Marinha de Guerra

Os novos Navios Patrulha Oceânicos do Ártico

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Devido às alterações climáticas, os gelos do Ártico estão em retração e os mares em torno da calote polar têm vindo a ficar mais abertos à navegação, especulando-se no futuro a utilização regular da Passagem do Noroeste, da Rota do Mar do Norte e da Passagem do Nordeste.

De acordo com um relatório de 2016 da Copenhagen Business Scholl a Passagem do Nordeste e a Rota do Mar do Norte (que corre a norte da Federação Russa) deverá tornar-se economicamente viável na década de 40 deste século, enquanto a Indústria do Comércio Marítimo do Canadá espera que a passagem do Noroeste (que corre a norte do Canadá) se torne numa alternativa viável ao Canal do Panamá na década de 30.

Estas perspetivas de maior facilidade de utilização daquelas rotas virão acentuar velhas disputas e, recorde-se, o Canadá considera que uma grande extensão da passagem do Noroeste cai dentro da classificação de “águas interiores”, enquanto os Estados Unidos e vários países europeus defendem que aquelas águas consistem num estreito internacional, onde deverá perdurar o direito de passagem em trânsito.

Mapa da região do Ártico, mostrando a Passagem do Noroeste, a Rota do Mar do Norte e a Passagem do Nordeste, sobre a batimetria. (imagem Conselho do Ártico via wikimedia commons)
Mapa da região do Ártico, mostrando a Passagem do Noroeste, a Rota do Mar do Norte e a Passagem do Nordeste, sobre a batimetria. (imagem Conselho do Ártico via wikimedia commons)

O Ártico e as futuras rotas, que permitirão encurtar os trânsitos entre os Oceanos Pacífico e Atlântico, são um espaço estratégico, cujos países vizinhos dificilmente irão abrir mão, razão pela qual iniciaram já programas de construção de navios adequados à defesa da sua soberania naquelas águas.

Países como a Rússia e o Canadá e a Noruega têm neste momento programas domésticos de construção dum novo tipo de navios de patrulha oceânicos, vocacionados para as missões nos mares gelados do Norte.

E é interessante constatar a semelhança das linhas dos projetos norueguês, russo e canadiano, parecendo que os vários gabinetes de arquitetura naval chegaram a soluções muito semelhantes para responder aos requisitos nacionais individuais.

O AOPV norueguês KV SVALBARD a navegar frente ao pico Miseryfjellet, na ilha do Urso, no arquipélago Svalbard (imagem Vetle Nilsen Malmberg via wikimedia commons)
O AOPV norueguês KV SVALBARD a navegar frente ao pico Miseryfjellet, na ilha do Urso, no arquipélago Svalbard (imagem Vetle Nilsen Malmberg via wikimedia commons)

Os noruegueses foram os pioneiros neste tipo de navio – Artic and Offshore Patrol Vessel – e consideram-nos tão importantes que já encomendaram mais e muito maiores.

A Noruega assentou a quilha do seu primeiro navio patrulha quebra-gelos em agosto de 2000. Projetado e contruído em tempo recorde pelos estaleiros Aker Yards, em Langsten, o KV SVALBARD (W303), foi batizado em dezembro de 2001 e entregue à Guarda Costeira (Forsvaret) em janeiro de 2002. O navio mede 103,7 m de comprimento, 19,1 de boca e cala 6,5 m. O seu deslocamento, de 6.375 tons, fez dele o maior navio da marinha norueguesa. O KV SVALBARD está equipado com um sistema de controlo da espessura dos gelos, que mede igualmente o esforço sobre o casco, prevenindo assim riscos de danos nas obras vivas.

O KV SVALBARD a navegar no seu meio natural (imagem Marius Vågenes Villanger Forsvaret)
O KV SVALBARD a navegar no seu meio natural (imagem Marius Vågenes Villanger Forsvaret)

Tem como armamento principal uma peça Bofors de 57 mm e dispõe de um hangar e respetivo convés de voo para operar um helicóptero médio do tipo NH-90. O seu sistema de propulsão diesel-elétrico, permite-lhe atingir velocidades até 18 nós.

