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Está em distribuição a edição em papel nº1014 da Revista de marinha, referente aos meses de março e abril.

Neste número de março/abril da vossa revista fazemos foco, como habitualmente, no importante setor das pescas; importante pela sua relevância económica a par da sua expressão social.

De acordo com dados recolhidos junto da DOCAPESCA, o valor do pescado transacionado nas lotas do Continente atingiu o valor de 212,3 M€ em 2019, 3,3 % acima do ano anterior. A lota de Peniche foi responsável por um valor de vendas de 31,9 M€, seguindo-se Sesimbra (29,4), Matosinhos (24,6), Aveiro (17,7), e Vª Real de Sto. António (14). As principais lotas em quantidade de pescado transacionado foram Sesimbra com 29.968 toneladas, Matosinhos (12866), Peniche (11744), Aveiro (10447) e Sines (7239); no computo geral, pescaram-se 112.600 toneladas, com um aumento de 12,7% face ao ano anterior. As espécies mais relevantes, em valor de vendas, foram o polvo, a sardinha, o carapau, o biqueirão e a cavala.

A edição nº1014 da Revista de Marinha 50
Peixe a ser transaccionado numa lota (imagem João Gonçalves)

Noutra vertente, os stocks de bacalhau e peixes afins do Atlântico Norte tem recuperado, o que tem permitido aos poucos arrastões que as quotas que nos foram atribuídas comportam fazer excelentes safras.

Na aquacultura os resultados pouco diferem dos anos anteriores; contudo uma nova dinâmica na ACUINOVA, em Mira, e o recente interesse do Grupo Pingo Doce e da SONAE por este subsetor perspetivam resultados interessantes a médio prazo.

Peixe a ser transaccionado numa lota (imagem João Gonçalves)
A capa da Edição março/ abril

As conservas, congelados e transformados de peixe tem exportado bastante e feito boa figura em diversas feiras internacionais, como a SEAFOOD, de Bruxelas. Pouco se ouve falar destas atividades, contudo em conjunto exportam mais do que todos os diversos tipos de vinho.

As embarcações de pesca, em número de cerca de 7.000, vão envelhecendo o que traz consigo problemas de baixa eficiência energética, poluição e segurança; por outro lado, a comunidade dos pescadores vai também envelhecendo, constatando-se que os jovens não são atraídos por esta profissão. Existe mesmo já falta de pescadores profissionais nalguns portos de pesca.

A traineira PESCA MILAGROSA, registada na Nazaré (imagem João Gonçalves)
A traineira PESCA MILAGROSA, registada na Nazaré (imagem João Gonçalves)

Faz assim sentido, em nossa opinião, um programa calendarizado de substituição da frota de pesca, articulado com a nossa indústria de construção naval, visando unidades mais produtivas, eficientes e seguras, que pudessem com menos tripulantes atingir valores de pescado semelhantes. Com uma maior produtividade, os pescadores poderiam ter salários mais atrativos. E já agora, um sistema de comercialização mais amigo dos pescadores e dos armadores, e não dos intermediários.

Terminamos com uma notícia muito recente, que nos sensibiliza e nos honra: a atribuição do prémio NAVIGARE MARE  à vossa revista pela conceituada consultora PWC, no âmbito dos prémios EXCELLENS MARE 2020, que reconhecem a excelência e o mérito nas atividades do mar.

A edição nº1014 da Revista de Marinha 51
Os troféus Excellens Mare (imagem PwC)

Já com a revista na gráfica fomos surpreendidos com a chegada do vírus SARS-CoV-2; nos próximos números abordaremos certamente os seus efeitos nas diversas áreas da nossa “economia azul”.