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Terça 21 Nov

O Estaleiro Naval da CUF / Navalis / Lisnave ...existiu

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Recordo que ao passar pela Av. 24 de Julho, em Lisboa, nos anos 60 do século passado, se viam sempre as proas de navios em construção nos Estaleiros da CUF. Assim foi durante muito tempo até que, na década seguinte, as atividades de construção naval passaram para o outro lado do rio, para a Margueira. Hoje ali está instalada a firma NAVALROCHA, focada apenas na reparação naval.

            Num formato de bolso, ou próximo, o Engº João Celorico recorda-nos as ... memórias do que foi um Estaleiro Naval, o sub-titulo do seu livro.

            Em Dezembro de 1936 foi publicado o Decreto que atribuiu a concessão do Estaleiro Naval da Administração Geral do Porto de Lisboa à Companhia União Fabril, com ínicio em 1 de Janeiro de 1937. Com a concessão, começou de imediato a construção de dois lugres bacalhoeiros, o CREOULA e o SANTA MARIA MANUELA, concluidos em 67 (!) dias de trabalho, com chapa de aço disponivel, destinada à construção de navios de guerra, entretanto cancelada.

            Seguiram-se mais de 100 construções, navios de guerra, de comércio, de pesca, rebocadores, batelões e embarcações de apoio portuário. De assinalar a construção, no período de 1962 a 1967, de duas fragatas da classe DEALEY para a Marinha de Guerra. Os trabalhos de alongamento de navios, pioneiros a nível mundial, merecem uma referencia especial. Foram dirigidos pelo Engº João Rocheta e iniciaram-se com o casco do FORT FIDLER, que havia sido atingido por um torpedo em 1944. Adquirido pela Sociedade Geral, o casco entrou nos Estaleiros em Agosto de 1946 onde foi sujeito a trabalhos algo complexos e de muita precisão, que terminaram com completo sucesso. Depois desta operação, que posteriormente tomou a designação de jumboizing, muitas outras se seguiram, em cascos nacionais e estrangeiros.

            Como refere o autor na introdução ... pareceu-me ser de todo o interesse passar este documento ao prelo. Isto porque, a não ser feito, pouco tempo faltará para que o conhecimento da existência deste Estaleiro, e principalmente do que ali se fez, durante mais de 60 anos, caia no esquecimento colectivo. Não podemos estar mais de acordo !

            O autor, João Valente Celorico, começou a vida profissional como aprendiz de serralheiro mecânico, passou por desenhador, engenheiro maquinista, gestor oficinal e gestor de projetos indústriais, partipando ainda em estudos portuários e em projetos de construção e de reestruturação de Estaleiros Navais. Curiosamente, foi o autor, entre outros, dos logotipos da “GASLIMPO” e da “SETENAVE”.

            Em síntese, um livro que guarda e sistematiza valiosa informação relativa à atividade de um importante estaleiro, que dignificou a indústria portuguesa, e que reputamos de muito interesse.

            A obra em apreço, que não está à venda nos circuitos comerciais, tem um preço de capa de 10€, a que acrescem 2,5€ de portes de correio. Aos interessados, indicam-se os contactos do autor, t/m 96 713 1807, e-mail Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .

 

 


 

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