Crónicas

A pandemia SARS-COV-2 no mar

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Considerações prévias

O Vírus SARS-COV-2 é, como se sabe, altamente contagioso. A sua transmissão é insidiosa, por ser principalmente veiculada através de portadores assintomáticos.

Aos dois considerandos precedentes acresce um natural aumento significativo do risco de transmissão em espaços confinados e sobrelotados, caso dos navios de cruzeiro e dos porta-aviões, que foram as plataformas mais afetadas nesta pandemia, em pleno mar.

Militares da Marinha Portuguesa com fatos de proteção biológica (imagem Marinha Portuguesa)
Militares da Marinha Portuguesa com fatos de proteção biológica (imagem Marinha Portuguesa)

Os casos P1 são os mais graves clinicamente e exigem tratamento e evacuação prioritária. Os doentes P4 reportam-se a situações tão críticas que contraindicam a evacuação, ou cujo estado ainda se agravaria mais com a evacuação (…)

Quando ocorre um elevado número de doentes (ou feridos) a bordo de navios, aplica-se, na nossa Marinha, um acordo de uniformização para triagem, segundo o qual os doentes são classificados em Prioridades de 1 a 4 (P1, P2, P3, P4), para efeitos de escalonamento do tratamento e de evacuação. Felizmente, a prioridade que prevalece no caso desta pandemia é a P3 (doentes reconhecidamente testados como positivos, sem sintomas ou com sintomas leves) e que podem permanecer a bordo sem risco de vida até que seja viável a sua evacuação na primeira oportunidade. Num reduzido número de doentes P3 pode ocorrer um agravamento do seu estado de saúde, evoluindo para P2 (por exemplo, por insuficiência respiratória, carecendo de evacuação a partir do mar para apoio de ventilação em contexto hospitalar). Os casos P1 são os mais graves clinicamente e exigem tratamento e evacuação prioritária. Os doentes P4 reportam-se a situações tão críticas que contraindicam a evacuação, ou cujo estado ainda se agravaria mais com a evacuação, devendo como tal permanecer a bordo, para acompanhamento, na tentativa de reverter a sua situação.

Médicos militares trabalham na UCI do navio hospital USNS CONFORT enquanto o navio reforçava os dispositivo sanitário de Nova Iorque. (imagem US Navy Sara Eshleman)
Médicos militares trabalham na UCI do navio hospital USNS CONFORT enquanto o navio reforçava os dispositivo sanitário de Nova Iorque. (imagem US Navy Sara Eshleman)

Em suma, no contexto da presente pandemia, a grande maioria dos doentes são P3, aqueles que poderão ser retidos a bordo até, tão cedo quanto possível, se poderem desembarcar. Alguns destes P3 poderão evoluir para P2 (ou para P1), justificando a sua urgente evacuação dos navios em pleno mar.  Sem excluir a possibilidade de existência de casos P1 e P4, contudo, mais raros.

Para realizar os pressupostos indicados no ponto anterior é necessário um esforço logístico relevante, iniciado a bordo a navegar, coordenado e assistido com as Entidades competentes em terra (Autoridade Nacional ou Regional de Saúde, Marinha, Armador, ou outras), que prosseguem quando o navio atraca na sua Base ou Porto.

NRP CORTE REAL e FGS LUBECK escolta ao PA CHARLES DE GAULLE (imagem Marinha Portuguesa)
NRP CORTE REAL e FGS LUBECK escolta ao PA CHARLES DE GAULLE (imagem Marinha Portuguesa)

Na sequência destas considerações prévias, comentam-se alguns casos recentes relatados pela Comunicação Social, sobre a ocorrência da pandemia SARS-COV-2, relacionados com a operação de navios.

 

MARINHA DE GUERRA

A contaminação do porta-aviões USS Theodore Roosevelt

Nos primeiros dias de Fevereiro de 2020, diagnosticaram-se, a bordo do USS THEODORE ROOSEVELT (TR), 33 casos sintomáticos de doença pelo vírus SARS-COV-2, confirmados por testes; destes 33 casos, 7 (21% deste total) tiveram análises positivas no segundo teste, realizado três dias depois do primeiro. A presença de doentes a bordo tornou-se preocupante, pela ansiedade e angústia que causaram na guarnição, dado o risco elevado de contágio.

