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Sexta 24 Nov

Namíbia preocupada com pesca ilegal

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3997O Ministério das Pescas da Namíbia informou as autoridades maritimas angolanas sobre 5 navios estrangeiros suspeitos de pescar ilegalmente nas águas daquele país. Moses Maurihungirire, Secretário das Pescas namibiano declarou que os navios navegam com os indicativos visuais de identificação ocultados, protegem-se nas águas angolanas e cruzam a fronteira durante noite, utilizando o radar para detectar a presença das lanchas de patrulha namibianas.

A notícia, publicada no passado dia 8 de Setembro no jornal "The Namibian", relata que a Namíbia estima estar a ser roubada em dezenas de milhares de tons de peixe, principalmente carapau, e fontes da Indústria afirmam que este roubo, que já acontece há muito tempo, está a custar milhões em receitas perdidas. As fontes da indústria referiram que os navios chegam a penetrar nas águas da Namíbia até cerca de 60 milhas para pescar o carapau. A captura anual total permitida da Namíbia para o carapau é de 320 000 tons.

O governo está a fazer tudo o que está ao seu alcance para prender os suspeitos de pesca ilegal, não declarada e não regulamentada ao longo da nossa fronteira Norte. Também estamos a intensificar a vigilância do mar e do ar ... disse Maurihungirire.

A Namíbia encomendou à África do Sul 19 embarcações pequenas para a Marinha. Entre outras estão 2 embarcações de alumínio de 6 m de comprimento; duas lanchas de 8 m; uma lancha de desembarque de 11 m, dois interceptores rápidos de 14 m e dois barcos de fundo chato, para pântano, de 8 m de comprimento. Os interceptores de alta velocidade de 14 m possuem 3 potentes motores Mercury atingindo uma velocidade máxima de 60 nós. As lanchas de 8, 11 e 14 metros prevêem armas, como metralhadoras, mas cabe à Força de Defesa da Namíbia equipá-las.

Nos últimos anos, a Marinha da Namíbia tem dado grandes passos para se tornar uma força mais forte e efetiva, com o objetivo principal de ganhar capacidade para controlar sua Zona Económica Exclusiva (ZEE), já que o país obtém receitas significativas da sua indústria de pesca . Para o efeito, a Marinha recebeu diversas embarcações, incluindo duas embarcações de patrulha portuárias da classe NAMACURRA da África do Sul em 2002, uma corveta brasileira em 2004 (entretanto abatida), um navio patrulha de 46 m do Brasil em 2009 e uma embarcação de patrulha offshore da China (NS ELEFANTE) em 2012. A Marinha da Namíbia opera a partir da única instalação naval do país, a Base Naval PN Sacharia, em Walvis Bay. As missões incluem fiscalização da pesca, busca e salvamento e proteção de ativos offshore. A costa da Namíbia estende-se por 976 mi (1.570 km), do rio Cunene, na fronteira norte com Angola, ao rio Orange, na fronteira sul com a África do Sul.

A Marinha namibiana emprega uma força altamente treinada de 500 militares, a maioria dos quais foram treinados na África do Sul e no Brasil, e possui uma unidade de infantaria com 200 fuzileiros navais, que também são treinados por instrutores brasileiros. No dia 5 de junho de 2017, teve início o quinto Curso de Especialização de Infantaria (C-Espc-IF) da Namíbia na Naval Training School (NTS), localizada em Rooikop (Walvis Bay), com o apoio da Marinha do Brasil.

Por JRG

 


 

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