Mais recentemente, em junho de 2018, o governo norueguês assinou um contrato para três novos navios com o estaleiro Vard Langsten[1], o mesmo estaleiro que construiu o SVALBARD. Os novos quebra-gelos, serão ainda maiores que o KV SVALBARD, deslocando 9,800 tons, terão um comprimento de 136,4 m, uma boca de 22 m e um calado de 6,2 m. Com os cascos construídos no estaleiro da Vard, em Tulcea, na Roménia, deverão ser entregues em 2022, 23 e 24 e terão capacidades para operar dois helicópteros médios.

Imagem de CG do novo projeto da classe JAN MAYEN (imagem Forsvaret)
Imagem de CG do novo projeto da classe JAN MAYEN (imagem Forsvaret)

Quando forem entregues, serão os maiores navios entre todos os países ribeirinhos do Ártico.

O programa russo dos navios Project 23550 é o único que prevê ser armado com mísseis anti-navio.

Com grandes interesses na região do Ártico, a Rússia está a construir a sua classe de AOPV, e recorreu ao gabinete de projeto JSC Almaz Central Marine Design Bureau (CMDB), que apresentou o Project 23550, com evidentes semelhanças ao projeto do KV SVALBARD.  O programa russo prevê a construção de quatro navios, sendo dois para a Marinha (Voyenno-Мorskoi Flot ) e outros dois para a Guarda Costeira do Serviço de Fronteiras do FSB (Beregovaya okhrana Pogranichnoy sluzhby FSB Rossii)

O quebra-gelos russo, IVAN PAPANIN em acabamento nos Estaleiros do Almirantado, em São Petersburgo, em março de 2021 (imagem Bestalex via wikimedia Commons)
O quebra-gelos russo, IVAN PAPANIN em acabamento nos Estaleiros do Almirantado, em São Petersburgo, em março de 2021 (imagem Bestalex via wikimedia Commons)

Dos três primeiros navios, o IVAN PAPANIN já foi lançado à água, o NICOLAY ZUBOV e o PURGA (Guarda Costeira) estão em construção nos estaleiros do Almirantado, em São Petersburgo, enquanto o quarto navio ainda não saiu do papel. Entretanto soube-se que devido a atrasos, o IVAN PAPANIN não deverá ser entregue antes de 2023.

Os navios apresentam um deslocamento de 6.800 tons, um comprimento de 114m, uma boca de 18m e um calado de 6m. O seu casco permite vencer gelos com espessura até 1,5m. Os navios russos serão operados por uma guarnição de 49 elementos e podem acomodar 47 elementos extra, como por exemplo cientistas ou forças especiais. Têm um hangar e convés de voo para um Kamov KA-32. A sua autonomia é de 60 dias e conseguem navegar 6.000 milhas sem reabastecer.

Desenho CG do IVAN PAPANIN, mostrando a ré os contentores CLUB-K com os mísseis KALIBR (imagem Ministério da Defesa da Federação Russa)
Desenho CG do IVAN PAPANIN, mostrando a ré os contentores CLUB-K com os mísseis KALIBR (imagem Ministério da Defesa da Federação Russa)

Mas é no que concerne ao armamento, que a Rússia não deixou os seus créditos por mãos alheias e os navios vêm com um armamento principal constituído por uma peça de 76,2 mm, enquanto preveem espaço para um sistema contentorizado modular com 8 mísseis superfície-superfície Kalibr.

O AOPV 430, HMCS HARRY DEWOLF, atracado em Halifax, no dia 24 de dezembro de 2020, com a iluminação de gala pelas festas natalícias (imagem RCN/MRC)
O AOPV 430, HMCS HARRY DEWOLF, atracado em Halifax, no dia 24 de dezembro de 2020, com a iluminação de gala pelas festas natalícias (imagem RCN/MRC)

No continente americano, o Canadá, ciente da necessidade urgente de defender os seus direitos marítimos, iniciou um ambicioso projeto de construção naval para se dotar rapidamente duma formidável classe de Navios Patrulha Oceânicos do Ártico.