Um F-18 aterra no USS THEODORE ROOSEVELT (imagem US Navy Taylor L. Jackson)
Um F-18F aterra no USS THEODORE ROOSEVELT (imagem US Navy Taylor L. Jackson)

Deu-se início sem demora ao controle possível da epidemia a bordo, seguindo as instruções do CDC (Center of Diseases Control) e da  NAVADMIN 083/20, instruções da US Navy a que não tive acesso, mas que genericamente deixam subentender: a prescrição do uso obrigatório de equipamento de proteção individual (EPI) extensivo a toda a guarnição (máscara facial, distanciamento físico, lavagem das mãos com desinfetante); a adaptação de um espaço do navio para isolamento dos doentes e sua evacuação subsequente para hospital ou alojamento de contingência, conforme a sua situação clínica; a realização de testes diagnósticos a toda a guarnição; a desinfeção de todos os espaços do navio; e a colocação dos casos suspeitos em quarentena de 14 dias, na sequência de contacto com doentes infetados, com subsequente evacuação para terra, logo que possível, em alojamento de contingência.

O porta-aviões USS THEODORE ROOSEVELT atracado em Guam na sequência da emergência do surto a bordo de COVID-19 (imagem US Navy Matthew White)
O porta-aviões USS THEODORE ROOSEVELT atracado em Guam na sequência da emergência do surto a bordo de SARS-COV-2 (imagem US Navy Matthew White)

Com os procedimentos sumariamente atrás indicados em curso, a 30 de março, o Comandante do TR, Captain Brett Crozier, decide expor superiormente, por escrito, um pedido de assistência para enfrentar a pandemia, alternativo ao que estava a decorrer e que considerava ser o mais acertado para o seu navio. O desenrolar deste pedido, em que propõe uma nova estratégia para esse combate, decorreu de modo acidentado, pois o seu plano referia, no mínimo, dois aspetos que ocasionaram controvérsia.

Capt. Brett Crozier fala à sua guarnição, no convés de voo do porta-aviões USS THEODORE ROOSEVELT (imagem US Navy)
Capt. Brett Crozier fala à sua guarnição, no convés de voo do porta-aviões USS THEODORE ROOSEVELT (imagem US Navy)

O primeiro, quando sugere que apenas cerca de 10% da guarnição deveria permanecer a bordo, desembarcando o restante pessoal, para acompanhamento em terra. Esta medida, do ponto de vista epidemiológico, não é desacertada. Para a fundamentar, Crozier invocou as recentes “lessons learned” com a pandemia de SARS-COV-2 a bordo do navio de cruzeiros DIAMOND PRINCESS, (enfatizando os bons resultados do seu desfecho, com a evacuação de toda a tripulação e passageiros, hospitalizando os P2 e mantendo 14 dias de quarentena para os restantes), propondo procedimentos idênticos. Só que, sendo os dois navios incomparáveis entre si, pelas suas características, o Secretário da Marinha, Thomas Modley, recusou-a, por considerar que punha em risco a segurança, num navio com propulsão nuclear, armamento sofisticado e meios aéreos de combate de última geração.

O ex-Secretário da Marinha, Thomas Modley
O ex-Secretário da Marinha, Thomas Modley (imagem US Navy)

O segundo aspeto polémico, foi a quebra de sigilo, de que Crozier é direta ou indiretamente responsável, que ocasionou a divulgação na comunicação social da nota em que expunha a sua estratégia para as entidades superiores da Marinha, em contraponto aos procedimentos oficiais em curso. Terá sido esta a gota de água que levou a Casa Branca a demitir Modley e a exonerar Crozier do comando do Navio. E os acontecimentos no TR, além da questão pandémica, tornaram-se num case-study de liderança.

