Marinha de Guerra

Memórias da Corveta JACEGUAI (parte II)

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Estreias e uma intensa vida operativa

Os primeiros exercícios e fainas marinheiras que vivenciei como oficial foram também os mesmos da JACEGUAI. Estão na memória o primeiro tiro de canhão 4.5 polegadas, o estrondo que fazia estremecer o navio, o cheiro de pólvora e a vibração do primeiro Comandante no passadiço pelo feito inédito; o primeiro lançamento de torpedo antissubmarino Mk.46 bem como os tiros dos canhões antiaéreos de 40mm; o primeiro lançamento de foguete chaff em um exercício de guerra eletrônica que atravessou a noite toda, totalizando dezenas de granadas, lançadas em salvas, espaçadas por intervalos de quinze minutos, impedindo o sono de quem não estava de serviço no horário e buscava em vão descansar antes de voltar ao próximo quarto de serviço; e assim por diante.

Corveta JACEGUAI no início de sua vida operativa, em um de seus primeiros testes de máquinas, dentro da Baía de Guanabara. Ao fundo, o Pão de Açúcar e a Escola Naval
Corveta JACEGUAI no início de sua vida operativa, em um de seus primeiros testes de máquinas, dentro da Baía de Guanabara. Ao fundo, o Pão de Açúcar e a Escola Naval

Guardo comigo a lembrança dessas primeiras fainas marinheiras, as primeiras milhas navegadas, os termos de viagem que se acumulavam velozmente, a emoção do apito longo ao suspender e as inúmeras viagens. Como se celebram os primeiros passos de um bebê, celebrávamos as pequenas conquistas do navio, quando éramos bem-sucedidos nos testes de máquinas, de sistemas de armas, tiros de canhões, manobras marinheiras, operações com aeronaves e tantas outras fainas. Antes da incorporação do navio ao setor operativo, participei de todos os testes de integração e aceitação dos sistemas de combate, testes de máquinas e de armamento. O sucesso da JACEGUAI se confundia com o meu crescimento profissional.

Primeiro lançamento de foguete chaff em um longo exercício de Guerra Eletrónica
Primeiro lançamento de foguete chaff em um longo exercício de Guerra Eletrónica

Além das muitas viagens, o navio virou um cartão de visitas da Marinha do Brasil para autoridades do país e do exterior. No mar, eram inúmeros testes e adestramentos contínuos; em terra, a permanente manutenção do material e a recepção incessante de autoridades, incluindo o Presidente da República. O navio e sua tripulação não tinham descanso, literalmente, mas, no fundo, todos se orgulhavam de fazer parte do Gato Preto.

Gato Preto era o símbolo do navio que, a propósito, foi criado nessa época. Certa vez, ao atracarmos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, um gato preto entrou pela prancha e permaneceu no portaló, ao lado do oficial de serviço. Ali ele ficava por dias e a própria tripulação o alimentava. Quando o navio desatracava para se fazer ao mar, algum tripulante o tirava cuidadosamente de bordo e o colocava no cais. Ao regressar do mar, logo após se passar a prancha, lá vinha o gato preto novamente se alojar no portaló. Isso se repetiu tantas vezes que ele passou a ser considerado um tripulante e era um dos itens a serem conferidos na passagem de serviço dos oficiais, durante o regime de porto. Sua escolha como símbolo do navio foi unânime.

A bandeira de faina içada com o símbolo do navio o Gato Preto
A bandeira de faina içada com o símbolo do navio o Gato Preto

Testemunhei a transferência do navio do setor de material para o setor operativo. A JACEGUAI foi integrada à Esquadra em agosto de 1992. A partir daí, a vida operativa do navio se tornou ainda mais intensa. Participamos de um exaustivo programa de adestramento da Esquadra que culminou com a inspeção de eficiência que visava colocar o navio em fase III de operação, no mesmo nível que as demais unidades. A partir de então, vieram as primeiras comissões com grupamentos operativos por todo o país, bem como no exterior.

