Marinha de Guerra

O Brasil comprou o HMS OCEAN

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Segundo o site brasileiro de notícias militares navais PODER NAVAL, a Marinha do Brasil concluiu a  compra do porta-helicópteros de assalto anfíbio HMS OCEAN, de 21.500 toneladas, que lhe havia sido oferecido, em março passado, pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.

O navio foi vendido por 95 milhões de euros, valor que é um excelente negócio para a Marinha do Brasil, considerando o bom estado geral do navio, e que passou , em 2014, por uma remodelação de 73 milhões de euros.

Entregue à Royal Navy em outubro de 1995, o HMS OCEAN de 202 metros de comprimento substituiu o HMS BULWARK como navio-almirante da esquadra britânica. Como porta-helicópteros e navio de assalto anfíbio, o OCEAN foi projetado para lançar tropas por helicóptero ou embarcações de desembarque. Na sua capacidade máxima transporta  800 fuzileiros (efetivo correspondente ao de um batalhão) e está apto a embarcar até 18 helicópteros. Costuma, no entanto, operar com um efectivo de 400 fuzileiros e uma componente embarcada de 12 aeronaves, a fim de facilitar a movimentação e manutenção nos hangares e oficinas do navio.

O HMS OCEAN navegando com uma força conjunta de hlicópteros embarcado.

O OCEAN voltou à base, no sul da Inglaterra, na noite desta terça-feira (19 de dezembro), após cumprir uma missão  como navio-chefe duma das esquadras permanentes da NATO, a SNMG2 que neste momento opera no Mar Mediterrâneo.

Nas próximas semanas a maior parte da tripulação do OCEAN será dispensada para ser redistribuída por unidades da Royal Navy – em especial para os novos porta-aviões QUEEN ELIZABETH e PRINCE OF WALES. Esta é uma das razões principais pela decisão de venda do navio que não tem substituto, facto que está a ser muito contestado no Reino Unido.

A cerimónia oficial de passagem ao estado de desarmamento do HMS OCEAN terá lugar na manhã de 31 de março de 2018, um sábado.

Antes da transferência, o porta-helicópteros passará por um período de preparação no Reino Unido, sob supervisão de oficiais brasileiros, para “revisão de equipamentos e sistemas”, de acordo com nota do Comando da Marinha do Brasil.  Esta etapa poderá estender-se até outubro ou novembro de 2018.

Cerca de 200 militares, entre membros da futura guarnição, especialistas e técnicos serão submetidos a um ciclo de formação e treino nos centros de instrução da Royal Navy.

O novo navio porta aeronaves vem substituir o porta-aviões SÃO PAULO, adquirido à França em 2000 e desactivado em 14 de fevereiro deste ano, após múltiplos e graves problemas.  A reparação do São Paulo tinha sido estimada em cerca de 306 milhões de euros.

Segundo o mesmo site, perspectiva-se o nome de RIO DE JANEIRO para o próximo navio-almirante da esquadra brasileira.

Fonte: Poder Naval

Oficial da Marinha de Guerra. Especializou-se em submarinos, onde navegou cerca de seis anos. Foi representante nacional na NATO para Electronic Warfare e Psychologic Operations. Esteve colocado cerca de sete anos nos Açores onde foi Autoridade Marítima local. Em 1997 ganhou o prémio de melhor colaborador da Revista da Armada.

2 Comentários

  1. LUIZ FERNANDES Responder

    Naturalmente que essa noticia so pode ser uma piada. Nao e possivel que um Pais falido, com 20 milhoes de desempregados, onde nao existe emprego, seguranca publica, saude publica, infra-estrutura, absolutamente nada, com a populacao literalmente atirada no lixo, va gastar o que nao tem para adquiri outro trambolho flutuante, depois da catastroficacexperiencia com o porta avioes frances. E talvez o Almirantado brasileiro na ansia insana de jogar nosso dinheiro fora, nao temha percebido que esse navio serve para avioes como o BAE Harrier, Sea Harrier e F35, ou sera que o Brasil vai gastar mais alguns bilhoes para modifica-lo para operar com os Skyhawk? Decididamente somos governados, legislados, julgados, policiados e defendidos por dementes, que quando nao roubam nosso dinheiro, jogam-no no lixo! Ou quem sabe vao usa-lo na Intervencao, KKKKKKKK,,,,,

  2. Mauricio Cardeal Responder

    Espero que esteja em melhores condições que o A12 São Paulo, onde foi jogado milhões de reais no lixo, passamos vergonha, graças ao FHC e suas negociatas com os franceseses. Creio que a FAB se deu melhor não fazendo negócios nem com os EUA e França, comprou os caças Gripen com passagem de tecnologia.