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Domingo 25 Jun

Portugal na SEAFOOD 2017

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3896 03Teve lugar de 25 a 27 de Abril, em Bruxelas, mais uma uma edição da SEAFOOD EXPO GLOBAL, o maior certame do mundo sobre “Transformação e Comercialização de Produtos da Pesca”. Estiveram presentes 1.850 empresas de 79 países. Participaram, pela primeira vez, a Costa Rica e Myanmar. Tiveram lugar variadas sessões de informação e de degustação de produtos.

                  Mais uma vez, deve ser sublinhada a pujança dos maiores pólos de produção (Ásia, América do Norte e América do Sul), que representam quase 95% da produção mundial, com relevo para as presenças dos seguintes países: Argentina, Bangladesh, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Equador, EUA, Filipinas, Índia, Indonésia, Japão, Taiwan , Perú , Sri Lanka, Tailândia, Uruguai e Vietname. Saliente-se ainda a qualidade do pavilhão da Islândia e dos pavilhões regionais do Alasca, da Escócia e das Ilhas Féroé.

                  Alguns casos específicos devem ser anotados. Os EUA aumentaram, no ano transacto, as exportações para a União Europeia em 15%, num valor de 1,3 mil milhões de dólares. A Rússia, que se apresentou no certame pela segunda vez, regista uma capacidade de produção anual de 4,8 milhões de tons (que espera aumentar em 2 ou 3% no corrente ano), e apresentou um leque muito variado de produtos (desde o bacalhau e o arenque até ao caranguejo, caviar e salmão). O Brasil atingiu um nível de produção de 1,2 milhões de tons e investe significativamente na aquacultura. Marrocos diversificou significativamente a sua produção, que se reparte pela aquacultura, conservas, semi-congelados, e aposta nas farinhas e óleos de peixe e no processamento de algas. Como nota curiosa, registe-se que uma empresa norueguesa apresentou no seu stand um produto integralmente etiquetado em português ('Lombos de bacalhau salgado- Produto norueguês').

                  De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Banco de Portugal, o nosso País conta, actualmente, com 2.700 empresas associadas à economia do mar. Tais dados indicam ainda que o subsector "Pesca e actividades conexas" representa 79% das empresas do sector marítimo, 71% do volume de negócios e 74% do número de pessoas ao serviço, registando uma variação positiva em matéria de exportações.

                  Em relação ao pavilhão de PORTUGAL, à semelhança do que ocorreu em edições precedentes, deve ser salientado o seguinte: gama variada de produtos nas diferentes apresentações comerciais (peixe fresco, refrigerado, congelado, conservas e preparações culinárias); excelente acolhimento; grande qualidade da documentação. Mencione-se o conteúdo muito apelativo da documentação disponibilizada pela ALIF – Associação da Indústria Alimentar pelo frio, que organizou o pavilhão (brochura ' O Melhor do MAR – Portugal'). Para além das3896 04 empresas do Continente, marcaram presença empresas das Regiões Autónomas dos Açores (exportação de 30 produtos) e da Madeira (aquacultura de dourada, exportação de peixe-espada preto, atum, dourada e lapas, e oferta de uma degustação de peixe-espada). A nível institucional, registe-se a presença da Lotaçor – Serviço de Lotas dos Açores, que disponibilizou uma brochura designada 'Uma maré que traz o melhor dos Açores – Comercializamos o melhor peixe do mundo! e da Docapesca – Portos e Lotas, SA, que distribuiu a publicação 'Docapesca – Uma rede de apoio e valorização dos produtos da pesca e do mar'. O stand da Docapesca ofereceu uma degustação de filetes de cavala em azeite e de 'paté' de cavala.

                  O contacto com os empresários que representaram o nosso País, que é o primeiro consumidor ‘per capita’ da Europa, e o segundo a nível mundial, e que já exporta anualmente mais de 1.000 milhões de euros em peixe e produtos da pesca, permitiu confirmar que os níveis de exportação se podem considerar muito satisfatórios, continuando a aposta na incorporação de valor acrescentado e na diversificação de mercados.

                  Um dos vectores mais importantes da Seafood é constituído pelos Prémios de Excelência, que tiveram como finalistas empresas europeias, mas igualmente de países como o Chile, os EUA, a Índia, a Malásia e o Vietname. Como produtos inovadores incluídos na selecção dos finalistas apontam-se os seguintes: 'Mousseline' de bacalhau – Camarão orgânico – Mexilhão com óleo de girassol – 'Souflé' de camarão – Algas marinadas – Bacalhau do Alasca com molho de iogurte e aneto – Caviar de truta – Brandade de bacalhau gratinada – 'Crumble' de salmão – Tortilha de bacalhau com puré de batata e legumes – Mini tártaros de 'surimi'. O Júri reteve os seguintes critérios de selecção: Saúde e nutrição – Originalidade – Inovação - Embalagem – Linha de produção – Melhor produto para Hotelaria/Restauração/'Catering' – Produção para o retalho – Utilização fácil pelo consumidor.

                  Como apreciação de ordem geral, pode concluir-se, a partir desta edição da Seafood, que as oportunidades de negócio devem pautar-se pelos critérios de inovação e qualidade induzidos ao longo dos anos pelo júri, se as empresas pretenderem afirmar-se num contexto crescentemente globalizado, caracterizado por serviços exigentes e por um marketing muito sofisticado.

 


 

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