Autoridade Marítima

BOJADOR atraca em Lisboa

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O navio patrulha costeiro BOJADOR da Unidade de Controlo Costeiro da Guarda Nacional Republicana está atracado desde 28 de fevereiro na face sul da Doca de Alcântara do porto de Lisboa; veio a bordo do cargueiro PIA e foi descarregado para a água no cais do Beato, sendo posteriormente rebocado para aquela doca.

Trata-se de um patrulha costeiro recentemente construído pela firma holandesa DAMEN nos seus estaleiros de Singapura no âmbito de um programa que compreende mais três lanchas de fiscalização de menores dimensões e que foi financiado a 75% por fundos europeus. O custo desta unidade terá sido da ordem dos 8,5 M€.

O BOJADOR tem 35 m de comprimento, 7,5 m de boca e um deslocamento de cerca de 160 tons e está equipado com dois radares, equipamentos de navegação e de comunicações, uma semirrígida equipada com radar e respetivo sistema de colocação na água e recolha. Embora concebido para patrulha costeira o navio tem capacidade para fazer trânsitos oceânicos, designadamente entre o Continente e os arquipélagos dos Açores e da Madeira. A tripulação é constituída por oito elementos, que terão tido formação em Espanha e na Itália.

A P01 BOJADOR vista de EB (imagem Luís Miguel Correia)
A P01 BOJADOR vista de EB (imagem Luís Miguel Correia)

O patrulha BOJADOR tem dimensões significativamente maiores do que as lanchas de vigilância e interceção que equipam a UCC da Guarda Nacional Republicana.

A aquisição desta unidade tem suscitado alguma polémica, tendo alguns Oficiais Generais da Armada, na situação de reforma, vindo a terreiro na comunicação social referir que as características deste navio patrulha indiciam a criação de uma força paralela à Marinha, que entre nós é reconhecida como de “duplo uso”, ou seja, que é empregue em operações militares e em operações de fiscalização, de natureza policial. Tem sido referido que se anteveem dificuldades de coordenação no aspeto operacional e duplicação de custos no âmbito das logísticas do pessoal e do material. Acresce que a falta de recursos orçamentais tem implicado que algumas unidades da Marinha estejam presentemente inoperativas, a aguardar disponibilidades financeiras que permitam fazer a sua manutenção.

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