Património Cultural Marítimo

O Museu das Docas de Londres

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Em Londres ao longo das margens do Tamisa, sobretudo na Norte, encontramos grande número de docas de diferentes dimensões, algumas têm quilómetros de comprimento outras umas dezenas ou centenas de metros.  São parte da memória visível do que foi um dos maiores portos do Mundo e infraestruturas relevantes na vida da capital britânica. Junto às West India Docks em Canary Wharf, visitamos o Museum of London Docklands.

O Porto de Londres

Os navios porta-contentores vieram dispensar as docas e mudaram radicalmente o Porto de Londres entre 1967 e 1980.  Mas a sua importância é enorme, continua hoje a processar milhões de toneladas de carga ao longo do Tamisa e movimenta dez milhões de passageiros por ano. Contribui com 4,5 mil milhões de libras por ano para as finanças públicas e mantém 48.000 empregos.

O museu tem entrada livre e pelo menos quando o visitamos estava bastante movimentado. O apelo aos donativos para a sua manutenção é uma constante para ser possível manter este estatuto;
O museu tem entrada livre e pelo menos quando o visitamos estava bastante movimentado. O apelo aos donativos para a sua manutenção é uma constante para ser possível manter este estatuto;
Sector relativo à história do próprio edifício, construído em 1827 ainda com os proveitos do “comércio triangular” – Reino Unido/África/Caraíbas/Reino Unido –frente às Docas de West India, para guardar os produtos das Caraíbas acabou por ser até1883 um dos maiores armazéns de chá existentes em Londres e recebia produtos de todo o mundo.
Sector relativo à história do próprio edifício, construído em 1827 ainda com os proveitos do “comércio triangular” – Reino Unido/África/Caraíbas/Reino Unido –frente às Docas de West India, para guardar os produtos das Caraíbas acabou por ser até1883 um dos maiores armazéns de chá existentes em Londres e recebia produtos de todo o mundo.

As antigas docas onde milhares de navios comerciais acostaram durante séculos estão hoje (pouco) ocupadas com desportos náuticos e outras atividades de lazer ou marinas para embarcações de recreio e “barcos-casa”. Quase e sempre cercadas por empreendimentos imobiliários das mais diversas tipologias e outras infraestruturas, dos condomínios fechados de pequenas vivendas aos mais altos edifícios de serviços do Reino Unido, passando por blocos de apartamentos para milhares de pessoas, hotéis, parques de exposições e até um aeroporto, o London City Airport – Royal Albert Dock.

A utilização do edifício foi variando, sobreviveu a um incêndio em 1901 e ao “Blitz” em 1940 e após o fecho destas docas em 1980, também sobreviveu aos “arranha-céus” e foi adaptado para museu entre 1993 e 2003.
A utilização do edifício foi variando, sobreviveu a um incêndio em 1901 e ao “Blitz” em 1940 e após o fecho destas docas em 1980, também sobreviveu aos “arranha-céus” e foi adaptado para museu entre 1993 e 2003.
Nos séculos XVIII e mesmo XIX a actividade dos piratas afectava o comércio marítimo e a perseguição que a Marinha Britânica, e as grandes Companhias lhes fazia era impiedosa. Havia mesmo uma “Doca das execuções” onde, depois de julgados – muitas vezes sumariamente – era executados e posteriormente os seus corpos ficavam em exibição pública neste tipo de “gaiolas” supostamente para desmotivar outros criminosos.
Nos séculos XVIII e mesmo XIX a actividade dos piratas afectava o comércio marítimo e a perseguição que a Marinha Britânica, e as grandes Companhias lhes fazia era impiedosa. Havia mesmo uma “Doca das execuções” onde, depois de julgados – muitas vezes sumariamente – era executados e posteriormente os seus corpos ficavam em exibição pública neste tipo de “gaiolas” supostamente para desmotivar outros criminosos.

