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Sábado 24 Jun

A temática marítima na exposição de Almada Negreiros

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3912Encontra-se patente em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, de 3 de Fevereiro a 5 de Junho, a exposição 'José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno'. Trata-se de uma exposição de excepcional qualidade e dimensão, pelo número de obras exposto e pelo facto de muitas delas serem inéditas. Perpassa pela exposição o génio multifacetado de Almada, traduzido em muito diversas expressões e numa policromia extremamente agradável. O artista desenvolveu um olhar muito atento e muito completo sobre a realidade portuguesa, e nesse olhar tem um lugar importante a dimensão marítima do País.

                  A temática marítima faz, pois, parte integrante da obra do artista, sendo várias as manifestações a ela atinentes nesta exposição: desde o autorretrato à representação de um bar de marinheiros até ao muito interessante conjunto de desenhos (em simulação de projecção de cinema)    denominado " O naufrágio da Ínsua". A sequência respectiva deste conjunto, que ocupa um espaço significativo, encontra-se plena de elementos identificados com o ambiente marítimo (faroleiro; salva-vidas; época balnear; dunas; trasbordo; 'gasolina' e foguetão).

                  As referências marítimas encontram-se igualmente presentes no painel ' Mapa de Portugal' ou num estudo para desenho inciso para a Faculdade de Direito da Cidade Universitária. Mas também em muitos outros trabalhos com as representações mais diversas: a praia, os banhistas (de que é emblemática a pintura para o Café do Chiado) , as varinas (em cenas variadas do quotidiano), os marinheiros (com expressão significativa no painel par3912 01a decoração interior do Cine San Carlos, de Madrid), a sargaceira, o pescador, o mar nos cartazes de publicidade, os pormenores figurativos das fachadas das Faculdades de Letras e de Direito da Universidade de Lisboa. Acrescem os estudos para os frescos da Gare Marítima de Alcântara e da Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos.

                  A dimensão marítima da obra do artista, nas suas diferentes vertentes, pode, pois, ser apreciada numa exposição que se revela como um momento inolvidável de reconhecimento da densidade da obra de Almada Negreiros e do testemunho que ela dá, de modo intemporal, da nossa ancestral ligação ao mar.


 

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