A classe HARRY DEWOLF, foi baseada no projeto norueguês KV SVALBARD, tendo sofrido grandes alterações para cumprir as especificações da Marinha e da Guarda Costeira do Canadá. No total serão oito Arctic and Offshore Patrol Vessels (seis para a Marinha e dois para a Guarda Costeira), cuja construção decorre nos estaleiros Irving Shipbuilding, em Halifax. O primeiro navio foi batizado HMCS HARRY DEWOLF no dia 5 de outubro de 2018, tendo como madrinha Sophie Grégoire Trudeau[2].

Seguindo a tradição, Sophie Gregoire Trudeau, foi a madrinha do HMCS HARRY DEWOLF partindo na amura de EB uma garrafa de vinho espumante da Nova Escócia (imagem Irving Shipyard, Halifax)
Seguindo a tradição, Sophie Gregoire Trudeau, foi a madrinha do HMCS HARRY DEWOLF partindo na amura de EB uma garrafa de vinho espumante da Nova Escócia (imagem Irving Shipyard, Halifax)

O HARRY DEWOLF cumpriu as provas de mar em outubro de 2020 e, em fevereiro deste ano, completou as provas de gelo. O segundo navio, o HMCS MARGARET BROOKE está em acabamento finais, a flutuar desde novembro de 2020, prevendo-se que seja integrado na esquadra, completamente operacional, durante o ano de 2021.  O terceiro navio HMCS MAX BERNAYS está a meio da construção, e quarto navio, HMCS WILLIAM HALL, teve a sua quilha assente no passado dia 17 de fevereiro, encontrando-se a construção a bom ritmo. O quinto e o sexto navio já foram encomendados, enquanto o sétimo e o oitavo, estão planeados.

O bloco central do futuro AOPV 432 HMCS MAX BERNAYS, sendo movimentado para fora do hangar de construção dos estaleiros Irving, de Halifax (imagem CAF)
O bloco central do futuro AOPV 432 HMCS MAX BERNAYS, sendo movimentado para fora do hangar de construção dos estaleiros Irving, de Halifax (imagem CAF)
No dia 29 de janeiro de 2021, nos estaleiros Irving, em Halifax, vemos os três primeiros AOPV's, a começar em terra pelo megabloco do MAX BERNAYS, a cais, em acabamentos, o MARGARET BROOKE e a navegar o HARRY DEWOLF (imagem CAF)
No dia 29 de janeiro de 2021, nos estaleiros Irving, em Halifax, vemos os três primeiros AOPV’s, a começar em terra pelo megabloco do MAX BERNAYS, a cais, em acabamentos, o MARGARET BROOKE e a navegar o HARRY DEWOLF (imagem CAF)

Os navios, deslocam 6.615 tons, têm um comprimento de 103,6 m, uma boca de 19 m e um calado de 5,7 m. São um pouco mais lentos que os navios russos e o norueguês, 17 nós. Os dados oficiais referem uma tripulação de 65 marinheiros e capacidade adicional para mais 20 elementos extra missão. O armamento principal consiste num canhão de 25 mm e duas metralhadoras 12,7 mm, tendo instalações, como hangar e convés de voo, para operar um helicóptero médio, como o Sikorsky CH-148 Cyclone.

O helicóptero CH-148 Cyclone é a versão naval do Sikorsky S-92, que desde 2019, equipa as Forças Armadas Canadianas - CAF (imagem RCN MRC)
O helicóptero CH-148 Cyclone é a versão naval do Sikorsky S-92, que desde 2019, equipa as Forças Armadas Canadianas – CAF (imagem RCN MRC)

O TURVA, operado pela Guarda de Fronteira da Finlândia, talvez o mais elegante de todos os navios mencionados neste artigo.