Área envolvente

O edifício do Museum of London Docklands, no Nº 1 Warehouse, localiza-se junto ao que foram as West India Docks, na zona de Londres designada Canary Wharf. Reconhecida pelos seus arranha-céus espelhados é um dos mais importantes centros financeiros do mundo, construído a partir do encerramento do Porto de Londres nos anos 80 do século XX.

Junto à Doca Norte, em parte de um armazém original que foi poupado, encontramos o museu. Mantiveram na doca alguns dos antigos guindastes, remetendo quem passa para outras épocas, mesmo que agora ali pareçam meio desgarrados, ideia que também fica de réplica do portão de entrada da doca em 1802. Oferecido em 2000 pelo consórcio que construiu Canary Wharf, é conhecido por Hibbert Gate, alusão a George Hibbert (1757-1837), “presidente” das docas até 1831, armador, político, e um dos fundadores da “associação de socorros a náufragos do Reino Unido”, mas também negociante e proprietário de escravos nas Índias Ocidentais (Caraíbas). A informação no local faz questão de frisar que este monumento não glorifica esta prática, mas a relevância de Hibbert na sua época.

A pesca da baleia também teve a sua época por estas paragens e é possível ver expostos artigos a ela ligados e mesmo partes dos seus esqueletos.
A pesca da baleia também teve a sua época por estas paragens e é possível ver expostos artigos a ela ligados e mesmo partes dos seus esqueletos.
São várias as personalidades de diversas áreas de actividade que aqui têm lugar pela sua ligação ao porto, de políticos a militares passando por armadores ou escritores, como Joseph Conrad (Józef Teodor Konrad Korzeniowski), ucraniano de nascimento, depois marinheiro britânico, e escritor – segundo muitos um dos maiores escritores de ficção em língua inglesa. Como curiosidade o seu romance Heart of Darkness de 1902, passado no Congo, foi a inspiração para Francis Ford Coppola realizar o filme Apocalipse Now (1979).
São várias as personalidades de diversas áreas de actividade que aqui têm lugar pela sua ligação ao porto, de políticos a militares passando por armadores ou escritores, como Joseph Conrad (Józef Teodor Konrad Korzeniowski), ucraniano de nascimento, depois marinheiro britânico, e escritor – segundo muitos um dos maiores escritores de ficção em língua inglesa. Como curiosidade o seu romance Heart of Darkness de 1902, passado no Congo, foi a inspiração para Francis Ford Coppola realizar o filme Apocalipse Now (1979).

O Museu do Porto de Londres

São 4 pisos, comecemos “por cima”: os 3.º e 2.º têm a área de exposição dividida em 12 temas fortes – já lá iremos; o 1.º está ocupado com o Arquivo Sainsbury – a célebre cadeia de supermercados – que também pode ser visitado/consultado; o da entrada inclui recepção, loja, cafetaria e alguns serviços; na cave encontram-se salas dedicadas a actividades para crianças.

O Arquivo Sainsbury aqui instalado em 2005 guarda a história da empresa desde sua fundação no ano de 1869 em Drury Lane, no centro de Londres, com uma pequena loja que vendia manteiga, leite e ovos.  Hoje é um grupo empresarial que cobre todo o Reino Unido com centenas de supermercados, milhares de pontos de venda das suas várias empresas e emprega milhares de funcionários.

3.º Piso

Os temas que as salas apresentam são: história do edifício; origens do porto de Londres; escravatura, o comércio do açúcar e a sua relevância, em Londres e no Reino Unido, e ainda a sua influência na transformação da sociedade britânica até aos dias de hoje. Este piso tem ainda duas salas disponíveis para eventos e reuniões. Note-se que o museu tem entrada grátis, vive de donativos e receitas próprias, havendo como aliás em muitos outros museus britânicos um constante apelo aos donativos dos visitantes para se manter este estatuto.

O açúcar das Caraíbas, os seus lucros e utilização estavam ligados à escravatura e ao desenvolvimento da marinha de comércio e a muitos investimentos em Londres e no Reino Unido.
O açúcar das Caraíbas, os seus lucros e utilização estavam ligados à escravatura e ao desenvolvimento da marinha de comércio e a muitos investimentos em Londres e no Reino Unido.
O Museu das Docas de Londres 14
A herança e influência em Londres e no Reino Unido dos tempos do Império e da escravatura não se fizeram apenas sentir nas classes dominantes, mas foram e são uma realidade, até em aspectos como a comida!

