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Quarta 22 Nov

Afundamento de Corveta ao largo de Porto Santo

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            3689 03No passado dia 13 de Julho foi criado mais um recife artificial nos mares da ilha do Porto Santo. Cerca de 16 anos volvidos sobre o afundamento do navio mercante MADEIRENSE, outra unidade, agora da Marinha de Guerra, o ex-N.R.P. GENERAL PEREIRA D`EÇA, foi afundado a menos de meia milha daquele navio, com o objetivo de se tornar uma atracção para os mergulhadores desportivos e de assim diversificar a oferta turistica da denominada “Ilha Dourada”. Pretende-se criar um parque subaquático numa área turística de nicho, mas que já representa 5 a 10 % das receitas turisticas de Porto Santo.

            Este processo teve início em 2014 e, no total, a operação custou cerca de 345 m€, comparticipados em cerca de 85% por fundos comunitários. Após elaboração do caderno de encargos para a execução do projeto por parte do Parque Natural da Madeira, foi aberto um concurso de que saiu vencedora a firma TECNOVIA MADEIRA .

            Os trabalhos começaram no dia 22 de Janeiro de 2016, quando a corveta foi rebocada do antigo estaleiro da LISNAVE para os estaleiros da empresa BATISTAS, S.A., em Alhos Vedros, a quem a TECNOVIA adjudicou as tarefas de remoção do amianto, retirada de todos os equipamentos elétricos e eletrónicos, remoção de todos os fluídos, e lavagem e desengorduramento das superfícies, trabalhos que demoraram cerca de quatro meses. Durante este processo o ISQ e a Capitania do Porto de Lisboa, por delegação da DGRM, acompanharam os trabalhos, cabendo ao ISQ certificar no final que o navio estava descontaminado e à Capitania assegurar as condições de navegabilidade.

            Uma vez que o navio após a sua retirada de serviço esteve muito tempo imobilizado, alguns organismos vivos agarraram-se ao casco; por esse motivo houve que efetuar uma limpeza em doca seca, na NAVALROCHA, para que 3689 01não houvesse contaminação das águas do local de afundamento.

            Após a conclusão dessa operação o navio foi rebocado para a Ilha do Porto Santo pelo rebocador MONTENOVO, da firma Rebonave, S.A., a que se seguiram dez dias para os preparativos finais, designadamente para a execução de aberturas nas anteparas, cerca de oitenta, para que fosse possível atravessar o navio em segurança, de uma ponta a outra, sem ter de mudar de nível. A última fase da preparação coube à equipa de mergulhadores-sapadores da Marinha, que preparou as cargas explosivas e as colocou em oito locais a cada bordo, permitindo uma franca entrada de água após as detonações, e o rápido afundamento da corveta.

            Deram-se início aos preparativos de posicionamento do navio no local escolhido, nas proximidades do porto que serve a Vila Baleira e a Ilha de Porto Santo. No entanto as condições de vento e de ondulação dificultaram a manobra tendo-se partido um dos cabos de reboque e um dos cabos de amarração a uma das poitas de posicionamento do navio. Houve que recorrer à intervenção de mergulhadores para que fosse restabelecida a amarração à poita e a manobra de afundamento do navio fez-se com cerca de quarenta minutos de atraso sobre a hora prevista. O navio ficou na sua posição natural de navegação, parecendo que o faz no fundo, e a transparência das águas do Porto Santo permitiram que hora e meia depois do afundamento se pudesse ver já o navio desde a superfície.

            A Revista de Marinha felicita todos os intervenientes nesta operação, designadamente o Supervisor da Preparação do Navio, Sr. Alberto Braz, pelo sucesso alcançado, fazendo votos para que a corveta GENERAL PEREIRA D’EÇA depois de 40 anos de bons serviço a Portugal, à superficie, faça pelo menos outros tantos, no fundo do mar, apoiando o turismo de Porto Santo.

 


 

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