Marinha de Comércio

NTM SANTA MARIA MANUELA

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O SANTA MARIA MANUELA foi construído em 1937 e durante de mais de 50 anos enfrentou as adversidades do mar do Norte durante as duras campanhas da pesca ao bacalhau.

A sua armação vélica é dum Lugre de quatro mastro e gavetope, ou na designação anglo-saxónica gaff-schooner four.
Como veleiro inscrito na classe “A” da Sail training International, já participou em várias regatas desta prestigiosa organização.
Foi construído em Lisboa nos estaleiros da CUF, por iniciativa de Vasco Albuquerque d’Orey, armador da Empresa de Pesca de Viana, que o batizou com o nome de sua mulher, Maria Manuela de Sampaio d’ Orey.
É um dos últimos sobreviventes da chamada “Portuguese White Fleet” ou “Frota Branca Portuguesa”. Os outros três são o CREOULA, o ARGUS e o GAZELA PRIMEIRO.

A recuperação deste lugre por iniciativa da empresa Pascoal & Filhos, S.A. durou entre 2007 e 2010, e só foi possível porque em 1994, um grupo de 17 instituições criaram a Fundação Santa Maria Manuela com o objetivo de o salvar. Em 2016 foi comprado pelo grupo empresarial Jerónimo Martins, sendo o seu armador a empresa “Recheio Cash & Carry”.
Agora, totalmente renovado, é um veleiro único que realiza cruzeiros à vela, eventos e experiências náuticas.

O SANTA MARIA MANUELA atracado no cais da Marina do Parque das Nações

Características Técnicas :

 

Comprimento 68,649m
Boca 10m
Pontal 6m
Calado 4,5m
Arqueação bruta 282Ton
Área Vélica base: 1.130m2
Propulsão mecânica: 746 kW
Tripulação 22
Lotação de Passageiros: 50 a navegar, 200 atracado na marina
Porto de registo: Aveiro, Portugal

 

 

O SANTA MARIA MANUELA já tem 27 viagens planeadas para 2018, estando previstas escalas nos Açores, Madeira, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega, e Cabo Verde. Há viagens desde 625€, podendo ser consultadas aqui.

Nota: NTM é um prefixo que significa Navio de Treino de Mar e está também atribuído ao CREOULA.  Pela natureza da formação ministrada a bordo, estes navios diferem do NE SAGRES – Navio Escola.

 

 

Oficial da Marinha de Guerra. Especializou-se em submarinos, onde navegou cerca de seis anos. Foi representante nacional na NATO para Electronic Warfare e Psychologic Operations. Esteve colocado cerca de sete anos nos Açores onde foi Autoridade Marítima local. Em 1997 ganhou o prémio de melhor colaborador da Revista da Armada.