Homenagem

Carvalho Araújo – A Vida pela Pátria

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A 17 de maio o Museu de Marinha e a Associação Comandante Carvalho Araújo inauguraram a exposição Carvalho Araújo – A Vida pela Pátria, numa cerimónia presidida por sua excelência o Vice-chefe do Estado-Maior da Armada, Vice-almirante Jorge Manuel Novo Palma.

A mesa da conferência, Comandante Rodrigues Pereira, Valm. Mourão Ezequiel, Valm Novo Palma e Comandante Passos Ramos.

O evento contou com as intervenções do Diretor da Comissão Cultural de Marinha, Vice-almirante Augusto Mourão Ezequiel, do Diretor do Museu de Marinha, Capitão-de-mar-e-guerra João Passos Ramos, da comissária da exposição, Ana Guerreiro com a comunicação Associação Comandante Carvalho Araújo, do Capitão-de-mar-e-guerra José Rodrigues Pereira com a comunicação José Botelho de Carvalho Araújo, e ainda, com apresentação da exposição temporária Carvalho Araújo – A Vida pela Pátria, pela Subtenente Alice Lopes de Amorim. Após as alocuções foi apresentado o inteiro postal comemorativo do centenário do combate do Caça-minas Augusto de Castilho 1918-2018, pelo Diretor de Filatelia dos CTT – Correios de Portugal, Dr. Raúl Moreira, seguido de um momento musical pelo coro Vozes no Tempo, da Academia de Cultura e Cooperação – União das Misericórdias Portuguesas.

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Aspeto da assistência, no Pavilhão das Galeotas.

Após a cerimónia seguiu-se uma visita guiada à exposição Carvalho Araújo – A Vida pela Pátria, onde está retratada a vida, obra e carreira militar de uma das principais figuras da Marinha Portuguesa durante a Primeira Guerra Mundial.

Há cem anos atrás, em 14 de outubro de 1918, a sua ação no comando do Caça-minas “Augusto de Castilho” foi determinante durante o combate com o submarino alemão U-139. Tendo cumprido a sua missão, protegendo o paquete de passageiros “San Miguel” e todos aqueles que seguiam a bordo, navegando entre a Madeira e os Açores, o Comandante Carvalho Araújo acabou por morrer em combate.

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A Subtenente Alice Lopes de Amorim, do Departamento de Investigação do Museu de Marinha e a comissária da exposição, Ana Guerreiro, bisneta do Comandante Carvalho Araújo

A sua vida foi também marcada pela intervenção ativa no quotidiano político do país. Republicano convicto, próximo do Almirante Cândido dos Reis, participou em alguns dos principais momentos que conduziram à Implantação da República. Proclamado, em 1911, como deputado da Assembleia Nacional Constituinte, foi também depois eleito deputado para o Congresso da República Portuguesa.

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O Valm Novo Palma, Vice-CEMA e o Comandante Vale de Matos, presidente da direção da Associação Carvalho Araújo.

Mas foi o seu último combate que fez inscrever o seu nome, de forma perene, na Memória Nacional. Travado durante cerca de duas horas contra um adversário consideravelmente superior, o Comandante Carvalho Araújo acabou por perder a própria vida, atingido por estilhaços de projétil inimigo, mas não sem antes proferir as suas últimas palavras, “Morro como português”.

Uma das peças mais interessantes em exposição é a máquina de filmar do submarino U-139, que foi utilizada para gravar o filme existente na cinemateca portuguesa. O filme mostra-nos cenas subsequentes ao combate, o tratamento dos feridos, a partida dos sobreviventes em embarcações a remos e o afundamento do navio português (*).

Esta exposição é composta por cinco núcleos que pretendem colocar em perspetiva o percurso desta figura histórica: “Vida Pessoal”, “Vida Política”, “Vida Jornalística”, “Vida Militar” e “O Combate”. Ao longo do percurso expositivo encontram-se reunidas peças, iconografia e documentação de vários acervos, como da coleção privada de Ana Guerreiro, bisneta do Comandante Carvalho Araújo, do Museu de Marinha, do Arquivo Histórico da Marinha, da Biblioteca Central de Marinha, do Arquivo Distrital de Vila Real, da Biblioteca Nacional, assim como peças gentilmente cedidas por familiares dos sobreviventes do combate para a realização desta exposição.

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O Segundo-tenente Carvalho Araújo, em cima à direita, com os restantes oficiais do Batalhão Expedicionário de Marinha, em 27 de novembro de 1914, Moçâmedes (foto Museu de Marinha)

Esta exposição temporária estará patente até ao próximo dia 11 de novembro, no Pavilhão das Galeotas, do Museu de Marinha.

(*) nota o filme pode ser visto aqui no site da cinemateca.

1 Comentário

  1. Artur Manuel Pires Responder

    O artigo Carvalho Araújo – A vida pela Pátria é muito interessante, com um natural destaque para a preciosidade que constitui o curto filme. Irei seguramente ver a exposição

    Os parabéns à Revista de Marinha