalisava no Mar Mediterrâneo. O autor comenta as características do moderno couraçado "Dunkerque", armado com peças de 330 m/m, montadas em dois reparos quádruplos, ambos a vante, e as hipotéticas possibilidades de este navio fazer frente, simultâneamente, a três "couraçados de bolso" Alemães, da classe "Deutschland".
Duas fotografias ilustram a notícia do regresso ao serviço do aviso de 1ª classe "Afonso de Albuquerque" e do contra-torpedeiro "Dão", após terem sido reparados das avarias sofridas nos bombardeamentos de que foram alvo, quando da insubordinação de 8 de Setembro de 1936.
Um Oficial do Exército, o Cor. Barreto de Oliveira- que supomos ser o Pai do então Director da revista - inicia a sua colaboração com um artigo doutrinário, "O Exército e a Marinha em Cooperação - Operações Combinadas". Ao longo de quatro páginas de denso texto, sem ilustrações, o autor aborda a problemática da "Guerra Total" e a mobilização nacional para lhe fazer face.
A intervenção Japonesa na China é referida num artigo não assinado, "A Guerra Sino - Japonesa e as suas verdadeiras causas", que acabam por ser identificadas com a decomposição da extraordinária força de ordem e de equilíbrio que foi o Império Britânico. O Japão pretende dominar todo o Extremo-Oriente; para isso precisa que a Grã-Bretanha abandone as posições económicas que ainda detém na China e que os sovietes renunciem à expansão ideológica no Mundo Amarelo. Logo a seguir, uma foto do aviso de 1ª classe "Bartolomeu Dias", designado para longa comissão em Macau, sendo o seu Comandante, o C. m. g. Francisco Luiz Rebello, nomeado Comandante da Estação Naval do Extremo-Oriente.
No já citado artigo relativo ao rearmamento naval da Itália é assinalada a paridade já conseguida com a Marinha Francesa e o grande desenvolvimento da aeronáutica naval, que dispunha de vários modelos de hidroaviões de elevadas performances.
A notícia da visita ao Tejo do couraçado "Admiral Scheer" é ilustrada com uma bela foto da torre tripla de vante, montando peças de 280 m/m.
O C/Alm Filipe de Carvalho continua a relatar as suas memórias de aspirante; neste número, menciona a visita a Cherburgo da corveta-mista "Bartolomeu Dias", em viagem de instrução, em 1889. A curiosa tradição naval de comer doce e de beber vinho do Porto ao jantar, nas quintas-feiras e aos domingos, que ainda perdurava nos nossos dias de embarcado( há 20 ou 30 anos...), é aqui relatada.
O Engº Gago de Medeiros apresenta-nos a Marinha Mercante Francesa num extenso artigo que se inicia com a referência à politica de fomento de Colbert. Assinala ter a França um volume de importações muito superior ao das exportações e uma legislação de trabalho que origina tripulações mais numerosas do que as escandinavas. A consequência é viverem os armadores dos subsídios do Estado e de ser cada vez maior a ingerência deste na gestão das grandes companhias; e todos sabemos bem que o Estado nunca é um gestor eficaz ...
O Cte. Fontoura da Costa relata-nos as figuras e os factos de há cem anos: fala-nos neste número, de famílias que quase constituíram dinastias navais, como os Celestino Soares, Bernardo da Silva, Cisneiros e Faria e Soares de Andrea.
Uma pequena nota informa da publicação de um número especial da revista, consagrado às acções da Armada e da Marinha Mercante no decurso da Grande Guerra, à venda a 14 de Outubro, aniversário do combate do caça-minas "Augusto de Castilho" com o cruzador-submarino U-139.
Por fim, a terminar, a rubrica "Armada Nacional", assinalando as nomeações para comando, a execução de exercícios navais na baía de Sesimbra, a construção do aviso de 2ª classe "João de Lisboa" e os movimentos dos navios.


 

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