Nota do Diretor

Revista de Marinha publica um Separata sobre Fernão de Magalhães

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Fernão de Magalhães é sem dúvida o navegador português mais conhecido. É o mais citado em obras literárias, em trabalhos académicos e é o que tem mais notoriedade. Magellan, como é conhecido pelos anglo-saxónicos, tem o seu nome nas estrelas, nas nuvens de Magalhães, galáxias visíveis a olho nu no hemisfério sul. O nome Magalhães ou Magellan aparece na denominação de muitos projetos científicos de investigação, ou ligados a programas no espaço, e na toponímia de muitas cidades e vilas do Chile e de outros países da América do Sul.

Fernão de Magalhães, contudo, nunca foi muito popular nem em Espanha, nem em Portugal. O facto de ter oferecido os seus serviços ao Rei Carlos I de Espanha trouxe-lhe uma má imagem entre nós; por outro lado, em Espanha, mau grado o apoio do Rei, foi sempre visto como um estrangeiro.

A capacidade de liderança e os conhecimentos de navegação e de marinharia de Fernão de Magalhães são hoje reconhecidos por todos; e não se pode julgar o seu procedimento, ocorrido no seculo XVI, à luz dos conceitos de lealdade e patriotismo do século XXI. Como combatente e como chefe Fernão de Magalhães formou-se na dura escola da Índia e do Norte de África, e como navegador e marinheiro nos mares do Atlântico e do Índico; a sua formação, os seus conhecimentos, eram genuinamente portugueses.

A Revista de Marinha não poderia deixar passar esta efeméride sem de alguma forma a assinalar, o que fez durante as comemorações e agora com a publicação duma Separata à Edição nº1024.

Capa da Separata à edição impressa nº1024
Capa da Separata à edição impressa nº1024

Foi a bordo da caravela VERA CRUZ, da APORVELA, em julho de 2018, na largada da regata Discoveries Race que de modo fortuito encontrei e fiz conhecimento com o Dr. Manuel Villas-Boas.

Na conversa que então mantivemos apercebi-me que é um interessado pela obra de Fernão de Magalhães e formulei-lhe um convite para escrever alguns textos relativos à viagem, até abril de 2021. O convite foi aceite e ao longo do período em que se comemoraram os 500 anos da viagem foram publicados oito textos, abordando os aspetos de maior significado. Estes textos, muito bem escritos e informativos, serão certamente úteis aos nossos jovens, permitindo-lhes conhecer melhor uma personalidade nem sempre tratada com isenção nos livros de História. A ideia de reunir estes textos numa separata surgiu naturalmente, até como forma de permitir uma mais fácil leitura sequencial.

Esta separata poderá ser adquirida na loja do Museu de Marinha ou na loja online da revista, e-mail revistamarinha@gmail.com, t/m 91 996 4738. O custo, IVA incluído, é função da quantidade de exemplares adquiridos, sendo os portes (2 €) por conta da ENN, Lda, caso sejam adquiridos dois ou mais exemplares:

1 ou 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5€

3  a  9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4€

10 a 24 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3,5€

25 a 49 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3€

mais de 50 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2,5€

Agradeço à APORVELA, à Associação Nacional de Cruzeiros (ANC) e à firma Lindley – Marinas & Sinalização o apoio que permitiu viabilizar a concretização deste projeto.

Ao Dr. Manuel Villas-Boas o meu muito obrigado pela sua excelente colaboração, que muito valorizou e prestigiou a Revista de Marinha.

Henrique Alexandre Da Fonseca

Vice-almirante, licenciado em Ciências Sociais e Políticas (ISCSP, 1972/76). Presentemente, é editor e diretor da "Revista de Marinha" e das “Edições Revista de Marinha”, Presidente da Comissão Consultiva da AESE para a “Economia do Mar”, Presidente do Conselho Supremo da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Confraria Marítima de Portugal. É também membro activo da Academia de Marinha, da Cofradia Europea de la Vela, Sociedade de Geografia de Lisboa.

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