As medidas para limitar a propagação da pandemia a bordo, que teria alcançado 416 casos com testes positivos (numa guarnição de 4.865 homens e mulheres), prosseguiram, genericamente durante o trânsito, até à atracação do navio na sua Base Naval.

USS THEODORE ROOSEVELT (CVN71) chega à base naval de Guam (imagem USNavy Anthony J. Rivera)
USS THEODORE ROOSEVELT (CVN71) chega à base naval de Guam (imagem USNavy Anthony J. Rivera)

A situação no porta-aviões Charles de Gaulle

Na generalidade, as medidas de contenção da pandemia a bordo deste Porta-aviões foram corretamente realizadas e bem-sucedidas.

A fragata portuguesa NRP CORTE REAL, vista de bordo do porta-aviões CHARLE DE GAULLE, no Mediterrâneo, pouco antes de ser declarado o surto COVID-19 a bordo
A fragata portuguesa NRP CORTE REAL, vista de bordo do porta-aviões CHARLE DE GAULLE, no Mediterrâneo, pouco antes de ser declarado o surto COVID-19 a bordo

Trata-se de um navio da Marinha Francesa, com uma guarnição de 1.760 homens e mulheres, que tinha zarpado de Brest, onde permanecera de 13 a 15 de março. Revisitando a introdução, percebe-se que é perfeitamente plausível, em contexto de pandemia em curso, que cerca de 3 semanas depois, quando o navio navegava ao largo da costa portuguesa, tivesse 50 infetados com o vírus SARS-COV2.

Equipas de descontaminação junto ao PA CHARLES DE GAULLE, na base de Toulon (imagem Marine Nationale)
Equipas de descontaminação junto ao PA CHARLES DE GAULLE, já atracado na base de Toulon (imagem Marine Nationale)

No âmbito do apoio ao navio, o Ministère des Armées envia para o Aeroporto de Lisboa, no dia 8 de Abril, um avião Falcon que transporta 2 médicos e 1 enfermeiro, para assistirem na viagem de regresso a França (para o Hôpital d’Instruction des Armées – HIA Sainte-Anne, Toulon) os três doentes P2, evacuados de bordo para o Aeroporto Humberto Delgado num helicóptero orgânico do navio. Nesta viagem desde França, veio ainda uma equipa de 4 médicos (2 epidemiologistas, 1 perito em segurança biológica e 1 patologista clínico) que foram transportados para o porta-aviões. Os três primeiros continuaram a bordo, em trânsito para Toulon. O patologista, regressou ao Aeroporto, ao Falcon, com as amostras clínicas dos testes realizados à guarnição, tendo o avião descolado para França nessa mesma tarde.

O FALCON 50M da Marine Nationale, veio a Lisboa proceder à evacuação dum militar frncês infetado com COVID-19 (imagem Dassault Aviation)
O FALCON 50M da Marine Nationale, veio a Lisboa proceder à evacuação dum militar frncês infetado com COVID-19 (imagem Dassault Aviation)

No final, o comunicado oficial do Governo Francês expressou de modo lacónico e muito expressivo que:

… a saúde da guarnição é a prioridade do “Ministère des Armées” e do Comando do Navio.

 

 Algumas recomendações

Enquanto não estiverem disponíveis agentes terapêuticos antivirais e/ou uma vacina para o SARS-COV 2, faz sentido rastrear preventivamente as guarnições dos navios e dispor para todos, a bordo, de um stock de EPI.

Equipas especializadas em desinfeção do Batalhão de Marinheiros-Bombeiros de Marselha (1) procedem à verificação da descontaminação no CHARLES DE GAULLE (imagem Marine Nationale)
Equipas especializadas em desinfeção do Batalhão de Marinheiros-Bombeiros de Marselha (1) procedem à verificação da descontaminação no CHARLES DE GAULLE (imagem Marine Nationale)

(1) O Bataillon de Mariniers-Pompiers de Marseille é uma unidade militar integrada na Marine Nationale, colocada para emprego sob a autoridade do prefeito de Marselha, que atende aos padrões de treinamento em Proteção Civil e pode ser solicitada para intervenções externas de reforço em grandes desastres pela DGSCGC, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil francesa. O Batalhão, comandado por um oficial general da Marinha, é financiado quase na totalidade (funcionários e equipamentos) pela cidade e o seu comandante é também diretor dos serviços de incêndio e resgate no organograma da prefeitura de Marselha.