A primeira comissão operativa foi a TROPICALEX I, em março e abril de 1993, não apenas do navio, mas da minha carreira. Visitamos os portos de Belém e Recife e, no exterior, San Juan (Porto Rico) e Port of Spain (Trinidad e Tobago). Nesta comissão, assumi a função de Oficial de Lançamento e Pouso (OLP), liderando a equipe de manobra e crash que operava com a aeronave orgânica do navio, um helicóptero Esquilo biturbina (UH-13). Em águas internacionais, tive o privilégio de conduzir a primeira faina de abastecimento em voo do navio (HIFR) com uma aeronave SH-3 orgânica ao NDD Rio de Janeiro. Durante a travessia, treinamos à exaustão para que tudo saísse perfeito e assim o foi.

Primeiro reabastecimento em voo (HIFR), realizado com a aeronave SH-3 orgânica ao NDD Rio de Janeiro, durante a primeira comissão operativa da Corveta JACEGUAI (TROPICALEX-I) em trânsito no Caribe, em 1993. De camisa amarela, o OLP (na época, 2T Getúlio). A foto foi tirada pelo SO-ET (RM1) Odair que se deitou no convoo para capturar o melhor ângulo. Durante anos, ornamentou salas e corredores de várias OM, virou calendário na MB e até cartão telefônico da TELEMAR.
Primeiro reabastecimento em voo (HIFR), realizado com a aeronave SH-3 orgânica ao NDD Rio de Janeiro, durante a primeira comissão operativa da Corveta JACEGUAI (TROPICALEX-I) em trânsito no Caribe, em 1993. De camisa amarela, o OLP (na época, 2T Getúlio). A foto foi tirada pelo SO-ET (RM1) Odair que se deitou no convoo para capturar o melhor ângulo. Durante anos, ornamentou salas e corredores de várias OM, virou calendário na MB e até cartão telefônico da TELEMAR.
Faina de transferência de óleo no mar (TOM) entre o NDD Rio de Janeiro e a Cv JACEGUAI em sua primeira comissão operativa (TROPICALEX I/1993).
Faina de transferência de óleo no mar (TOM) entre o NDD Rio de Janeiro e a Cv JACEGUAI em sua primeira comissão operativa (TROPICALEX I/1993).

Somente no ano de 1993, participamos de três comissões para o exterior, incluindo uma UNITAS com a US Navy e outras marinhas, como a argentina e a uruguaia. Além dessas comissões, ainda participamos de outras no país. Em todas, o navio era destaque de eficiência nas fainas e manobras, fato sempre ressaltado pelos comandantes das forças-tarefas. A JACEGUAI era a união perfeita do material (máquinas, armamento e sensores) com marinheiros do mais alto nível profissional que inspiravam respeito quando operando com quaisquer outras marinhas.

Primeira participação da JACEGUAI na comissão UNITAS (1993). Foto tirada da popa após desengajamento da faina de TOM com o NT Almirante Gastão Motta, desenvolvendo velocidade máxima com turbina a gás. Ao fundo, permanecem ainda engajados na faina o NT e o capitânia da US Navy, USS John Rodgers (CT classe Spruance). Atrás deles, cerca de mil jardas, uma Fragata classe Niterói na posição de navio-guarda.
Primeira participação da JACEGUAI na comissão UNITAS (1993). Foto tirada da popa após desengajamento da faina de TOM com o NT Almirante Gastão Motta, desenvolvendo velocidade máxima com turbina a gás. Ao fundo, permanecem ainda engajados na faina o NT e o capitânia da US Navy, USS John Rodgers (CT classe Spruance). Atrás deles, cerca de mil jardas, uma Fragata classe Niterói na posição de navio-guarda.

Além da competência e profissionalismo, os períodos prolongados nas operações tornaram a tripulação em uma espécie de segunda família. O espírito do navio é formado pelos homens que o guarnecem e a JACEGUAI possuía um espírito excelente, talvez o melhor que conheci em toda minha carreira. Havia um senso de responsabilidade coletivo para honrar o nome do navio e muita união, tanto entre oficiais como entre praças, sempre visando o melhor para o navio. Era uma tripulação alegre, colaborativa e coesa, o que se refletia nas fainas no mar e no porto que eram sempre bem-sucedidas. O espírito de corpo pairava na atmosfera daquele navio e era sentido por qualquer um que pisasse seus conveses.

