Marinha de Guerra

Pesca ilegal na Namíbia

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O ministério das pescas da Namíbia informou as autoridades marítimas angolanas sobre cinco navios estrangeiros suspeitos de pescar ilegalmente nas águas daquele país. Moses Maurihungirire,  secretário permanente das pescas namibiano declarou que os navios navegam com os indicativos visuais de identificação ocultados, protegem-se nas águas angolanas e cruzam a fronteira durante noite, utilizando o radar para detectar a presença das lanchas de patrulha namibianas.

A notícia, publicada no passado dia 8 de Setembro pelo jornal “The Namibian”, relata que a Namíbia estima estar a ser roubada em dezenas de milhares de toneladas de peixe, principalmente carapau e fontes da Indústria afirmam que este roubo marinho, que já acontece há muito tempo, está a custar milhões em receitas perdidas.

As fontes da indústria disseram que os navios chegam a penetrar nas águas da Namíbia até cerca de 60 milhas náuticas para pescar o carapau. A captura anual total permitida da Namíbia para o carapau é de 320 000 toneladas.

“O governo está fazendo tudo o que estiver ao seu alcance para prender os suspeitos de embarcações pesqueiras ilegais, não declaradas e não regulamentadas ao longo da nossa fronteira Norte. Também estamos a intensificar a vigilância do mar e do ar. “, disse Maurihungirire.

A Namíbia encomendou à África do Sul, 19 embarcações pequenas para a Marinha. Entre outras embarcações estão dois barcos de alumínio de seis metros de comprimento; duas lanchas de oito metros de comprimento; uma lancha de desembarque de 11 metros de comprimento, dois interceptores rápidos de 14 metros de comprimento e dois barcos de fundo chato para pântano de oito metros de comprimento.

Brendan Simbwaye
Navio Patrulha da Namibia

Os interceptores de alta velocidade de 14 metros possuem três potentes motores Mercury atingindo uma velocidade máxima de 60 nós. As lanchas de 8, 11 e 14 metros prevêem armas, como metralhadoras, mas cabe à Força de Defesa da Namíbia equipá-las.

Nos últimos anos, a Marinha da Namíbia tem dado grandes passos para se tornar uma força mais forte e efetiva, com o objetivo principal de ganhar a capacidade de monitorar e controlar sua zona económica exclusiva (ZEE), já que o país obtém receitas significativas de sua indústria de pesca .

Para o efeito, a Marinha recebeu uma variedade de embarcações, incluindo duas embarcações de patrulha portuárias da classe Namacurra da África do Sul em 2002, uma corveta brasileira em 2004 (entretanto abatida), um navio patrulha de 46 metros do Brasil em 2009 e uma embarcação de patrulha offshore da China (Elefante NS) em 2012. A marinha da Namíbia opera a partir da única instalação naval do país, a Base Naval PN Sacharia, em Walvis Bay. As missões incluem fiscalização da pesca, busca e salvamento e proteção de ativos offshore.  A costa da Namíbia estende-se por 976 milhas (1,570 km), do rio Cunene, na fronteira norte com Angola, ao rio Orange, na fronteira com a África do Sul.

Brendan SimbwayeA marinha namibiana emprega uma força altamente treinada de 500 militares, a maioria dos quais foram treinados na África do Sul e no Brasil, e possui uma unidade de infantaria com 200 fuzileiros navais, que também são treinados por instrutores brasileiros. No dia 5 de junho de 2017, teve início o quinto Curso de Especialização de Infantaria (C-Espc-IF) da Namíbia na Naval Training School (NTS), localizada em Rooikop (Walvis Bay), com o apoio da Marinha do Brasil (MB).

Oficial da Marinha de Guerra. Especializou-se em submarinos, onde navegou cerca de seis anos. Foi representante nacional na NATO para Electronic Warfare e Psychologic Operations. Esteve colocado cerca de sete anos nos Açores onde foi Autoridade Marítima local. Foi colaborador da Revista da Armada, onde ganhou o prémio em 1997.