A MARINHA DE COMÉRCIO

 O caso do navio de cruzeiro MSC FANTASIA

O MSC FANTASIA zarpou do Rio de Janeiro a 9 de março de 2020, tendo como destino a Europa. O último porto que escalou foi Maceió, a 13 de abril. Desde então esteve a navegar rumo a Lisboa.

O navio de cruzeiros MSC FANTASIA (imagem MSC)
O navio de cruzeiros MSC FANTASIA (imagem MSC)

Quando chegou ao Porto de Lisboa não trazia casos suspeitos a bordo, mas entre nós já estava em vigor o estado de emergência devido à pandemia SARS-COV2. O navio transportava 27 passageiros de nacionalidade portuguesa e 12 com autorização de residência em Portugal, num total de 39, além de outros 1338 passageiros e 1247 tripulantes, de 50 diferentes nacionalidades.

Deu-se então início ao desembarque dos passageiros, começando pelos 39 anteriormente referidos. Para este efeito, subiram a bordo dois elementos, um do INEM e outro do SEF, para medição da temperatura corporal (a todo o grupo). De seguida, cada um destes passageiros foi acompanhado, um a um, por um elemento do SEF, até uma sala do edifício do Porto de Lisboa, onde todos foram submetidos a um teste de despistagem por zaragatoa da mucosa bucal e nasal, após o que ficaram a aguardar (cerca de 5 horas) pelo resultado do exame. Apenas num se revelou uma análise positiva. Finalmente, abandonaram o local com a obrigatoriedade de permanecerem de quarentena, confinados em casa durante 14 dias.

A PSP na execução da operação de repatriamento de passageiros do cruzeiro MCS Fantasia (imagem PSP)
Viaturas da PSP em apoio da execução da operação de repatriamento de passageiros do cruzeiro MCS Fantasia (imagem PSP)

Dois dias depois deu-se início ao desembarque dos restantes passageiros, uma situação complexa, tendo em conta o estado de emergência, que envolveu, numa operação conjunta, a DGS, a Direção Geral dos Assuntos Consulares das Comunidades Portuguesas, o SEF, a ANAC, a PSP, a Polícia Marítima, a AT e a ANA.

A estes passageiros só foi permitida a saída de bordo mediante a realização de testes, feitos sob a égide da DGS, e apenas em função da disponibilidade dos voos de repatriamento. Este compasso de tempo, compreensivelmente, causou alguma tensão a bordo entre os passageiros.

Considero que o processo de contenção da pandemia de SARS-COV-2, no Porto de Lisboa, referente ao MSC FANTASIA, decorreu de um modo satisfatório, merecendo um elogio a todos os intervenientes.

O caso dos navios tanques

Nos finais do corrente mês de abril de 2020, cerca de 30 navios tanques, ao largo da Califórnia, entre Los Angeles e Long Beach, aguardavam, por vezes semanas, para descarregar petróleo, fruto da quebra na procura causada pela pandemia SARS-COV2. E, em Singapura, acontece sensivelmente o mesmo, mas com cerca do dobro de navios tanques, e pelas mesmas razões.

Dezenas de navios-tanque a Long Beach, na California. (imagem US Coast Guard)
Dezenas de navios-tanque fundeados frente a Long Beach, na California. (imagem US Coast Guard)

 

Outros navios mercantes

Contudo, um bom número de navios mercantes continua a operar. Por um lado, as suas tripulações são cada vez mais reduzidas. Por outro, mesmo num porto que esteja em estado de emergência, não têm necessariamente de desembarcar. Nos portos, a tripulação deve usar EPI.

