1. Skip to Menu
  2. Skip to Content
  3. Skip to Footer>
Terça 17 Out

Devin Nunes: Portugal deve investir mais na Marinha!

PDF Versão para impressão Enviar por E-mail


4000O Congressista Devin Nunes, membro da câmara dos representantes do Congresso dos E.U.A. e líder do Comité de Informações do Congresso deu uma entrevista ao jornal “O Observador” e enfatizou a importância duma alteração radical na distribuição do investimento nacional na Defesa, com prioridade para a Marinha. A entrevista, conduzida pelo jornalista João Francisco Gomes, foi publicada no dia 10 de setembro.

            Numa conversa que abordou temas internacionais, como a questão da Coreia do Norte e a guerra ao Daesh, e temas de política interna norte-americana como as suspeitas ligações à Rússia pela candidatura Trump e a política de imigração dos E.U.A., Devin Nunes falou também sobre as questões das decisões norte-americanas sobre a Base das Lajes. Mas foi a sua opinião sobre a questão da presença portuguesa no Atlântico Norte que mais nos chamou a atenção. Ele considera que Portugal se pode tornar num dos principais aliados dos EUA no que toca à vigilância do Oceano Atlântico, desde que invista mais na Marinha.

            Como importante político norte-americano, tem sido um dos principais responsáveis daquele país a dialogar com Portugal no que toca à utilização da Base das Lajes e à evolução da aliança militar entre os dois países.

Chegar aos 2% do PIB investido na Defesa

            Esta nova administração pôs como prioridade os compromissos com a NATO e penso que é crítico que Portugal se afirme como um ator de relevo. Portugal tem uma localização muito estratégica para nós e tem sido um grande aliado ao longo dos tempos — aliás, não houve um aliado melhor na Europa do que Portugal. Vocês tiveram problemas económicos, têm tido problemas com o cumprimento dos níveis da NATO com as vossas forças armadas… E por fim há uma questão importante, que é a se vocês conseguem cumprir algum dos nossos requisitos de missão. As minhas discussões com os líderes portugueses têm sido focadas, em primeiro lugar, na necessidade que vocês têm de chegar aos 2% [do PIB investido em Defesa, meta que os membros da NATO se comprometeram a atingir até 2024] para que sejam vistos pelos Estados Unidos como aliados. Não é possível explicar ao público americano que um aliado nosso não invista os 2%. Em segundo lugar, há uma oportunidade tremenda para Portugal ter um papel determinante na segurança naval a longo prazo. E foi por isso que eu estive agora em Viana do Castelo para ver as vossas instalações, para ver qual era a vossa 4000 01capacidade, para saber se tinham a capacidade de construir navios. E têm!

(...)

Mudar a fórmula

            Ao mesmo tempo, vocês estão a expandir a vossa plataforma continental no Atlântico. Vocês já têm tanto oceano como nós. E com este movimento que estão a promover agora poderão ter o controlo total sobre praticamente todo o Atlântico norte e central. Isso acaba por corresponder a um requisito de missão muito importante para os Estados Unidos em termos da nossa proteção. Vocês têm a capacidade de construir uma Marinha poderosa. Só precisam de chegar aos 2% — ao longo do tempo, sei que não o conseguem fazer amanhã — nos próximos cinco, seis, sete anos, e mudar a vossa fórmula um pouco para passarem a investir mais na Marinha. Vocês estão agora aproximadamente nos 1,3% do PIB investido em Defesa, e desse dinheiro 20% vai para a Marinha. Se no próximo 1%, em vez de investirem 20% na Marinha, investirem 40%, isso vai permitir-vos fazer um investimento fundamental na vossa Marinha.

P4000 02ortugal tem todo um oceano para patrulhar
            Vocês têm todo um oceano para patrulhar — a entrada para o Mediterrâneo, o Atlântico Norte, quase até ao Golfo da Guiné a sul. Vocês conseguem corresponder aqui a um conjunto de requisitos de missão que os Estados Unidos têm. Tornar-se-iam num aliado fundamental para os Estados Unidos. A ideia é que vocês ao longo do tempo aumentem a frota da vossa Marinha até cerca de 40 navios. Atualmente têm perto desse número, mas muitos precisam de ser modernizados. Nós passamos muito tempo a falar com o vosso Governo e com as vossas Forças Armadas e os números resultam mesmo. Iriam ter uma Marinha espetacular, uma das melhores do mundo, e se trabalharem com os EUA, através de um acordo bilateral, estaríamos a falar de um compromisso a longo prazo que tanto os EUA como Portugal deveriam querer. Seriam um dos nossos maiores aliados na Europa em termos de proteção dos EUA. Não estou a falar da NATO, estou a falar de proteger os Estados Unidos.

            Devin Nunes pertence à terceira geração de emigrantes portugueses radicados nos Estados-Unidos, tendo raízes nas Ilhas do Pico e de S. Jorge, nos Açores.

Por JAG

 

 


 

Navios de Cruzeiro

Princess-Daphne Princess-Danae Athena MSC Opera MSC Sinfonia MSC Armoria MSC Melody MSC Fantasia MSC Lirica