A Finlândia, apesar de não ter saída para o Oceano Ártico, toda a sua costa marítima está no mar báltico, tem inúmeros interesses no Ártico. A começar por ser o maior construtor mundial de navios quebra-gelo. Lembramos que a Finlândia é o maior fornecedor de navios quebra-gelos da Rússia, incluindo os de propulsão nuclear, apesar de, nestes casos, a instalação propulsora ser incorporada num estaleiro russo. Mas a Finlândia também fornece quebra-gelos ao Canadá, Estados-Unidos, Suécia, Estónia, Alemanha, Ucrânia, África do Sul, China, Japão e Coreia do Sul. A própria Finlândia tem neste momento cerca de uma quinzena de quebra-gelos, dois deles, o FENNICA e o NORDICA, do armador Arctia Offshore, atravessaram a a Rota do Norte e a Passagem do Nordeste em 2013, entre Barrow, no Alaska, e Kirkenes, na Noruega, em 22 dias, o que foi um recorde.

O navio patrulha finlandês KV TURVA. Neste navio, o convés de voo está situado no castelo de proa (imagem Guarda de Fronteira Finlandesa)
O navio patrulha finlandês KV TURVA. Neste navio, o convés de voo está situado no castelo de proa (imagem Guarda de Fronteira Finlandesa)

Construído entre fevereiro de 2012 e maio de 2014, pelo estaleiro STX Finland Rauma, o TURVA (o nome que significa segurança em Finlandês) veio substituir outros três navios de menores dimensões na frota da Guarda de Fronteira. Um deles, o TIRA, vendido à Força de Fronteira do Reino Unido, hoje o HMC (Her Majesty Cutter) PROTECTOR, prova que também o Reino Unido compra navios em segunda mão.

O HMS PROTECTOR (ex-KV TIRA) fotografado em Leixões em março de 2019 (imagem Reinaldo Delgado)
O HMS PROTECTOR (ex-KV TIRA) fotografado em Leixões em março de 2019 (imagem Reinaldo Delgado)

Com um deslocamento de 4000 tons, um comprimento de 95,9 m, uma boca de 17,4 m, um calado de 5,0 m e um casco preparado para enfrentar gelos até 80 cm de espessura, o TURVA é operado por uma guarnição de 30 elementos, estando equipado para executar missões de salvamento, combate a incêndios e reboque de emergência. O seu radar de aviso aéreo Cassidian TRS-3D, permite-lhe coordenar as operações de voo em grandes missões de socorro. Adicionalmente, está dotado dum equipamento de recolha mecânica de hidrocarbonetos, para poder desempenhar missões de combate à poluição. O TURVA não dispõe de armamento fixo, mas tem espaço para ser armado em situações de crise. Dispõe dum convés de voo à proa, para receber um helicóptero médio, tipo Super Puma, e tem capacidade para efetuar o seu reabastecimento.

A par destes projetos, outros países, com ambições nas regiões polares, construíram recentemente ou estão a encomendar novos navios, como é o caso dos Estados-Unidos, da China, do Brasil, do Reino Unido, da Austrália e da França, porque, como sabemos…

 Não há vazios estratégicos

[1] Os estaleiros de Langsten, mudaram o nome de Aker para Vard, aquando da sua aquisição pelo colosso italiano Fincantieri, ao grupo STX Europe, SA, subsidiaria do gigante Coreano STX Offshore & Shipbuilding.

[2] Mulher do primeiro-ministro Justin Trudeau

Imagens duma demonstração de salvamento pelo helicóptero Super Puma da Guarda de Fronteira da Finlândia com aterragem no convés de voo do TURVA.

 

Video do sistema russo de armamentos contentorizados CLUB-K

João Gonçalves

Oficial da Armada. Especializou-se em submarinos, onde navegou durante seis anos nos navios da classe ALBACORA. Esteve colocado cerca de sete anos como Capitão do Porto nos Açores. Escreveu para a Revista da Armada e em 1997 ganhou o prémio de melhor colaborador. Está na Revista de Marinha desde 2016 e é diretor-adjunto desde janeiro de 2018.