Recomendações

Enquanto não estiverem disponíveis agentes terapêuticos antivirais e/ou uma vacina para o SARS-COV 2, faz sentido rastrear preventivamente as guarnições dos navios e dispor para todos, a bordo, de um stock de EPI.

As tripulações deverão adotar novos artigos de EPI, adaptados à atual situação (imagem instagram Marc at Sea)
As tripulações deverão adotar novos artigos de EPI, adaptados à atual situação (imagem instagram Marc at Sea)

A Marinha de Pesca

 A pesca artesanal e a pequena pesca estão paralisadas, pelo confinamento imposto aos pescadores, idêntico ao da generalidade da população.

A pesca industrial também terá sido afetada, mas não tem exatamente os mesmos condicionalismos. Na prática, muitos arrastões do alto operam em condições que se assemelham às dos navios mercantes.

Cumprimento das diretivas da DGS numa lota. (imagem DOCAPESCA)
Cumprimento das diretivas da DGS numa lota. (imagem DOCAPESCA)

 

A Marinha de Recreio

 Paralisadas, pelo confinamento imposto aos praticantes, as atividades de navegação de recreio e marítimo-turísticas sofrem especialmente devido a uma forte quebra na procura.

O porto de Recreio de Oeiras (imagem Luís Miguel Correia)
O porto de Recreio de Oeiras (imagem Luís Miguel Correia)

 

Nota final

 Uma das características do nosso tempo é o mito do controlo. Uma atividade económica realizada, tendencialmente, pressupõe a tentativa de a controlar a 360 graus, tornando o quotidiano um encadeado de situações expectáveis, permitindo encarar o dia a dia com confiança. Mas, esta mentalidade representa a negação dos princípios da realidade e da irrupção do inesperado, ambos patenteados pela presente pandemia SARS-COV 2. Os prejuízos nas atividades de pesca e marítimo-turística (sustento de muitas famílias portuguesas), no turismo de cruzeiros e no transporte marítimo de petróleo (estes dois últimos com possíveis repercussões na Indústria Naval), são hoje uma realidade dolorosa, se bem que apenas uma parte dos muitos problemas que afetam hoje a Economia Azul, causados pela pandemia.

Mas o próximo desafio (logo que estejam disponíveis medicamentos antivirais e uma vacina, que se esperam para breve) vai ser recomeçar e voltar a olhar tudo pela primeira vez, deslumbrando-nos também com a surpresa dos dias, também ela inesperada.

José Moreira Braga

José Filipe Moreira Braga é médico naval e especialista em medicina do trabalho. Na Marinha embarcou na Fragata MAGALHÃES CORREIA, no Navio Reabastecedor S. GABRIEL e no Navio-Escola SAGRES. É Membro da Confraria Marítima de Portugal e Presidente da Direção do Grupo de Amigos do Museu da Marinha. Atingiu o posto de contra-almirante, encontrado-se na situação de reforma.

6 Comentários

  1. Schieder da Silva Responder

    Sö esqueci de dizer e para que nao se pense em imparcialidade no caso de se dizer que o sistema nacional de saüde portugues è melhor do que o alemao,atençao,o sistema,nao os mèdicos,nem os equipamentos,porque estes sao alemaes.
    E para mostrar mais a neutralidade da razao porque a minha mulher disse que o sistema de saüde portugues è melhor do que o alemao,è que ela nao è portuguesa,nem alemä,è austriaca!

  2. Schieder da Silva Responder

    Houve uma situaçao a que nao me referi e que vai agradar aos leitores.
    Faz vinte e tres anos que vivo em Munique,e durante esse tempo nao utilizei o SNS portugues,mas a minha mulher sim.
    Estivemos de ferias nos Açores e ela ficou gravemente doente de gripe e pneumonia,quase morreu,mas a equipa medica conseguiu salvä-la,e ao fim de um mes internada foi evacuada de aviao hospital para Munique,onde a minha mulher pode ver a diferença dos serviços medicos,muito pior em Munique,atencao de que os serviços aqui sao bons,mas os de Portugal sao muito melhores,ao ponto da minha mulher ter dito que tivesse ficado doente aqui em
    Munique,tinha morrido!

