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Identidade Nacional: A Condição Portuguesa e a Nossa Língua Pátria

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No prefácio deste “pequeno – grande” livro, o Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP), Dr. José Ribeiro e Castro, afirma ser uma honra estrear a coleção “Ensaios” da Editora Principia, precisamente com este “magnífico ensaio”.

De início, foi concebido apenas como texto da conferência lida por uma das filhas do Prof. Dr. Engº Roberto Carneiro – Dra. Marta Carneiro – na cerimónia de entrega do Prémio “Identidade Portuguesa – Prémio Aboim Sande Lemos”, que em 25 maio de 2018 foi atribuído a seu Pai.

Como diz o Presidente da SHIP, trata-se de “um texto meticuloso (…) sinal do seu amor: pela língua e pela identidade portuguesa”, onde o autor nos ajuda a melhor “(…) compreender o especial valor e capacidade de alavanca de três” dos (cinco) recursos estratégicos de Portugal, a saber: “a posição geográfica, a História e a Língua (…)”, que” na relação com a Europa e desta connosco” lhes permite atingir “(…) a plenitude da sua potência”.

Numa nota introdutória, o Eng.º Roberto Carneiro explica que este seu texto de opinião, ou “ensaio subjetivo”, representa “uma homenagem pessoal à nossa-minha-língua pátria, que nos une e identifica como traço dominante de uma identidade única no mundo”, tendo, no entanto, introduzido algumas alterações, dado o facto de a sua publicação ocorrer agora, passados três anos da sua elaboração e já num contexto de pandemia que tanto tem afetado as circunstâncias em que vivemos. Afirma pretender uma mobilização de todos, para vencer a “negatividade” dos que parecem sempre apostados numa “(…) doentia tendência masoquista que se manifesta na requintada arte de maldizer sobre a condição portuguesa no mundo”. Assim, é seu desejo contribuir para uma visão e “determinação otimista, logo ganhadora” ante os enormes desafios do futuro, que o nosso país saberá enfrentar, como “nação tradicionalmente aberta ao mundo e em diálogo incessante com as demais nações e culturas”.

Identidade Nacional: A Condição Portuguesa e a Nossa Língua Pátria
Capa do livro

Explica ainda, o autor, que o seu ensaio está dividido em cinco partes: uma primeira nota de introspeção e reminiscências, em que se nos apresenta como “(…) um luso-oriental-ilhéu impenitente(…)”; uma segunda parte, em que avança pelos “(…) intrincados labirintos da identidade nacional(…)”, onde desenvolve a ideia fundamental de sermos “(…) uma Nação de Nações, uma Pátria que não descansa de se dar ao mundo(…)”; na terceira parte, aborda as “(…) contradições de que se encontra ferido o modo de ser lusitano(…)”; na quarta parte, reflete sobre”( …) o Mar e a Língua Portuguesa”, evocando as inesquecíveis palavras , respetivamente, de Virgílio Ferreira e D. Manuel Clemente, “Da minha Língua vê-se o mar” e “O mar fez-nos Nação”; por fim, na quinta parte, o autor faz a apresentação muito original e feliz, de  “(…) cinco apartados para homenagear a nossa Língua Portuguesa”, dando voz a alguns dos nossos maiores poetas portugueses nos seus diferentes registos e cambiantes, apresentando a Língua Portuguesa como sendo “Uma Língua que canta o Amor como nenhuma outra”, “ Uma Língua de sonhos e silêncios”, Língua de comunhão entre Humano e Divino, e entre Ser Humano e Natureza, e Língua da Saudade e Nostalgia.

Resta-nos felicitar vivamente, o Engº Roberto Carneiro, por este brilhante ensaio que, uma vez mais, é uma gozosa reflexão e mostra de Cultura que generosamente partilha com todos, engrandecendo o nosso Património e alimentando o orgulho de com ele sermos Portugueses. Ao mesmo tempo, traz até nós uma marca pessoal de confidência e sensibilidade familiar, numa nota final cheia de ternura, beleza e poesia, rematada pelo belíssimo poema de Sophia de Mello Breyner,” O mar dos meus olhos”, dedicado às “dezassete mulheres” da sua vida, uma “chave de ouro” que só podemos louvar!

