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Sábado 19 Ago

A "Revista de Marinha" há mais de setenta anos... nº11

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Domingo, 10 Outubro 2010 00:00



O número que hoje vos apresentamos está datado de 31 de Outubro de 1937; neste período, que antecedeu a II Grande Guerra, tem lugar uma corrida aos armamentos, designadamente nas forças navais, e cresce a tensão politica, cujo desfecho muitos antecipam já. São os chamados fumos de guerra!

A revista abre com uma fotografia do Comandante-em-Chefe da Home Fleet, com a legenda "o rearmamento naval da Inglaterra"; curiosamente, na ponte do couraçado RODNEY estava também um Group Captain, Royal Air Force, evidenciando a boa cooperação existente no Reino Unido entre a Marinha e a Força Aérea.

O primeiro artigo que nos é apresentado é a continuação de "O Exército e a Marinha em Cooperação - Operações Combinadas", escrito pelo Coronel Barreto de Oliveira. De assinalar que alguns dos conceitos apresentados, como "operações anfíbias", operações combinadas" e "operações conjuntas" evoluíram e tem hoje um significado algo  diferente.

Seguidamente o C/Alm Ramalho Ortigão escreve acerca de "O Estado-Maior Naval - utilidade, organização e funcionamento dos Cursos Navais de RM70Anos_11Guerra nas Armadas Portuguesa e Estrangeiras", artigo que conclui no próximo número.

O autor assinala a importância da formação académica dos Oficiais Superiores e Generais e traz-nos a história dos primórdios do saudoso ISNG e dos Cursos Navais de Guerra, o primeiro dos quais se realizou entre nós em 1920. O Cte. Armando Loura, da Marinha Mercante, relata-mos em seguida, num curioso artigo, a forma como conseguiu proceder ao salvamento do N/M TERNEUZEN, um navio de razoáveis dimensões que havia encalhado na Costa da Galé, seis milhas ao Sul da barra de Setúbal, após uma firma inglesa da especialidade ter declarado ser impossível salvar o navio.

Num texto não assinado, que julgo ser de Maurício de Oliveira, é abordado "O problema de Mediterrâneo nos seus aspectos político e psicológico". Sem hostilizar a Grã-Bretanha, embora assinale o baixo moral das guarnições dos navios da Esquadra Inglesa e limitações logísticas, por falta de munições, o autor quase ignora a França e destaca a posição Italiana, a quem vaticina a supremacia incontestada na zona que vai de Gibraltar ao Suez.

Após doze anos com guarnições militares, o navio-oceanográfico ALBACORA foi entregue ao Aquário "Vasco da Gama"; no seu primeiro cruzeiro com guarnição civil tomou parte o Dr. Magalhães Ramalho, o naturalista Sr. Bernardo Gonçalves e... Maurício de Oliveira!

Algumas noticiam ilustradas com fotografias; a nomeação do C/Alm Mendes Cabeçadas para Intendente do Arsenal da Ribeira das Naus, em acumulação com idênticas funções no Alfeite, a partida do Navio-Escola SAGRES para uma viagem de instrução de cinco meses, para o Brasil e para África, levando a bordo o curso que tinha por patrono o Santo Condestável e a realização do Festival Náutico da Brigada Naval, no Estádio Náutico do Sport Algés e Dafundo.

Na secção "Livros e Outras Publicações" é feita menção á obra "Os nossos Anais e a sua evolução", de foi autor o C/Alm Pereira da Silva, que ali juntou muitos dos seus notáveis artigos publicados antes nos Anais do Clube Militar Naval. É destacado um artigo onde o autor faz a comparação entre as Armadas de Portugal e da Holanda, que, refere-se na revista... é um trabalho deveras interessante, que merece ser lido e meditado, especialmente por nós, Portugueses... Ontem, como hoje, será o nosso comentário...

Em extenso artigo, de cinco densas páginas, o Engº Gago de Medeiros aborda "a Marinha Mercante Americana". Num texto com muitas referencias históricas o autor indica os altos e baixos da Marinha Mercante dos EUA, que na primeira metade do sec. XIX atingiu enorme dimensão, a que se seguiu a decadência motivada pela Guerra de Secessão e pela construção de navios em ferro, em detrimento da anterior construção em madeira.

Posteriormente, já no decurso da I Grande Guerra, a rápida construção da Emergency Fleet, só possivel numa economia pujante e flexível como era a dos EUA, e a sua posterior "privatização", são-nos também relatadas bem como as dificuldades que os comparativamente altos salários americanos traziam aos seus armadores. O resumo das principais acontecimentos ocorridos recentemente nas Armadas estrangeiras é-nos dado a conhecer em curtas notícias inseridas numa das últimas páginas. Por fim, a terminar, uma página dedicada á Armada Nacional, com o resumo geral dos principais acontecimentos e com a situação das unidades navais referida a 15 de Outubro.



 

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