Talvez por isso, sendo ainda um jovem oficial, a JACEGUAI tenha desempenhado um papel tão relevante em minha formação. Durante meu período embarcado, assumi função nos três departamentos (Máquinas, Armamento e Operações, nessa sequência), pois a ideia era que pudesse absorver o máximo de conhecimento possível antes de seguir para o curso de aperfeiçoamento de oficiais. No mar, além de ter sido OLP, assumi também a função de Oficial de Ligação no Apoio de Fogo Naval (AFN) e desempenhei funções em viagem no Centro de Operações de Combate (COC) e no Passadiço (Manobra). Não imaginava o quanto essa miscelânea de funções me seria útil muitos anos depois, quando voltei à JACEGUAI como Capitão-de-Fragata, desta vez, para ser seu Comandante.

A V31 navegando em GT em mais uma comissão UNITAS
A V31 navegando em GT em mais uma comissão UNITAS
Realizando operações com aeronave
Realizando operações com aeronave

Regresso Triunfante

Naquele tempo tão distante de jovem Tenente, jamais poderia sonhar que um dia regressaria como Comandante do navio. E assim foi, vinte anos depois de ali ter embarcado, após uma longa singradura na carreira e na vida, lá estava eu retornando às minhas origens, a meu lar inicial. Pensei nos homens do mar de alma arrojada que ali conheci e que tanto influenciaram minha formação e nos muitos amigos que fiz. Pensei na despedida de meu pai que ocorrera quando estava a bordo, em uma longa travessia internacional, assim como no início do namoro com minha esposa que também ocorreu quando ali servia. Senti uma alegria inefável ao pisar novamente aqueles conveses e poder voltar ao princípio com o mesmo entusiasmo e devoção. Estava mais que sendo beneficiado por um capricho do destino, mas aquinhoado por um presente de Deus.

Cerimônia de passagem de comando em 22-07-2011
Cerimônia de passagem de comando em 22-07-2011
Edição do selo comemorativo dos 20 anos de incorporação à Armada por iniciativa do CMG (Ref.) Athayde, terceiro Comandante do navio (Afonso III) (1993/1994).
Edição do selo comemorativo dos 20 anos de incorporação à Armada por iniciativa do CMG (Ref.) Athayde, terceiro Comandante do navio (Afonso III) (1993/1994).

Em meu regresso, constatei o óbvio: assim como eu, a JACEGUAI envelhecera. A elevada participação em operações navais e o número de dias de mar ao longo dos anos cobravam seu preço. O navio não era mais o mesmo em seu desempenho por um desgaste natural, em especial, das máquinas principais e auxiliares, não obstante os sensores e armamentos estarem em bom estado operativo. Por outro lado, fiz também outra bela constatação. O espírito do navio que eu ajudara a construir em sua tenra idade permanecia alegre, aguerrido e inabalável. A tripulação era outra, mas a alma pulsante era a mesma. Essa foi a maior satisfação que tive ao voltar.

Usei meu conhecimento e concentrei minhas energias em transmitir o que sabia para a tripulação, bem mais jovem e inexperiente, assim como eu fora no início. Acabei aprendendo muito também. Foram dois anos de intensas atividades, troca de informações, aprendizado contínuo e mútuo entre mim e a tripulação, e sobretudo de uma salutar convivência entre irmãos de armas. Estabeleci vínculos fraternos, como da primeira vez, formados na bonança e no estorvo de mares bravios que atravessamos juntos, os quais nem a maresia nem os anos podem corroer.

Portanto, após um longo período de separação, a mesma JACEGUAI, que ainda jovem, em uma das fases mais vibrantes de minha vida, recebera-me de braços abertos e me fizera crescer profissionalmente e como homem, prosseguia me inspirando e me ensinando na idade de minha maturidade. Foi assim por todo meu comando, vivido intensamente. Não seria demais dizer que meu laço com esse navio ultrapassava os limites físicos, impostos por pisos e anteparas, mas era uma ligação espiritual, algo que transcende o visível e palpável.

