Nota do Diretor

A edição nº1024 da Revista de Marinha

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Já está disponível o número de novembro/dezembro deste ano onde faremos foco nos temas “Portos e Atividades Portuárias”.

Neste número de final de ano da vossa revista vamos dar uma particular atenção ao setor portuário; temos o gosto de vos apresentar textos relativos a diversos portos, incluindo um proveniente da APRAM, dos Portos da Madeira o que acontece pela primeira vez desde que edito a revista.

Mas antes de abordar os portos, umas palavras para a crise no shipping e para mais uns pontos importantes.

A pandemia COVID 19 fechou fábricas e portos e deixou navios carregados de contentores semanas à espera para descarregar; desorganizou os circuitos logísticos e fez subir significativamente o custo dos fretes. A situação está a normalizar, mas há atrasos na chegada das mercadorias e, naturalmente, o seu preço reflete os custos do transporte.

Por outro lado, o Plano de Recuperação e Resiliência inclui fundos que vão permitir reequipar a ENIDH com simuladores e dar um maior impulso às atividades de investigação relacionadas com o mar, o que se aplaude.

Contudo, importa não esquecer as nossas frotas de pesca e de cabotagem para as Regiões Autónomas, envelhecidas e precisadas de substituição, e a nossa Armada, a Briosa, a necessitar de ser reequipada. Os novos “patrulhões” fazem grande falta! De assinalar que os programas atrás indicados poderiam revitalizar o setor da construção naval e ainda contribuir para um aumento das exportações.

Paula Cabaço (Presidente da APRAM) e Rui -Barreto (Secretário Regional da Economia). Paula Cabaço assina um artigo sobre os portos da Madeira (imagem RTP)
Paula Cabaço (Presidente da APRAM) e Rui Barreto (Secretário Regional da Economia). Paula Cabaço assina um artigo sobre os portos da Madeira (imagem RTP)

O setor portuário mostrou grande resiliência à pandemia e nunca suspendeu a operação. Presentemente o movimento de cargas cresce e está a ter lugar a retoma da operação dos cruzeiros, particularmente na Madeira e nos Açores.

Têm-se realizado investimentos nas infraestruturas portuárias, bem como nos seus acessos rodoviários e ferroviários. A JUL – Janela Única Logística – um caso de sucesso, progride a bom ritmo. Em Viana do Castelo, Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Setúbal, Sines, Portimão, Funchal, Lages das Flores e noutros portos dos Açores, estão em curso melhorias, nalguns casos novos molhes e terraplenos para parqueamento de mercadorias, noutros dragagens nas barras e canais de acesso e nas bacias de manobra. O reequipamento dos portos não foi esquecido, desde embarcações de pilotos a guindastes e pórticos de terminal. Em Sines continuam os trabalhos de expansão do Terminal XXI, tendo sido recentemente lançado pela PSA o concurso para o aumento da área de parqueamento de contentores. A Comunidade Portuária de Sines, por outro lado, começa a movimentar-se para que ali se constitua uma zona franca industrial.

A vossa revista cresceu para 100 páginas e melhorou o seu acabamento. Registam-se aumentos nos custos, pelo que, tendo em atenção a sustentabilidade deste projeto, teremos que proceder no início de 2022 a um pequeno aumento do preço de capa e das assinaturas, para o qual solicitamos desde já a vossa compreensão.

Henrique Alexandre Da Fonseca

Vice-almirante, licenciado em Ciências Sociais e Políticas (ISCSP, 1972/76). Presentemente, é editor e diretor da "Revista de Marinha" e das “Edições Revista de Marinha”, Presidente da Comissão Consultiva da AESE para a “Economia do Mar”, Presidente do Conselho Supremo da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Confraria Marítima de Portugal. É também membro activo da Academia de Marinha, da Cofradia Europea de la Vela, Sociedade de Geografia de Lisboa.

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