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Quarta 28 Jun

Arriada a Bandeira Nacional no N.R.P. SCHULTZ XAVIER

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3846Realizou-se no dia 9 de Março, a bordo do N.R.P. SCULTZ XAVIER, na Base Naval de Lisboa, a cerimónia de exoneração do Comandante do navio e o arriar dos distintivos nacionais.

            Recordamos que a passagem ao estado de desarmamento do SCHULTZ XAVIER para abate, foi determinada pelo Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, António Silva Ribeiro, por publicação em Diário da República da Portaria 41/2017, de 20 de Fevereiro.

            O SCHULTZ XAVIER era um navio balizador, de combate à poluição do mar e rebocador de alto-mar, com 56m de comprimento e 10m de boca, deslocava 900 tons e tinha uma guarnição de 39 elementos, composta por 3 Oficiais, 9 Sargentos e 27 Praças. Construído no Arsenal do Alfeite, foi aumentado ao efetivo dos navios da Armada em 14 de Julho de 1972 e recebeu o seu nome em homenagem ao C/Alm. Júlio Zeferino Schultz Xavier. Ao longo da sua vida operacional, o SCHULTZ XAVIER teve como principal missão a segurança marítima, específicamente a balizagem e o apoio à sinalização marítima, o salvamento marítimo, a recuperação de objetos afundados e o apoio a operações com mergulhadores e a exercícios navais. As missões desempenhadas pelo SCHULTZ XAVIER passarão a ser cumpridas pelos navios patrulha da classe TEJO.

            As missões mais importantes desempenhadas pelo SCHULTZ XAVIER foram efectuar o reboque das LFG's ARGOS, DRAGÃO e HIDRA de S. Vicente, Cabo Verde, para Luanda, Angola, acompanhando a navegar pelos próprios meios as LFG's LIRA e ORION, mais as LDG's ALFANGE e ARIETE, todos escoltados pela corveta ANTÓNIO ENES, num comboio naval que ficou conhecido como "A Incrível Armada". A viagem teve ínicio a 33846 01 de Dezembro de 1974 e durou 63 dias e teve 885 horas de navegação. Posteriormente, em meados de 1976, escoltou de perto do Equador até ao Algarve cerca de cinco dezenas de traineiras fugidas de Angola, que vinham de Walvis Bay, na Namibia. Em Dezembro de 1977, recuperou a LDM 426 destacada para a Área Militar de S. Jacinto que sofrera um acidente que a deixou submersa. Em Março de 2001 participou na recuperação de corpos do acidente da ponte Hintze Ribeiro em Entre-os-Rios, e em 2002 esteve envolvido nas operações de combate à poluição no mar, resultante do afundamento do petroleiro PRESTIGE, utilizando equipamento de recolha de hidrocarbonetos.

            O patrono do navio foi Júlio Zeferino Schultz Xavier (1850-1939), oficial da Armada Portuguesa, conhecido e justamente respeitado pelos trabalhos como engenheiro hidrógrafo, especialmente pela elaboração do Plano de Farolagem e Balizagem da costa de Portugal. Devido à sua capacidade, a costa portuguesa deixou de ser designada por "Costa Negra". Elaborou ainda, o Plano de Farolagem da Costa de Moçambique. Foi promovido a C/Alm. em 1911, e ainda em vida, o Governo, como homenagem ao seu valor e prestígio, deu o nome de Almirante SCHULTZ ao navio balizador de então da Marinha de Guerra, homenagem essa que se manteve com a atribuição do nome de SCHULTZ XAVIER ao navio balizador agora desarmado.

 Por   JRG

 


 

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