Durante o comando, tive o privilégio de receber a visita do primeiro Comandante da JACEGUAI, V.Alte Afonso Barbosa (in memoriam) no dia 28/05/2013. Foi um momento de rara honra receber a bordo não apenas o Afonso I, mas também meu primeiro Comandante na carreira que ali me recebera há 22 anos, por ocasião de meu embarque.
Durante o comando, tive o privilégio de receber a visita do primeiro Comandante da JACEGUAI, V.Alte Afonso Barbosa (in memoriam) no dia 28/05/2013. Foi um momento de rara honra receber a bordo não apenas o Afonso I, mas também meu primeiro Comandante na carreira que ali me recebera há 22 anos, por ocasião de meu embarque.
Foto com os ex-Comandantes na passagem de comando em 24/07/2013. Da esquerda para a direita: CMG(RM1) Getúlio (Afonso XVII), V.Alte (Ref.) Fernandes (Afonso IV), CMG (RM1) César Marques (Afonso XVIII), CMG(Ref.) Athayde (Afonso III) e CMG (RM1) Passos (Afonso VII).
Foto com os ex-Comandantes na passagem de comando em 24/07/2013. Da esquerda para a direita: CMG(RM1) Getúlio (Afonso XVII), V.Alte (Ref.) Fernandes (Afonso IV), CMG (RM1) César Marques (Afonso XVIII), CMG(Ref.) Athayde (Afonso III) e CMG (RM1) Passos (Afonso VII).

A inevitável despedida

Quando recebi o convite do Chefe do Estado-Maior da Armada para a mostra de desarmamento da Corveta JACEGUAI, em 18/10/2019, já estava na reserva há quatro anos. E outra vez, mais uma coincidência. O navio iria deixar o serviço ativo no mesmo mês que eu o fiz, em outubro. Embora não tenha podido participar da cerimônia por motivos pessoais, acompanhei à distância. A Marinha tratou com a deferência de sempre seus ex-Comandantes, dando uma placa com os dados do comando, acompanhada de uma réplica do Livro do Navio com as páginas referentes ao respectivo período de comando. Ambos são ícones de lembranças vastas e entesouradas do Gato Preto, os quais guardo com muito carinho.

O navio outrora valente nos mares picados, sempre imponente, quer cruzando as ondas tempestuosas ou atracado na calmaria dos portos, símbolo de conquista de nossa engenharia naval e indústria de defesa, e motivo de orgulho para todos os marinheiros que por ela passaram, estava agora reduzido a um casco atracado ao cais. E assim permaneceu até a data de seu afundamento em 24/06/2021.

Aqui reunidos eu (Afonso XVII) com o V.Alte Afonso Barbosa (Afonso I) na última vez em que estivemos a bordo do Gato Preto, em 31/07/2015, pouco antes de eu passar para a reserva. Ele dissera-me do orgulho que tinha em me ter recebido a bordo como Segundo-Tenente e depois ter me visto comandar o navio. Obviamente, o orgulho era recíproco e está estampado na foto. Essa seria também a última vez que veria o eterno Comandante Afonso, meu primeiro Comandante assim como primeiro Comandante da JACEGUAI.
Aqui reunidos eu (Afonso XVII) com o V.Alte Afonso Barbosa (Afonso I) na última vez em que estivemos a bordo do Gato Preto, em 31/07/2015, pouco antes de eu passar para a reserva. Ele dissera-me do orgulho que tinha em me ter recebido a bordo como Segundo-Tenente e depois ter me visto comandar o navio. Obviamente, o orgulho era recíproco e está estampado na foto. Essa seria também a última vez que veria o eterno Comandante Afonso, meu primeiro Comandante assim como primeiro Comandante da JACEGUAI.

Até mesmo em seu digno sepultamento, a JACEGUAI contribuiu para o aprestamento do material e para o adestramento do pessoal, do mesmo modo que fez todos os dias de sua vida operativa. Ao ver as imagens de seu afundamento, foi impossível não me emocionar. Nos poucos segundos disponíveis em vídeo, enquanto via o casco da então ex-Corveta JACEGUAI submergindo nas águas do Atlântico, uma enxurrada de imagens atravessou minha mente. Dentre elas, o momento em que cruzei a prancha pela primeira vez como Segundo-Tenente, bem como a última vez que a desci, com toda a tripulação formada para se despedir de mim ao passar o comando; a alegria da Praça d’Armas ao brindarmos as fainas bem executadas e os inúmeros BRAVO ZULU recebidos; a euforia ao largar as espias para se fazer ao mar e o sentimento de missão cumprida ao regressar ao porto sede.