8 Comentários

  1. João Martinho Responder

    Embora um outsider nestas matérias, não pode deixar de ser seduzido pelo enquadramento geo-estrategico que explica o porquê destes navios, muito bem sintetizado pela foto da calote polar e das rotas marítimas nela definidas, onde se pode ver os poucos e únicos sítios por onde os navios podem passar naquelas paragens

    Como sugestão para uma matéria futura, ficaria curioso em saber como está organizada toda a logística alimentar a bordo, ao longo das cadeias de comando, por ex. como estão organizados os aprovisionamentos, as cozinhas, as equipas que nelas trabalham, os menus, os previlegios das ementas ao longo das hierarquias, os espaços para as refeições abordo, etc.

    João, continua a despertar-nos a curiosidade,

    Muitos parabéns,

    Atenciosamente,
    João Martinho
    CEO
    ClubedoPao&Gourmet

  2. Schieder Da Silva Responder

    Gostava de dizer que dei aulas sobre coisas um pouco parecidas com as que tenho escrito por cerca de trinta anos,tenho mais uma coisa que è o seguimento do que tenho escrito,mas que nao vou escrever nada,por nao ser o local ideal para o fazer,sö o farei a pedido.
    BIOLOGIA ESPIRITUAL esta biologia nao è conhecida de praticamente ninguèm,e pouco existe sobre ela,mas a Biologia Espìritual responde a perguntas atè aqui sem resposta.
    Grato por publicarem,coisas que sao de difìcil compreensao e nao aceites pela escola tradicional.
    Desculpas ao autor do artigo por ter ocupado o seu espaço,mas memso assim espero que tenha gostado!
    Obrigado!

  3. Schieder Da Silva Responder

    Nao vao caìr asteroides grandes no planeta,porque isso ìria alterar a velocidade da revoluçao da Terra e dos outros planetas e luas do nosso sistema solar,as marès iam ficar mais curtas,o mar ia recuar um pouco haveria mais terra para a mesma ägua,entao teria que caìr tambem um cometa para contrabalançar a massa do asteroide.Isso nao vai acontecer,porque o que sobrou da construçao do nosso sistema solar foi posto na “dispensa” nos aneis de Sarturno,os aneis de Saturno sao os restos de material que sobrou da construçao do nosso sistema solar!
    Nao se podia aproveitar tudo o que se encontrava no espaço,porque ìria fazer uma outra constelaçao diferente que nao teriam provavèlmente os resultados desejados.

  4. Schieder Da Silva Responder

    Os habitantes do mar nao se extinguem,sö os de terra seca e dos ares.
    Os mares produzem sempre de acordo o tipo de rocha onde se encontram,que uma vez aquecida nas profundezas do mar vai explir o seu conteudo que contem os ingredientes para cada tipo de peixe que existe,quanto mais tipo diferente de rochas maior serä a diversidade de peixe,se nao hä um tipo de peixe em determinado local do planeta è porque lä nao tem o tipo de rocha que tem nos locais onde esse peixe existe,um casal de asiaticos nao vai produzir um caucasiano.
    Se caìsse um asteroide na Terra e que o seu conteüdo fosse diferente de todos os materiais aqui existentes,entao esse asteroide uma vez passado pelo processo de produçao de inteligencia maior,daria outro tipo de peixe que agora nao existe,outra espècie,uma espècie sö produz aquilo que tem dentro de si,os cruzamentos naturais sao proibidos por lei,quer dizer que nao se fazem por si sö,teem que ser provocados por outras inteligencias superiores,nös,sao os tais cruzamentos que se fazem e que dao uma especie dentro da espècie.

  5. Schieder Da Silva Responder

    Grato por terem publicado os meus comentärios.
    Se os animais tivessem tido outra origem que nao a que eu defendo,teriamos de vez em quando novos animais a surgirem da terra,mas como sabemos a verdade è outra,dos animais criados no princìpio no mundo,muitos milhares jä foram extintos,e nao voltam mais,esta è a razao mais razoävel para a minha teroria,de todos os animais mortos nem um pode ser colonado,desapareceram para sempre,nao se pode fazer nada,apenas preservar os existentes,nao os matar sem necessidade,podemos come-los,mas nao demasiado,e sö em caso de grande necessidade.
    Podia usar outros meios para me fazer explicar,atravès do Genesis,porque as Forças Armadas nao sao totalmente laicas,hä um capelao,logo ,nao è algo que nao possa deixar de ser usado,mas mesmo assim posso pela lögica explicar coisas que se ensinam nas escolas que nao estao de acordo com a lögica das coisas,sao ensinadas apenas para se fazer cumprir um programa laico!

