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Segurança Balnear

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Em 2021, em Portugal, foram galardoadas pelo Júri Internacional da Bandeira Azul, 372 praias, 16 Portos de Recreio/Marinas e 11 Embarcações Ecoturísticas, o que significa um aumento de 12 “Bandeiras Azuis” em relação a 2020.

O anúncio foi feito pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) numa conferência de Imprensa realizada na Direção de Faróis, em Paço de Arcos, no final do passado mês de abril.

No dia 5 de julho, Dia Mundial do Ambiente, decorreu o hastear da Bandeira Azul na Marina de Oeiras (imagem ABAE)
No dia 5 de julho, Dia Mundial do Ambiente, decorreu o hastear da Bandeira Azul na Marina de Oeiras (imagem ABAE)

Durante a próxima época balnear vão poder hastear a Bandeira Azul mais 12 praias, menos 2 marinas e mais 2 embarcações de ecoturismo. Estes resultados fazem com que Portugal, entre os 53 países que aderiram ao Programa Bandeira Azul, se mantenha no 6º lugar, considerando o número total de “Bandeiras Azuis” atribuídas.

As 372 praias estão distribuídas por 98 Municípios, dos quais 5 apresentam praias pela primeira vez, nomeadamente Fafe, Oleiros, Óbidos, Avis e Beja e a Calheta reentra no programa. Com 4 novos municípios interiores, mantém-se a tendência de investimento e desenvolvimento de praias e de aumento da qualidade das águas balneares interiores. Assim, Portugal continua o 2º país com mais praias fluviais galardoadas com Bandeira Azul, apesar de todas as dificuldades que a pandemia acarreta, em particular, para as entidades que gerem as zonas balneares.

José Archer, Presidente da ABAE, na cerimónia Oficial de Primeiro Hastear Bandeira Azul em Marina, na Marina de Vila do Porto, Santa Maria, também no dia 5 de Junho (imagem ABAE)
José Archer, Presidente da ABAE, na cerimónia Oficial de Primeiro Hastear Bandeira Azul em Marina, na Marina de Vila do Porto, Santa Maria, também no dia 5 de Junho (imagem ABAE)

O aumento das candidaturas ao Programa Bandeira Azul, considerando todas as contingências, representa para a ABAE um voto de confiança, bem como o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, mas, realça, sobretudo, a importância da educação ambiental.

A evolução no número de Bandeiras Azuis atribuídas é, segundo os seus responsáveis, também a consequência do excelente desempenho que os vários promotores tiveram na época balnear de 2020, que requereu um envolvimento e um empenho excecionais no cumprimento de regras de segurança, para que todos pudessem usufruir de um local tão saudável e de excelência como são as nossas Praias. Em 2021, Ir à praia em Segurança continua a significar mais do que ter cuidado com o mar ou com o sol, mantém-se a necessidade de cumprir todas as normas associadas ao combate à COVID 19, definidas pela Direção Geral de Saúde.

Segundo a ABAE, a época balnear vai decorrer sem sobressaltos e os banhistas vão poder usufruir em segurança das nossas praias e que Bandeira Azul vai continuar a sua missão: contribuir para a excelência das zonas balneares e trabalhar em prol da Educação Ambiental para a sustentabilidade.

No dia 12 de junho, a Praia de Moledo acolheu a cerimónia oficial de hastear da primeira Bandeira Azul da Região Norte, presidida pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques (imagem ABAE)
No dia 12 de junho, a Praia de Moledo acolheu a cerimónia oficial de hastear da primeira Bandeira Azul da Região Norte, presidida pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques (imagem ABAE)

Este ano a Recuperação de Ecossistemas é o tema escolhido para o Programa Bandeira Azul 2021. Este tema revelou-se incontornável, considerando que a degradação dos ecossistemas tem um impacto direto no bem-estar de cerca 3,3 mil milhões de pessoas, de acordo com a Assembleia Geral das Nações Unidas, que declarou 2021-2030 como a Década das Nações Unidas para a Recuperação dos Ecossistemas. Com atividades partilhadas entre a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP), em 2021 inicia-se uma década de grande relevância na preservação do nosso futuro. Restaurar um ecossistema, é o processo de reverter a sua degradação e recuperar a sua funcionalidade ecológica; ou seja, é melhorar a produtividade e a capacidade que o ecossistema tem para responder às necessidades da sociedade.

A recuperação de ecossistemas destruídos ou degradados contribui fortemente para a mitigação, a resiliência e a adaptação às alterações climáticas; para a proteção da biodiversidade; para a melhoria da saúde e bem-estar; para o acesso, justo e equitativo, a alimentos e água potável, bem como para equilíbrio social e económico.