2.º Piso

Aqui “vemos”, a cidade e o rio entre 1800 e 1840 quando estas docas e outras infraestruturas foram construídas, retirando importância às zonas portuárias mais antigas e centrais na cidade; reconstituições da “cidade dos marinheiros”, zonas onde os marítimos de passagem ocupavam o seu tempo em terra; o primeiro porto do Império na segunda metade do século XIX, a industrialização junto às principais docas, e a construção naval; o período que se seguiu até à 2.ª Guerra Mundial; as Docas em Guerra, o seu papel entre 1939 e 1945 e as consequência sofridas com os bombardeamentos alemães; e por fim, “novo porto, nova cidade”, o período que decorreu desde 1945 até ao encerramento das docas.

O Museu das Docas de Londres 15
O museu apresenta várias reconstituições dos “bairros envolventes” nas quais o visitante tem uma imagem do que seria a vida social e o comércio junto às docas.
O comércio triangular é bem explicado e fundamentado em documentação histórica nomeadamente diários de bordo de capitães de navios que o fizeram.
O comércio triangular é bem explicado e fundamentado em documentação histórica nomeadamente diários de bordo de capitães de navios que o fizeram.

O museu é bem maior do que aparenta um olhar exterior para o Nº 1 Warehouse, estando a área de exposição recheada quer de painéis com informação escrita quer de um grande número de objectos das mais diversas dimensões alusivos às temáticas já referidas. Há também maquetes de sectores do porto em várias épocas e mesmo uma de grandes dimensões mostrando com incrível detalhe o porto nos anos 30 do século XX. Completam a panóplia informativa, locais de projecção de filmes e um par de reconstituições de sectores da área habitacional.

Certamente que cada visitante prestará mais atenção a umas do que a outras áreas, aqui vou apenas desenvolver dois aspectos dos vários possíveis: escravatura e 2.ª Guerra Mundial.

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Maquete de um pequeno sector do Porto de Londres, dá uma noção da sua utilização. Muitas destas docas mais antigas – e pequenas – estão hoje ocupadas por barcos-casa, ou são simples “espelhos de água” para as urbanizações circundantes.
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Mapa do Porto de Londres no seu auge, quando tinha meia centena de docas distribuídas por cinco grandes grupos, quatro na margem Norte do Tamisa. Assinalado o Museu em Canary Warf.

A memória da escravatura é um tema relativamente recente “na ordem do dia”, mas no espaço London , sugar and slavery, 1600 onwards, está tratado com profundidade e rigor histórico, sem fugir à tremenda desumanidade desta actividade. Foi o chamado “comércio triangular” que deu origem a muitas destas docas e armazéns. Mercadorias britânicas transportadas em navios saídos de Londres (mas também Bristol, Glasgow e Liverpool, entre outros portos) rumavam a África. Ali permitiam comprar escravos que os mesmos navios transportavam para as Caraíbas, de onde regressavam à capital do Império (fechando o “triângulo”), carregados de açúcar produzidos nas plantações propriedade de ingleses, muitas vezes também armadores. O edifício do museu foi aliás construído para guardar açúcar proveniente deste comércio. Os historiadores coincidem que Londres, terá sido o porto britânico que mais lucrou com a escravatura. Não faltam expostos os materiais usados nesta cruel actividade e muitos documentos originais que provam a sua desumanidade. Manuscritos usados por capitães de navios negreiros, diários e “livros de contas” de plantações adquiridos pelo Museu em 2006, vieram trazer uma nova luz sobre o assunto, têm sido estudados e parte estão expostos. Entre 1662 e 1807 os navios britânicos terão transportado de África para as Caraíbas 3.415.500 africanos, 2.964.800 terão sobrevivido e foram vendidos como escravos nas américas. Segundo os ingleses apenas Portugal/Brasil terão suplantado estes números de escravos traficados.

