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Quarta 29 Mar

Os Grandes Veleiros de novo em Lisboa

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3682 01O porto de Lisboa recebeu de novo os veleiros da regata dos Tall Ships, trazidos até nós uma vez mais pela APORVELA, com o apoio da Marinha Portuguesa, da APL, da Câmara Municipal de Lisboa e de muitas entidades e empresas. Foram mais de 50 os navios e embarcações que começaram a atracar aos cais de Santa Apolónia e na doca de Pedrouços a partir de 21 de Julho, e deixaram o Tejo na tarde de 25 de Julho com os gémeos CREOULA e SANTA MARIA MANUELA e a caravela VERA CRUZ a abrirem o desfile náutico, fazendo as honras da casa.

            O primeiro veleiro a chegar, ao início da tarde de 21 de Julho, foi o MIR, da Russia, participante habitual nas regatas promovidas pela Sail Training Association. Os navios foram-se agrupando em Lisboa, motivando um quadro crescente de vivências marítimas partilhadas por milhares de visitantes. A barca de três mastros francesa BELEM seria a última a atracar, a 23 de Julho.

Atracaram em Lisboa nada menos de 17 grandes veleiros da classe A, a saber : ALEXANDER VON HUMBOLDT II, AMERIGO VESPUCCI, BELEM, CHRISTIAN RADICH, CREOULA, CUAUHTEMOC, DAR MLODZIEZY, FRYDDRYK CHOPIN, GULDEN LEEUW, LORD NELSON, MIR, MORGENSTER, PELICAN OF LONDON, POGORIA, SANTA MARIA MANUELA, SIMON BOLIVAR e STATSRAAD LEHMKUHL. Portugal esteve bem representado, com destaque para os antigos bacalhoeiros da classe CREOULA, sentindo-se a falta da SAGRES, em cruzeiro de instrução e representação pelo Brasil.

            O espaço de atracação, cedido pela Lisbon Cruise Terminals, do Jardim do Tabaco ao local do antigo Cais da Pedra, obrigou a que alguns navios acostassem de braço dado, proporcionando a recriação de um ambiente marítimo tradicional tão natural na Lisboa portuária de outras épocas, que atraiu muitos milhares de forasteiros, os quais visitaram os navios e participaram nos inúmeros eventos de natureza cultural.

            A regata de 2016 comemorou os 60 anos da primeira edição, disputada em Julho de 1956, entre Torbay e Cascais, cujo sucesso proporcionou a realização de novas regatas nos anos seguintes, dando origem a um evento náutico e desportivo de primeira grandeza e enorme popularidade. Fez todo o sentido ter os Tall Ships em Lisboa nas comemorações dos 60 anos, pois em 1956 um português teve papel destacado no desenvolvimento da regata: o embaixador de Portugal em Londres, Pedro Teotónio Pereira, grande entusiasta do mar e marinheiro, que velejou de Torbay a Cascais no seu iate BELLATRIX.

            De referir que este ano apenas os navios de maiores dimensões atracaram a Santa Apolónia, com os restantes a utilizar a doca de Pedrouços, onde se encontravam também os veleiros POLAR e ZARCO, da Marinha Portuguesa. Um varino 3682 02tradicional da Marinha do Tejo, o SOU DO TEJO, do Mestre Jaime Costa, de Sarilhos Pequenos, fez viagens de ligação entre Pedrouços e Santa Apolónia, especialmente para as tripulações dos veleiros.

Na Segunda-feira 25 de Julho os veleiros começaram a largar dos cais pelas 11 da manhã fundeando no Mar da Palha, de onde zarparam em desfile ao início da tarde, rumo a Cádis. As manobras de saída simultâneas de tantos navios obrigaram a um esforço muito significativo dos Pilotos de Lisboa, alguns dos quais interromperam férias, tudo tendo decorrido da melhor maneira possível. Está de parabéns a APORVELA e todos quanto apoiaram mais esta edição da Tall Ships Races, está de parabéns Lisboa, como porto e como cidade e estão de parabéns todos quantos aderiram com tantas presenças nesta festa da vela, dos navios e do mar.

   Por LMC

 


 

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