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Sábado 19 Ago

Julho - Agosto de 2017 (RM998)

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Terça, 25 Julho 2017 00:00


prefacio

 

 

Este número da vossa revista dá um especial relevo à Marinha de Comércio e um destaque ao setor da Construção & Reparação Naval;
desde já o nosso agradecimento ao Alm. Gonçalves de Brito que o coordenou, à semelhança do ano passado.
A Marinha de Comércio mundial continua mergulhada numa crise profunda. Em 2016 foi acrescida em cerca de 3,3%, numa tendência decrescente desde 2011. O número de navios mercantes de mais de 300 GT atingiu assim os 52.183. A sobrecapacidade existente e a redução no crescimento económico mundial levaram o Baltic Dry Index a registar em 2016 um valor médio de 676 pontos, o que muitas vezes não paga os custos diretos da operação, deixando de lado as amortizações e a remuneração do capital. Os armadores respondem com o slow steaming e o lay-off, e poupam nas tripulações e na manutenção, o que pode perigar a segurança. Registam-se falências, como a da coreana Hanjin, e fusões e aquisições, diminuindo a concorrência. Os armadores, para sobreviver, agruparam-se em três grandes alianças. Os setores dos graneleiros, navios-tanque e porta-contentores estão em crise, a excepção são os navios de cruzeiro. A prazo, mais tarde ou mais cedo, com o aumento das demolições e a redução nas novas construções, os fretes subirão; quando, como, para quanto, não sabemos ...
No ranking por bandeira a liderança pertence ao Panamá, seguido pela Libéria, Ilhas Marshall, Hong Kong, Singapura e Malta. Portugal, como consequência do crescimento, que se saúda, do Registo Internacional da Madeira, subiu para o 19º lugar.
A nível nacional, um ou outro sinal positivo num quadro que pouco se alterou. Continuam em bom ritmo os trabalhos no Terminal de Cruzeiros de Lisboa, cuja inauguração está para breve.
Saudamos a aquisição do navio-tanque SÃO JORGE pelo armador TRANSINSULAR, mas aproveitamos para alertar que os poucos navios de armadores portugueses, utilizados principalmente no mercado das Regiões Autónomas, estão velhos e vão precisar de ser substituídos. Uma oportunidade para a nossa Construção Naval ?
Sabe-se que está em preparação legislação que incluirá a versão nacional da tonnage tax, o que se afigura favorável; contudo, a legislação ainda não foi publicada, pelo que aguardamos que entre em vigor para a comentar.
A DGRM foi recentemente alvo de uma reestruturação, que poderá ter aspetos positivos. O problema de fundo, contudo, é a falta de capacidade de resposta, de recursos, designadamente de técnicos qualificados, que se mantém. È algo da maior importância, que afeta os nossos armadores das marinhas de comércio e da pesca, a construção naval e o próprio Registo Internacional da Madeira. Não bastam declarações de intenções, é preciso passar à acção, recrutar técnicos, forma-los e motiva-los.
Por fim uma palavra amiga para a Mútua dos Pescadores, bem conhecida e prestigiada no meio marítimo, que este ano celebra o seu 75º aniversário.

 

 


Alexandre Fonseca
Sobre o autor:

VAlmirante

Director da Revista de Marinha

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