A Revista de Marinha cumprimenta, igualmente, a SHIP, na pessoa do seu Presidente, bem como a Editora Principia, pela oportuna e feliz divulgação deste ensaio, com tão cuidada e excelente apresentação.

Para aquisição, deixamos custo do livro – € 8,55 – e os contactos da editora: e-mail principia@principia.pt , tel 21 467 8710, endereço postal, Edifício Britannia, Rua Vasco da Gama, nº 60 C   2775-297 Parede.

Fátima Fonseca

Licenciada em Filologia Germânica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é editora da "Revista de Marinha" e das “Edições Revista de Marinha”, com as quais colabora regularmente desde 2012.

5 Comentários

  1. Schieder Da Silva Responder

    Gostava de contar duas experiencias do que pode acontecer a quem nao ouve a lingua materna ä algum tempo .
    Ganhei muita experiencia como täxista a ouvir linguas de todo o mundo e posso distinguir as diferentes linguas e a sua origem.
    Entra um casal no täxi e diz boa noite em ingles,pela pronuncia achei que podiam ser portugueses e pus-me ä escuta para ver se entendia alguma coisa,mas verifiquei que eram russos,e deixei de tomar atençao ä sua conversa,mas de repente entendi uma palavra e era portugues,e depois comecei a entender todas as palavras e vi que eram portugueses,e perguntei porque è que voces falaram russo,mas nös nao falamos russo,dizem eles!
    Uma outra ocasiao entro no comboio e ouço uma lingua estranha e tento perceber de onde vem,sou muito curioso no que toca a linguas,com o aproximar da pessoa vou comecando a entender e finalmente vi que era portugues do Brasil,assim funciona o cerebro de alguèm que depois de algum tempo de estar afastado da lingua precisa de tempo para se habituar aos sons.
    Como sou estudioso de linguas,de Histöria,religiao e culturas visitei o templo de Diana em Evora e refleti sobre o nome rio Guadiana e procurei saber um pouco sobre o nome e depois de refletir e ver a origem do nome e que acho que Guadiana è Aguas de Dianas,Aqua de Diana=Guadiana.

  2. Schieder Da Silva Responder

    A imprensa portuguesa è descriminatoria em relaçao aos imigrantes,eu leio alguns jornais online todos os dias,mas nao posso assinar nenhum,os que vivem fora de Portugal nao teem acesso a estes jornais,jä tentei muitas vezes,e nao existe esta variante de estrangeiro para assinar,e isto nao è em sö um jornal,sao todos.È preciso ver em que escola andaram estes letrados para ignorarem os imigrantes que tantas dificuldades teem em acompanhar o que se passa em Portugal e nao perder a lingua.
    Aparte a Marinha onde tive o prazer de viajar e conhecer alguns paìses,estive na Grècia por dois meses,queria mudar de ares e estavamos no ano de 1984,saì da Texas Instruments e fui por aì fora,estava em Atenas a ler o menu de um restaurante e estavamos a ser observados por um grego,que viveu no Brasil e nos compreendeu,e contou a sua estoria de que foi para o Brasil com um irmao e um dia ele voltou para a Grecia e o irmao ficou lä e que passados alguns anos nao se podia comunicar mais com o irmao no Brasil ,porque ele esqueceu o grego.
    Vamos lä a respeitar mais quem estä fora,porque ser imigrante è duas vezes mais difìcil do que estar em casa,temos inimigos em cada esquina,è a lingua,a cultura,o racismo,a comida,è a distancia e a famìlia espalhada um pouco por todo o lado.
    A minha filha è casada com um meio cambojano e meio egipcio,nasceu em Piong Young na Coreia e as minhas netas falam alemao,ingles,arabe e portugues.
    È claro que a Revista de Marinha tem um plano para quem nao vive em Portugal e è por isso que aqui posso continuar a praticar a nossa lingua escrita.