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O papel das mulheres na “frente interna” da 2.ª Guerra Mundial está nem documentada. Fábricas, defesa civil, logística e muitas outras tarefas estiveram a seu cargo, para colmatar a falta de homens que tinham sido mobilizados para combater na “linha da frente”.
Os abrigos individuais em aço, portáteis, eram usados no porto por bombeiros e policias durante os ataques aéreos alemães, podendo assim permanecer à superfície, ao contrários dos trabalhadores que deveriam usar os abrigos subterrâneos.
Os abrigos individuais em aço, portáteis, eram usados no porto por bombeiros e policias durante os ataques aéreos alemães, podendo assim permanecer à superfície, ao contrários dos trabalhadores que deveriam usar os abrigos subterrâneos.

Esta área do museu dedica também atenção à campanha pelo abolicionismo iniciada por volta de 1776/80 quando o tráfico atingiu o seu ponto mais alto. Cada vez mais britânicos ficavam indignados com a desumanidade desta actividade e o assunto chegou ao Parlamento por ser “contra a lei de Deus e os Direitos do Homem”. Foi em 1807, depois da lei passar na Câmara dos Comuns, na dos Lordes e de ser assinada pelo Rei que a escravatura foi abolida no Reino Unido… mas nas colónias a actividade só terá mesmo terminado por volta de 1838. Ainda nesta área do museu também se apresenta o legado que a população negra acabou por ter – e tem hoje – na antiga capital do Império e no país, não esquecendo que as desigualdades… continuam.

Estas impressionantes estruturas colocadas no Tamisa faziam parte dos planos de defesa antiaérea do Porto, a que se juntavam os balões cativos, alguns instalados em embarcações.
Estas impressionantes estruturas colocadas no Tamisa faziam parte dos planos de defesa antiaérea do Porto, a que se juntavam os balões cativos, alguns instalados em embarcações.
- “PLUTO” – Pipe Line Under the Ocean – “mangueira flexível impermeável” que permitiu abastecer de combustível, desde o Reino Unido, o avanço aliado na Normandia. Evitou-se assim o transporte de combustível em meios navais e a sua trasfega em terra para abastecer o exército.
– “PLUTO” – Pipe Line Under the Ocean – “mangueira flexível impermeável” que permitiu abastecer de combustível, desde o Reino Unido, o avanço aliado na Normandia. Evitou-se assim o transporte de combustível em meios navais e a sua trasfega em terra para abastecer o exército.

Em Docklands at war 1939-1945 vemos o porto propriamente dito e as áreas industriais a ele ligadas, como alvos prioritários. Quando o Reino Unido entra na guerra vários navios alemães que ali estavam foram apresados e colocados ao serviço de Sua Majestade. Foi do porto que cerca de 3 milhões de mulheres e crianças das zonas pobres de East End foram evacuadas para outros locais do Reino Unido na previsão dos ataques que se seguiriam. O porto teve papel de relevo em Maio de 1940 na operação Dynamo – a evacuação do Exército Britânico e aliados de Dunquerque/França – muitas as embarcações dali saíram para esta dramática missão que salvou milhares de almas de serem capturadas pelos exércitos alemães. O primeiro grande ataque da Luftwaffe às docas e áreas adjacentes foi em 7 de Setembro de 1940 – Black Saturday. Incêndios e destruição iriam continuar durante 13 semanas de bombardeamentos nocturnos – the Blitz.  Alguns sectores do porto e as fábricas que o conseguiam – a maioria com mão de obra feminina – mesmo debaixo desta pressão continuaram a sua acção. Várias foram as medidas tomadas para isto permitir, quer no âmbito da defesa militar, nomeadamente a artilharia anti-aérea, quer na defesa civil com abrigos, cantinas móveis para alimentar os estivadores/operários; serviços de bombeiros e voluntários tiveram papel de relevo para ajudar quer em terra quer nas embarcações, o transporte pelo Tamisa de cargas diversas e pessoas.

