Marinha de Guerra

Arriados os distintivos nacionais do NRP Schultz Xavier

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De acordo com nota da Marinha, realizou-se no dia 9 de Março, a bordo do NRP “Schultz Xavier”, na Base Naval de Lisboa, a cerimónia de exoneração do comandante do navio e o arriar dos distintivos nacionais.

Recordamos que a passagem ao estado de desarmamento do NRP “Schultz Xavier” para abate, foi determinada pelo Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, António Silva Ribeiro, por publicação em Diário da República da Portaria 41/2017, de 20 de Fevereiro.

O NRP “Schultz Xavier” era um navio balizador e de combate à poluição do mar, com 56 metros de comprimento e 10m de boca, deslocava 900 toneladas e tinha uma guarnição de 39 elementos, composta por 3 Oficiais, 9 Sargentos e 27 Praças. Construído no Arsenal do Alfeite, foi aumentado ao efetivo dos navios da Armada em 14 de Julho de 1972 e recebeu o seu nome em homenagem ao Contra-Almirante Júlio Zeferino Schultz Xavier (ver nota2).

A o longo da sua vida operacional, o NRP “Schultz Xavier” teve como principal missão a segurança marítima , específicamente a balizagem e o apoio à sinalização marítima, o salvamento marítimo, a recuperação de objetos afundados, o apoio a operações com mergulhadores e o apoio a exercícios navais.

As missões desempenhadas pelo NRP “Schultz Xavier” passarão a ser cumpridas pelos navios classe “Tejo”.

NRP Schultz Xavier Desertas
NRP Schultz Xavier nas ilhas Desertas em 2003

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES

  • A 3 de Dezembro de 1975, efectuou o reboque das LFG’s “Argos”, “Dragão” e “Hidra” para Angola, acompanhado a navegar pelos próprios meios pelas LFG’s “Lira” e “Orion”, mais as LDG’s “Alfange” e “Ariete”, todos escoltados pela corveta “António Enes”, num comboio naval que ficou conhecido como “A Incrível Armada”, efectuando uma viagem de 63 dias, 885 horas e 8.900 milhas até Luanda.
  • Em Dezembro de 1977, recuperou a LDM 426 destacada para a AMSJ – Área Militar de S. Jacinto que sofrerá um acidente que a deixou submersa.
  • Em Março de 2001, participou na recuperação de corpos do acidente da ponte Hintze Ribeiro em Entre-os-Rios.
  • Em 2002, esteve envolvido nas operações de combate a poluição no mar, resultante do afundamento do petroleiro “Prestige”, utilizando equipamento de recolha de poluição.

O PATRONO DO NAVIO

Júlio Zeferino Schultz Xavier (1850-1939), oficial da Armada Portuguesa, tornou-se conhecido e justamente respeitado, pelos trabalhos como engenheiro hidrógrafo, especialmente pela elaboração do Plano de Farolagem e Balizagem da costa de Portugal. Devido à sua capacidade, a costa portuguesa deixou de ser designada por “Costa Negra”. Elaborou ainda, o Plano de Farolagem da Costa de Moçambique. Foi promovido a Contra-Almirante em 1911, e ainda em vida, o Governo, como homenagem ao seu valor e prestígio, deu o nome de Almirante Schultz ao navio balizador da Marinha de Guerra, homenagem essa que se manteve com a atribuição do nome de Schultz Xavier ao atual navio balizador.

JRG

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