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LE MARITÉ esteve em Gaia

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“Le Marité” foi o último veleiro francês construído em madeira, utilizado na pesca do bacalhau, na Terra Nova

Este navio, já parcialmente construído, foi fortuitamente encontrado, em 1922, pelo armador Charles Le Borgne, num estaleiro de Fécamp, na Normandia. Era uma construção cujo projeto tinha sido concebido de acordo com a legislação de 1920, para aumentar a frota francesa da pesca do arenque.

Ainda em 1922, durante o período de um ano, o navio recebeu as transformações necessárias para armar em lugre-patacho, com vista à operação na pesca do bacalhau, na Terra Nova. A cerimónia do bota-abaixo ocorreu durante o verão de 1923. Deveria ter sido batizado com o nome “Marie-Thérèse”, porém, como já existia um outro navio com este nome, a opção recaiu sobre o diminutivo “Marité”, que foi mantido ao longo dos anos, independentemente do facto de ter mudado várias vezes de proprietários.

Partiu de Fécamp, para a primeira campanha, no dia 11 de abril de 1924. No início navegava com uma equipagem composta por 24 tripulantes, entre oficiais, marinheiros e pescadores, que utilizavam uma dúzia de canoas.

Características do navio “Le Marité”

Construído em madeira, tem 3 mastros, arma em lugre-patacho
Construtor: Desconhecido, Fécamp, França, 1923
Deslocamento: 250 tons
Dimensões: Comp. 44,90 mts, Boca 8,00 mts, Pontal 2,60 mts
Superfície velica: 16 velas – 650 m2
Propulsão: 1 motor diesel de 450 Hp
Tripulação: 5 a 6 tripulantes e 74 passageiros

A escala em Gaia

LE MARITÉ atracado no Cais de Gaia, no passado dia 11 de maio (foto do autor)

Presentemente, encontra-se a efetuar um cruzeiro de promoção patrocinado pela “Exotic Taste of Europe”. De visita à cidade do Porto, esteve atracado no cais de Gaia, de 7 a 11 de Maio p.p., tendo chegado procedente de Alicante, em Espanha, a largado com destino ao porto francês de Nantes.

O objetivo da escala no Porto, visou mostrar através de uma exposição fotográfica, produtos agrícolas menos conhecidos de regiões periféricas da Europa. Naturalmente, exibe também uma considerável quantidade de informação e imagens, do glorioso passado em que esteve ligado à pesca do bacalhau.

O complemento a esta informação está disponível na página oficial do navio.

 

Autor do blog "Navios e Navegadores", é um amante do mar e dos navios, que fotografa com regularidade. Investigador sobre história marítima (marinhas de guerra e de comércio), é colaborador da Revista de Marinha há vários anos, escrevendo principalmente sobre temas relacionados com o norte do país. Durante a sua vida profissional exerceu funções na agência Sofrena - Sociedade de Afretamentos e Navegação, Lda. de Matosinhos, hoje integrada no grupo E.T.E. - Navex