A actual paisagem típica das West India Docks em Canary Warf, uma ou outra embarcação destinada a actividades de lazer e turísticas, uns guindastes “tipo monumento” e…os arranha-céus de um dos centros financeiros mais importantes do mundo.
A actual paisagem típica das West India Docks em Canary Warf, uma ou outra embarcação destinada a actividades de lazer e turísticas, uns guindastes “tipo monumento” e…os arranha-céus de um dos centros financeiros mais importantes do mundo.
Poplar Waterside & Marina bem perto de Canary Warf, uma das antigas pequenas docas, hoje marina para barcos-casa ainda mantém preservados os antigos guindastes.
Poplar Waterside & Marina bem perto de Canary Warf, uma das antigas pequenas docas, hoje marina para barcos-casa ainda mantém preservados os antigos guindastes.

Esta sala apresenta um grande conjunto de artigos alusivos, dos equipamentos que os militares e a defesa civil usaram aos abrigos individuais em aço que permitiam aos polícias e bombeiros manter-se vigilantes enquanto os civis se refugiavam em abrigos subterrâneos, cartazes, filmes, maquetes, e outros.

O porto ganha depois importância na preparação do “Dia-D” em 1944, tendo ali sido construídos muitos dos célebres Mulberry Harbours – enormes blocos de betão, flutuantes, que foram rebocados para as praias de França de modo a permitir a acostagem de navios – ou o menos conhecido mas não menos importante PLUTO – Pipe Line Under the Ocean – uma resistente “mangueira flexível impermeável” que permitiu abastecer de combustível, desde o Reino Unido, o avanço aliado. Evitou-se assim o transporte de cisternas de combustível em meios navais e a sua trasfega em terra para abastecer o exército.

Canary Warf fotografado deste a Royal Victoria Dock, uma das maiores de Londres, junto ao centro de exposições “ExCel – London.
Canary Warf fotografado deste a Royal Victoria Dock, uma das maiores de Londres, junto ao centro de exposições “ExCel – London.
Landed – Escultura de Les Johnson, junto ao ExCel e à Royal Victoria Dock para homenagear os trabalhadores das Royal Docks (1855 a 1983) e suas famílias. Mostra 3 estivadores reais – pessoas que existiram mesmo – a usar alguns dos utensílios típicos da sua actividade e foi inaugurada em 2009.
Landed – Escultura de Les Johnson, junto ao ExCel e à Royal Victoria Dock para homenagear os trabalhadores das Royal Docks (1855 a 1983) e suas famílias. Mostra 3 estivadores reais – pessoas que existiram mesmo – a usar alguns dos utensílios típicos da sua actividade e foi inaugurada em 2009.

Concluindo

O declínio do Porto, as convulsões sociais da segunda metade do século XX daí decorrentes e os projectos que transformaram radicalmente estas grandes áreas de Londres, são outro ponto forte do museu. Este é aliás um processo ainda bem visível em Londres, instalações da revolução industrial, muitas junto ao Tamisa, têm sido convertidas em áreas de lazer, comerciais e de habitação. Entre as últimas, já longe destas docas mas ligadas pelas vias fluviais, estão uma enorme central a carvão (Battersea Power Station) e área circundante e os antigos depósitos de gás junto a King’s Cross (Gasholders). Em todas, a memória do Porto de Londres está sempre presente através de memoriais, painéis informativos e fotos de época.

Miguel Silva Machado

Tenente-coronel pára-quedista na reforma, possui diversos curso nacionais e NATO na área das relações públicas e da informação pública. Foi o 1.º Oficial das Forças Armadas Portuguesas a desempenhar as funções de Oficial de Informação Pública nas operações exteriores do pós-Guerra do Ultramar, concretamente na Bósnia-Herzegovina. Já depois de passar à reserva, foi responsável por cadeiras sobre Comunicação , Forças Armadas e Defesa em várias instituições de Ensino Superior. Criou o OCS especializado Operacional e tem diversa obra publicada sobre temas relacionados com as Forças Armadas. Além disso, sempre que pode, gosta de viajar, escrever e fotografar.

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