Desportos Náuticos

Red Bull Cliff Diving regressa ao Ilhéu de Vila Franca

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A pequena reserva ecológica ao largo da ilha de São Miguel vai receber pelo sétimo ano consecutivo – um recorde no circuito – o campeonato do mundo de cliff diving.

O verão de 2018 vai ser certamente marcado pelo calor, pelas férias de muitos portugueses e pelo regresso da Red Bull Cliff Diving World Series ao Ilhéu de Vila Franca do Campo, nos Açores.
Nos Açores, a competição volta às origens: os atletas saltam diretamente das rochas tal como faziam os criadores do desporto no Havai há mais de 200 anos.
A passagem em Portugal vai ser a terceira etapa da época de 2018, que promete ser tão ou mais disputada do que a edição de 2017, que foi a mais renhida de sempre. As sete etapas deste ano vão levar os atletas aos dois lados do Oceano Atlântico, com saltos impressionantes em sítios lendários como Mostar, Hell’s Gate, Sisikon e Polignano a Mare.
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O português Carlos Santos (Chapas) é operador de moto de água, fundamental para garantir um socorro rápido em caso de necessidade, é uma cara conhecida de muitos dos nossos leitores. (foto Dean Treml Red/Bull Cliff Diving)

Importante também, é saber que a Red Bull Cliff Diving World Series vai voltar a estar sob a alçada da FINA (Federação Internacional de Natação)

Este ano conta com a participação de atletas de 12 países. Jonathan Paredes e Rhiannan Iffland partem como os alvos a abater devido aos títulos conquistados, prometendo lutas muito renhidas com adversários como Gary Hunt, Orlando Duque, Adriana Giménez ou Helena Mertens, entre outros.
Red Bull Cliff Diving iniciou-se em La Rochelle, França, no ano de 2009, e chegou aos Açores, mais especificamente ao ilhéu de Vila Franca, em 2012. Ali descobriu a localização considerada “mais pura” da World Series, e nunca mais a tirou do calendário. A presença desta prova em Vila Franca do Campo completa sete anos neste fim de semana. As rochas fenomenais dos Açores são o ponto de partida para espantosos saltos, num registo considerado pelos atletas como superior ao de todos os outros na tour.
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Helen Merten da Austrália, salta da rocha, a 21,5mts de altitude. (foto Romina Amato Red Bull content pool)
Em 2014 a competição foi alargada ao género feminino e, em 2018 estão 10 atletas femininas nos Açores.
No arquipélago vulcânico, em pleno Oceano Atlântico, os homens e as mulheres saltam diretamente das rochas e o desporto volta às suas raízes. Uma espécie de pedra vulcânica em forma da cabeça de uma serpente e as faces exteriores do ilhéu quase retangular são os locais ideais para os atletas explorarem o desporto na sua essência, esticando as ‘asas’ nos saltos como fizeram os pioneiros no Havai há quase 250 anos.
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A rocha vulcânica proporciona um cenário incrível. São visíveis as plataformas masculina a 27m e feminina a 20m. (foto Romina Amato Red Bull Content Pool)

Esta etapa vai ser transmitida em direto no dia 14 de julho, às 12h30 (hora de Portugal Continental) através do endereço www.redbullcliffdiving.com, na Red Bull TV, no FacebookYoutube e Twitch