Portos

O novo molhe no portinho de Angeiras

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De acordo com a notícia publicada na página digital da Revista de Marinha, em 4 de Julho de 2019, sobre a construção do molhe de protecção no portinho de Angeiras, começamos por lembrar a cerimónia que decorreu em 2 de Maio de 2018, no Ministério do Mar, ocasião em que a Srª. Engª. Ana Paula Vitorino oficializou o contrato, que permitiu a construção desta infraestrutura, com a previsão inicial de ficar pronta em Agosto de 2019,

se tudo corresse bem…»,

nas palavras da Srª Ministra.

Mais disse

que se tratava de terminar a segunda fase da intervenção em Angeiras, visando criar melhores condições de abrigo e segurança para os pescadores e suas embarcações, durante a aproximação e a partida para o mar. A construção do molhe, que é a componente mais pesada da intervenção, irá dar mais identidade ao porto, transformando aquela frente marítima num verdadeiro porto de pesca»,

sublinhou.

O molhe de Angeiras, visto da praia (imagem Reinaldo Delgado)
O molhe de Angeiras, visto da praia (imagem Reinaldo Delgado)

Posteriormente, a governante procedeu à visita das obras em curso, em 25 de Junho de 2019, na extensão de 488 metros, confirmando estar ciente das dificuldades na construção do molhe, por motivo da agitação do mar no Inverno, mas apesar de tudo esperava ser possível ver concluídos os trabalhos, no prazo acordado de 18 meses.

Tal como antecipado, as condições de mar não ajudaram, obrigando à paralisação dos trabalhos durante 6 meses, porém, apesar das condicionantes, as obras, segundo a ministra,

estão um mês adiantadas, em relação ao prazo, e controladas do ponto de vista financeiro, ou seja, está a ser cumprido o calendário, com folga e dentro do preço programado. Por outro lado, vejo que as populações locais, os pescadores, estão muito satisfeitos porque há muitos anos que ansiavam por esta obra»,

adiantando, ainda,

que se tratou dum projecto, que incluiu a recuperação da lota e da rampa de acesso das embarcações.

As obras de Construção de Abrigo na Zona Piscatória de Angeiras, que estão sendo executadas pela Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A., depois de retomadas em Março de 2019, têm decorrido de acordo com o calendário, estando o corpo do molhe praticamente construído com o enrocamento (pedras utilizadas para conter o mar).

Os tanques romanos de salga de peixe de Angeiras (imagem Reinaldo Delgado)
Os tanques romanos de salga de peixe de Angeiras (imagem Reinaldo Delgado)

Mais, foi dado conhecimento, que as fases seguintes da empreitada passaram pela conclusão da construção da cabeça do cais, através da aplicação de blocos em concreto de 10 toneladas, do tipo “antifer”, e pela execução da superestrutura em concreto no coroamento, ao longo de todo o desenvolvimento longitudinal da estrutura, ficando instalado na extremidade do molhe, um farolim para fazer o assinalamento marítimo.

A nova infraestrutura cujo valor orçou em cerca de 3,8 milhões de euros, foi financiada em 75% por fundos comunitários ao abrigo do Programa Mar 2020. Há contudo uma alteração ao projecto inicial, de acordo com uma informação prestada por um dos responsáveis da Teixeira Duarte, em função da necessidade de serem aumentados 10 metros de cais ao molhe já construído, no sentido de ser anulada a ressaca que resulta da localização de dois rochedos, que se encontram submersos à entrada do canal de navegação. Posto isto, disse poder assumir que o trabalho em curso, apenas iria terminar durante o próximo outono.

O molhe visto desde a sua raiz (imagem Reinaldo Delgado)
O molhe visto desde a sua raiz (imagem Reinaldo Delgado)

Pois bem, dito isto, apraz-nos confirmar que a empresa Teixeira Duarte participa que os trabalhos de construção do molhe foram dados por concluídos na sua totalidade, nos últimos dias do passado mês de Outubro. O que falta saber nesta altura, é se a obra de tão grande interesse e utilidade, vai merecer por parte da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), ou não, uma condigna cerimónia de inauguração, que admitimos não ter ainda data marcada, eventualmente devido aos problemas que possam advir do mal-estar provocado pela pandemia.

Reinaldo Delgado

Autor do blog "Navios e Navegadores", é um amante do mar e dos navios, que fotografa com regularidade. Investigador sobre história marítima (marinhas de guerra e de comércio), é colaborador da Revista de Marinha há vários anos, escrevendo principalmente sobre temas relacionados com o norte do país. Durante a sua vida profissional exerceu funções na agência Sofrena - Sociedade de Afretamentos e Navegação, Lda. de Matosinhos, hoje integrada no grupo E.T.E. - Navex

1 Comentário

  1. Schieder da Silva Responder

    A praia de Angeiras è a minha primeira praia,sou de Moreira,entao è a praia mais perto,foram muitos anos a ir quase diariamente para lä,primeiramente de bicicleta,depois de motorizada,depois de mota e depois de carros,longos anos sempre Angeiras! Depois de Angeiras è que ia para as praias vizinhas,era um passeio diario,na altura era padeiro,e entao de dia ia quase sempre a Angeiras,foi uma vida de muitas aventuras,mesmo hoje passados mais de cincoenta anos ainda lä vou,faço a costa toda apartir da Povoa de Varzim e vou atè Matosinhos,e relembro o quanto Angeiras mudou,atè cheguei a vender no mercado de peixe,fui feirante durante nove anos!
    Angeiras praia do meu coraçao,foi lä que aprendi a nadar,e parece que bem,porque tenho nadado por esse mundo fora e sempre me safei!A praia de Angeiras è uma boa escola de nataçao,nem muito fundo,nem muito plano,ondas bem fortes,dä para aprender a ser um bom marinheiro!

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