  6. Schieder Da Silva Responder

    As tartarugas nao teem milhoes de anos,os animais neste planeta nao teem milhoes de anos,sö as rochas è que teem muitos anos,tantos que nem se pode medir,porque sempre existiram,as rochas novas,com idades diferentes sao aquelas que saiem da lava dos vulcoes,jä nao sao originais,foram modificadas,logo ,podem acusar outra idade,agora animais com milhoes de anos,essa nao estä de acordo com outras escolas,e o autor do artigo sobre as tartarugas deve de saber que tem que haver lögica no que se diz e aqui nao hä lögica alguma.
    Aconselho a ler o Gènesis que lä explica como è que os animais e a flora apareceram o nosso planeta e a idade razoävel para ambos,sete mil anos,e isso estä escrito e è razoävel,porque outras idades fora destas sao pura expeculaçao,tanta que nem a ciencia consegue dar uma idade mais ou menos acertada com a idade do planeta e da sua criaçao,porque nao se entendem sobre o assunto,entao cada um dä a sua opiniao,muito errada que nao convence os mais bem entendidos na matèria.
    Eu tenho um livro escrito sobre a matèria e vai ser muito difìcil alguèm ter argumentos para contradizer os meus argumentos.
    Os asteroides teem milhoes de anos de idade,mas o planeta nao! A flora e a fauna tambem teem idades diferentes,mas nao muito.A forma das tartarugas mostra ser algo de muito velho,mas isso deve-se apenas ä diversidade na Criaçao,tem que haver diferença nos animais,mas isso nao quer dizer que sejam uns mais velhos do que outros,sao todos da mesma idade,sim todos!

  7. Schieder Da Silva Responder

    Aconselho a que se faça o possìvel para que se possa comentar os artigos da revista,cada um deles.
    O tema è o lixo plastico,mas como aqui fala de patrulha,entao nao estä tao fora do assunto,porque è necessario preservar a qualidade das äguas e os plästicos sao um grande problema!
    Na Alemanha o vasilhame tem deposito,as garrafas de plastico sao devolvidas ao supermercado e esmagadas numa mäquina e depois embaladas em fardos e mandadas para os paìses que os quiserem a bom preco,è isso,esta pratica e feita pela Alemanha ä muitos anos,querem è livrar-se do lixo,sem se importarem se quem o recebe tem capacidade de o reciclar.
    È aqui que estä o problema,os governos recebem o dinheiro do lixo e este fica como material de brincadeira para as crianças e outras coisas,e que claro vai um dia para nos leitos dos rios e um dia parar ao mar.
    Isto parece uma brincadeira de miudos do jogo do empurra e no final ninguèm è culpado de andar a enganar as pessoas que acreditam que os governos se preocupam mesmo com o plastico nos mares.
    Que construam as fäbricas em Äfrica,que lhes sejam pagas,porque senao eles nao fazem nada,que seja a UE a fiscalizar a situaçao que alguèm acha que è grave,porque parece que quem manda o lixo para paises que nao teem capacidade de o reciclar,deve de estar ä espera de milagres,e como os milagres sao raros,e nao deve de ser neste ramo que vao acontecer,que deixem de brincar com o lixo e o reciclem!

  8. Artur Manuel Pires Responder

    Mais um ótimo artigo da Revista de Marinha e do Cmdt. João Gonçalves.
    Excelentes descrições e ilustrações, sobre um tema muito pertinente.
    Entre outras coisas, achei muito interessante a arquitetura do navio finlandês KV TURVA, com a sua plataforma para helicópteros à proa, ao contrário da quase maioria das restantes embarcações daquele tipo.

    Os parabéns à Revista e ao autor.

    Cordialmente, Artur Manuel Pires

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