  3. Schieder da Silva Responder

    Ninguèm è poupado com esta pandemia!
    Ando com um lipoma que precisa de ser retirado da minha testa äs voltas nos consultorios medicos e nos hospitais.
    Por coisas que podem ser feitas na hora,mandam-me fazer um TAC por uma ninharia,porque fazer um TAC nao è fäcil para quem sofre de calaustrofobia como eu.
    De uma migalha fazem uma boroa,sö burocracia.
    Ando nesta guerra ä meses.
    Cheguei ä conclusao de que tudo isto nao passa de andar a ocupar as pessoas o mais possìvel,com coisas que podiam durar uma hora,jä lä vao uns cinco meses,um empurra para o outro,no final todos ganham alguma coisa,porque e para ser mais simples è um grande negocio esta coisa do protocolo da saude,è sö escrever e mandar p1s.
    Isto è bom para manter os reformados ocupados,mas eu ainda tenho que estar mais um ano ativo e enerva um pouco.

  4. Schieder da Silva Responder

    Este comentärio è feito em forma de pergunta do porque de haver tantos Contra Almirantes na nossa marinha?
    Antes de 74 havia um Vice Almirante,e havia uma guerra grande entre maos.
    Nao sei quantos Contra Almirantes havia em 74,76,77,78 este ultimo quando saì da marinha.
    Quando estive na NATO em 77 na america e em manobras com o Porta Avioes Amèrica o chefe da STANAFORLANT era um Comodoro e ao mesmo tempo o comandante deste porta avioes.
    Agora que nao estamos em guerra isto parece uma floresta de contra almirantes,eu nao estou invejoso,mas acho que houve um amigo qualquer no governo que facilitou este avanço na hierarquia da marinha.
    Com todo o respeito pelo autor do artigo,que estä excelentemente escrito,nao vejo onde estä a necessidade de um mèdico da marinha ser Contra Almirante,porque os medicos para mim sao as pessoas mais importantes do mundo,porque sem eles viveriamos menos tempo e mal.
    Se alguèm me quiser explicar eu agradeço,e fico muito contente pelo meu estado raro aqui na revista,raro,digo,porque sou o unico praça que aqui escreve,è isso fui segundo marinheiro radarista e mais nao quis,porque nao gosto de fardas,e porque na altura trabalhava na Texas Instruments e nao me passava sequer pela cabeça trocar essa empresa por outra coisa qualquer,nem pela nossa gloriosa marinha e pelos tambem nossos gloriosos ofìciais.

  5. António Balcão Reis Responder

    Artigo de muito interesse, muito actual, com muita informação e muito bem escrito.

    Os meus parabéns e agradecimentos pela informação prestada.

    Balcão Reis

  6. Schieder da Silva Responder

    Nas escolas de guerra bactereologica ninguèm ainda tinha pensado em um inimigo tao forte que derrotaria as marinhas e exèrcitos mais poderosos do mundo sem dar um tiro.
    Com um resultado destes os governo do planeta devem de repensar outras formas de defesa que nao as atuais,convencionais.
    Por este cenario vemos que nao sao os porta avioes as armas mais poderosas,mas os laboratorios farmaceuticos,bacterologicos,onde se estudam coisas que nao se veem a olho nu,em vez de gigantes do mar.
    È claro que todas as coisas que atè hoje sao e serao sempre importantes para o mundo,queria apenas salientar de que se trata de diversificar a nossa vida para que nao caia na rotina de que sö os grandes podem vencer,sem que os pequenos possam sequer pensar em um lugar na Historia como perdedores,enfim a diversidade no seu melhor,amanha haverä outra coisa que superarä esta pandemia e isto serä sempre uma constante nas nossas vidas,para que aprendamos e estejamos sempre atentos para que a vida se nos prolongue na Terra.
    Fiz a NATO de 77 na Magalhaes Coreia.

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