Muitas outras lembranças afluíram naquele momento silencioso. Por último, vi a silhueta da JACEGUAI registrada por uma câmera de imagem infravermelho da aeronave que filmou o afundamento com a proa inclinada para o céu, antes de dar seu suspiro derradeiro e sumir para sempre nas profundezas do mar. Ao olhar o passadiço que permanecera intacto e íntegro mesmo após o impacto dos mísseis, lembrei das incontáveis vezes em que o guarneci em manobras, ou quando ali passava horas estudando algum procedimento, ou realizando exercícios no porto, ou simplesmente contemplando o pôr-do-sol, cada um mais fantástico que o outro. Era meu local predileto do navio. Em um flash, contemplei os rostos dos muitos marinheiros com quem ali servi, ao longo dos anos, para defender nossa Pátria.

Momento do afundamento da Corveta JACEGUAI registrado por câmera de imagem infravermelho de uma aeronave
Momento do afundamento da Corveta JACEGUAI registrado por câmera de imagem infravermelho de uma aeronave

A lembrança mais forte, porém, foi de meu primeiro dia de mar na JACEGUAI, em 15/10/1991, exatamente 24 anos antes de eu passar para a reserva, no dia 15/10/2015 (esta também foi a data do batimento da quilha do navio, em 1984). Voltei ao início, ali mesmo naquele passadiço que ora desvanecia, e vi meu primeiro Comandante e primeiro Comandante da JACEGUAI sorrindo para mim e me mostrando a Escola Naval a boreste do canal de navegação, dizendo que tudo passa. Realmente, nada é para sempre. Aquela imagem vívida na memória diante da cena do afundamento mostrou quão verdadeiras eram as palavras do saudoso Comandante Afonso, sendo que ele próprio já havia partido desse mundo.

Agora era a vez da minha querida JACEGUAI. Nossa briosa e indômita Corveta também partia, após uma vida intensamente vivida. Segundo a tradição naval, os navios na área do afundamento de um navio de guerra soam um apito longo como sinal de profundo respeito e assim deve ter sido. Embora seu casco físico partisse em direção ao fundo do oceano, estou certo de que a JACEGUAI jamais partirá de meu coração, nem dos corações dos homens do mar que nela tiveram o privilégio e a honra de servir em seus mais de 28 anos de serviços gloriosos prestados à nossa Marinha e ao Brasil.

Eternamente, ao

Gato Preto, Arrepiando!”

 

(A Revista de Marinha agradece ao autor a cedência do artigo originalmente publicado no site Poder Naval https://www.naval.com.br/)

Getúlio De Alvarenga Cidade

Oficial da Marinha Brasileira, Capitão-de-mar-e-guerra (RM1), frequentou o Joint and Combined Warfighting School (Class 10-01), Joint Forces Staff College, National Defense University/ Norfolk, VA (2010). Possui igualmente um MBA em Gestão Privada, COPPEAD, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)/RJ (2007)

2 Comentários

  1. Artur Manuel Pires Responder

    Superando as expetativas, a segunda parte das Memórias da Corveta JACEGUAI não é menos ótima do que a primeira, e deixo aqui desde já os meus parabéns ao Comandante Getúlio de Alvarenga Cidade e à Revista de Marinha.
    O texto é interessantíssimo, com o autor a gerir muito bem os avanços e recuos narrativos, com descrições repletas de saber de marinharia e de sensibilidade, servido por uma iconografia de grande qualidade, com destaque para o selo comemorativo, e constituindo sobretudo um hino de amor e honra à grande nação brasileira.
    Assim, fica um repto para uma terceira parte, agora com uma expedição subaquática à JACEGUAI, plantada no fundo do mar, e propondo inclusivamente um título, afinal o mesmo de um livro do genial Erico Veríssimo:
    A volta do gato preto

    Cordialmente, Artur Manuel Pires

    • Getúlio de Alvarenga Cidade Responder

      Prezado Sr. Artur Manuel Pires,
      Li com satisfação seu comentário, embora ache que tenha sido mais generoso do que mereço. Agradeço a cordialidade de suas palavras e suas colocações, o que também demonstra sua aguçada sensibilidade literária e marinheira. A intenção era registrar o histórico de um dos navios mais aguerridos de nossa Marinha, cuja vida operativa se justapôs à minha própria carreira. Nisso me considero um marinheiro mais que realizado e privilegiado entre muitos.
      Sua ideia de um novo texto não está descartada e a lembrança da obra de Érico Veríssimo foi sensacional.
      Um fraterno abraço e saudações marinheiras!
      Getúlio A. Cidade

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