  3. Schieder Da Silva Responder

    “Europa atingir a plenitude da potencia” è verdade que sö a Europa tem paìses do primeiro mundo,e Portugal estä em excelente posiçao neste ranking,com as suas misturas de povos e culturas,e o bem receber quem nos visita,è aqui que nos dä uma vantagem enorme em relaçao a outros povos europeus.
    A lingua deve de ser bem cuidada por pessoas de grande visao,nunca esquecendo dos povos por nös colonizados e que devem de ter um acompanhamento constante no apoio para que a lingua seja ensinada a todos sem exepçao desde que a queiram aprender.
    Na Alemanha quem quiser aprender alemao tem que pagar,seja em que nìvel for.

  4. Schieder Da Silva Responder

    A lingua portuguesa è uma pequena mistura de latim,ärabe e grego,isto segundo os meus estudos que na area nao sao muitos.
    Portugal è um paìs produto dos templärios,Hugo de Payns,sob as ordens do Papa Urban 2 organizou os templarios no ano de 1118 para protegerem os peregrinos nas viagens ä Terra Santa,esses templarios eram na sua maioria franceses,mas tinham outras nacionalidades europeias,depois de os templarios terem dado alguma segurança aos peregrinos,os templarios dirigiram-se para a Peninsula Ibèrica e daì surgiu passados 11 anos este grande paìs chamado Portugal,com a lingua ainda a ser um dialeto espanhol,e os povos conquistados ainda a falarem suas as linguas ,com o tempo tudo foi absorvido e hoje somos uma naçao respeitada por todos.
    Fui täxista aqui por 18 anos e sempre tive muito bom acolhimento por parte dos clientes,fossem eles alemaes ou outros,e por sinal era o unico täxista portugues a trabalhar em Munique,e que por brincadeira dizia aos talibans,aqui hä muitos e sao taxistas,para terem cuidado comigo,para me protegerem,porque era o unico,e que se me matassem nao havia mais do mesmo,era a brincar,mas äs vezes a situaçao nao era para brincadeiras com eles.
    A Vera Cruz=cruz verdadeira ainda è um resto do latim,e as cruzes do mesmo gènero sao tambem sinais dos templärios,nao confundir templarios com os macoes,memso a cruz do exèrcito alemao è um sinal templario,assim como a nossa bandeira,os sete castelos sao as sete praças dos templarios na europa e o sinal da Ordem de Avis tambem è um sinal templario. Hä muitos outros sinais que existem ,mas que as pessoas nao os reconhecem como sinais,por estarem abituados a verem-nos .
    todos os dias .Somos um paìs fundado pelos templarios e o Presidente da Repüblica portuguesa è automaticamente o seu presidente,ver o Convento de Cristo em Tomar,tudo isto sao os pilares da lingua portuguesa.

  5. Schieder Da Silva Responder

    E eu aqui na pele de imigrante a defender as nossas cores por aqui,coisa difìcil de ao fim de 24 anos ainda falar e escrever portugues,se um estrangeiro esteja ele onde estiver nao tiver contato com a lingua materna,fica manco da lingua,isso aconteceu comigo,que al fim de algum tempo afastado de portugueses,atè comprava jornais com um mes,nao havia mais nada.Um dia encontrei um portugues que atè nao estava aqui ä muito tempo,jä lhe fazia confusao que alguem falasse a lingua dele.
    Um imigrante passa por muitas fases no que toca ä lingua,umas vezes esquece,depois volta a lembrar e eu no meu caso tenho que äs vezes traduzir do alemao para o portugues,porque jä nao me lembro de muitas palavras,è por isso que äs vezes podem achar um pouco esquesito o que escrevo,nao hä atualizaçao,o que aprendi em Portugal uso agora e vou aprendendo com o que leio,porque jä nao preciso de me esforçar no alemao,porque a minha mulher è austrìaca e faz de secretäria,portanto fiquei com mais tempo para dedicar ao portugues,senao jä nao tinha .
    vocavulario para escrever.por ser muito ativo nos jornais diärios portugueses acho que ganhei alguma pratica a escrever o que me deu apös impulso dos meus leitores para escrever um livro,o que fiz primeiro em portugues e depois traduzi para alemao e e 2018 voltei a fazer uma correcao no livro e publiquei com outro titulo em alemao,embora tenha os rascunhos em portugues tambem.

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