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Terça 21 Nov

Veleiros nacionais e estrangeiros de visita aos portos do norte

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4024Durante os meses de Agosto, Setembro e já nos princípios de Outubro, os portos do Douro e Leixões têm recebido a visita de diversos veleiros nacionais e estrangeiros.

Aconteceu o regresso do lugre SANTA MARIA MANUELA ao cais de Gaia, pela primeira vez após a troca de armador, agora propriedade de uma empresa do grupo Jerónimo Martins. Esteve em porto entre os dias 11 e 15 de Setembro, tendo chegado procedente do Havre e continuado a viagem com destino a Lisboa.

A culminar uma ausência de 5 anos em Leixões, o Navio-Escola SAGRES, sob o comando do CFR Maurício Camilo, recentemente empossado, mais uma vez, como seria de esperar, engalanou-se para receber milhares de visitantes. Esteve em porto de 23 a 25 de Agosto, para descanso da guarnição e dos muitos cadetes embarcados a realizarem exercícios de treino de mar. Tal como o SANTA MARIA MANUELA, a SAGRES chegou procedente do Havre, mantendo-se a navegar ao longo da costa.

Depois foi a vez do veleiro A.R.C. GLORIA, também em viagem de instrução de cadetes da Marinha Colombiana, tendo iniciado a viagem em Cartagena, passando por portos nos Estados Unidos e mais recentemente realizado escalas em França. Fez escala em Leixões entre os dias 29 de Agosto e o 1º de Setembro, recebendo a bordo largo número de visitantes.

A história do veleiro A.R.C. GLÓRIA remonta a 1966, quando o Comandante da Armada V/Alm. Orlando Lemaitre obteve do Governo autorização para ser adquirido um navio veleiro, com a finalidade de ser utilizado como navio-escola. O contrato para a construção do navio foi adjudicado à Sociedade de Construção Naval Espanhola, de Bilbao, tendo-se os trabalhos iniciado em Abril de 1967 e concluído em 12 de Dezembro desse mesmo ano, data que corresponde à cerimónia do bota-abaixo, nas águas plácidas do rio Nevion. A barca GLORIA tem um deslocamento de 1.300 tons, 76 m de comprimento fora 4024 01a fora, 64,6 m de comprimento entre perpendiculares e 10,6 m de boca. A área vélica tem 1.400 m2, o mastro grande 40 m de altura, a velocidade a motor é de 10,5 nós, assegurada por um motor diesel de 530 cavalos, e a guarnição completa reúne um conjunto de 94 tripulantes

Entretanto o N.R.P. SAGRES regressa a Leixões, tendo entrado no porto na manhã do dia 16 de Setembro, para atracar no novo terminal de cruzeiros. Esta visita serviu a intenção da Marinha colaborar nas celebrações de aniversário do porto, que decorreram nesse dia, revelando-se novamente de grande oportunidade e importância, pois mais uma vez recebeu a bordo uma enorme quantidade de visitantes. Saiu de novo para o mar, na manhã do dia 17, dando continuidade à programada viagem de instrução de cadetes, durante vários dias, até rumar de novo a Lisboa.

Entre os dias 19 a 21 de Setembro foi a vez de visitar Leixões a barca norueguesa SORLANDET, considerada um dos três «cisnes» desse país, quando enquadrada com o navio-escola da Armada CHRISTIAN RADICH e a barca STATSRAAD LEHMKUHL, que visitou Aveiro no ano passado, durante os dias em que decorreu o encontro de navios veleiros, nesse porto. Este navio vem sendo utilizado em viagens de treino de mar para cadetes que eventualmente possam vir a trabalhar em navios mercantes, ou em alternativa com estudantes universitários, tanto do país de origem como de outras nacionalidades. Já por diversas ocasiões, realizou diversas travessias atlânticas com estudantes canadianos. A SORLANDET está registada no porto de Kristiansand. Foi construída na Noruega em 1927, arqueia 499 tons de registo bruto e tem 56,69 m de comprimento entre perpendiculares e 8,86 m de boca. O mastro grande atinge 35 m, e a área vélica é de 1.200 m2. A guarnição permanente é de 15 tripulantes, estando preparada para navegar com um total de 70 pessoas, como acontece na presente circunstância, durante viagens prolongadas.

4024 02O veleiro holandês GULDEN LEEUWE (Leão Dourado), esteve no rio Douro, de 27 de Setembro a 1 de Outubro, com 7 tripulantes e um simpático grupo na ordem dos 60 estudantes, também com origem no Canadá. O navio chegou procedente do porto holandês de Beverwijk, atracando no cais de Gaia, onde habitualmente pontuam os navios-hotel, destinados aos cruzeiros fluviais. Encontra-se atualmente ao serviço do West Island College International, do Canadá, que promove estas iniciativas para o alargar de conhecimento sobre países europeus. O navio oferece um convés amplo e decoração adequada e reflete com primor o bom gosto dos veleiros construídos na Dinamarca, em 1937, tal como nos restantes anos dessa mesma década. O GULDEN LEEUWE está registado no porto de Kampen. Foi construído na Dinamarca em 1937, arqueia 487 tons de registo bruto e tem 70,1 m de comprimento fora a fora, 53,24 m de comprimento entre perpendiculares e 8,54 m de boca. O mastro grande atinge cerca de 40 m, e a área vélica é de 1.400 m2. O navio saiu com destino a Porto Cervo, encontrando-se a navegar de visita às ilhas Baleares.

O último dos veleiros a visitar Leixões foi a escuna GLADAN (Águia), procedente de Brest, para uma estadia breve entre os dias 6 e 7 de Outubro. Esta escala acontece exatamente 5 anos depois da escuna gémea FALKEN (Falcão), ter estado igualmente em porto, e pelo mesmo motivo: proporcionar treino de mar a alguns cadetes e alunos marinheiros da 4024 03Marinha Real Sueca. Por interferência direta do rei da Suécia, em 1946, foi encarregado o Sr.Tore Hedin de construir no Estaleiro Naval de Estocolmo duas escunas, a GLADAN, concluída a 1 de Junho, e a FALKEN concluída a 1 de Outubro de 1947, ano em que ambas deram entrada em serviço. Os navios estão classificados como escunas, embora a mastreação e o aparelho com velas latinas, possam identificá-las como idênticas aos antigos palhabotes. Para assegurar uma utilização adequada, a GLADAN tem recebido diversos trabalhos de manutenção e atualização ao longo dos anos, embora continue a privilegiar a navegação à vela.Normalmente estas escunas navegam no Báltico e no Mar do Norte durante os meses de Verão, visitando portos de países com climas temperados durante o resto do ano. Basicamente, revela-se intenção primordial manter o navio a operar como plataforma educacional para futuros oficiais e marinheiros da Armada Sueca. A GLADAN está registada no porto de Estocolmo, desloca 220 tons de registo, tem 34,4 m de comprimento fora a fora, 28,3 m de comprimento entre perpendiculares e 7,20 m de boca. O mastro grande atinge 31,40 m, e a área vélica é de 520 m2. A guarnição é composta por 7 oficiais, 7 marinheiros e 28 alunos. A escala seguinte deste navio contempla a visita ao porto de Lisboa.

Por  Reinaldo Delgado

 


 

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