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Segunda 23 Out

Recordando a pesca do bacalhau!

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3590No sábado dia 16 de Abril, a pesca do bacalhau com os seus dramas, acidentes e incidentes, esteve presente em duas cidades nortenhas em eventos de cariz diferente.

                  Em Esposende, o Museu Marítimo, com o patrocínio da Câmara Municipal e da Associação Fórum Esposendense, apresentou o documentário “Nos mares da Memória – Estórias da Faina Maior”. Este documentário vem sendo exibido em diversas projecções em cidades e outros locais de grande implantação de pescadores que estiveram ligados à pesca do bacalhau, resgatando a memória de uma actividade importante para o país e lembrando, igualmente, com saudade, aqueles que na dureza da faina se perderam no mar. Lembremos, a propósito, que Esposende, embora só tenha possuído dois navios matriculados na Capitania desse porto, casos do iate “Gomes I” e do lugre “Famalicão II”, foi um polo de grande relevo em termos de construção naval, ali sendo preparados iates, palhabotes e lugres, especificamente para a pesca. Também daqui sairam excelentes marítimos e pescadores, que embarcaram na frota nacional, ao serviço de armadores de norte a sul do país

                  Por sua vez, em Ílhavo, seria lançado mais um livro versando o mesmo tema, sob o3590 02 título “Tempos de Pesca em Tempos de Guerra”, da autoria do Dr. Licínio Ferreira Amador, com principal incidência no afundamento do lugre bacalhoeiro MARIA DA GLÓRIA, atacado pelo submarino alemão U-49, quando este se encontrava sob o comando do 1º Ten. Otto Ites, em 5 de Junho de 1942.

                  Para a apresentação deste livro foi convidado o V/Alm. Tito Cerqueira, que deu a conhecer ao público que encheu o Auditório do Museu de Ílhavo, na presença do Vice-Presidente da autarquia, vários aspectos ocorridos durante a IIª Grande Guerra Mundial, da importância da arma submarina alemã em comparação com as restantes armadas que participaram no conflito, e do grande número de mortes ocorrido nas unidades afundadas.

Falou igualmente da capacidade alemã para construir este tipo de navios, apenas superada pelos estaleiros americanos na construção dos navios do tipo LIBERTY. Obviamente, teceu ainda referências elogiosas à coragem e competência dos marítimos portugueses, que nesse período navegaram e pescaram nos mares da Gronelândia e da Terra Nova.

 3590 03                 O autor da obra, por sua vez, com uma muito louvável preocupação, viajou sobre os anos em que os navios da pesca conviveram com as matilhas de submarinos alemães, explicando como operavam no teatro de guerra em pleno Atlântico Norte e relatou com apreciável rigor toda a campanha desse lugre, realizada no ano que precedeu o seu afundamento. Fica assim aberto mais um capítulo da história da pesca, explorado de forma inteligente e versátil, louvando o regresso aos lares dos poucos sobreviventes do navio e simultaneamente lamentando o trágico encontro do submarino alemão com o lugre português, de que resultaram 36 vítimas mortais.

 Por  Reinaldo Delgado

 


 

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