Etiqueta

marinha do brasil

Browsing

O Capitão-de-Mar-e-Guerra Eduardo Tozzini exerce o cargo de Adido de Defesa e Naval de Brasil em Portugal, desde o dia 21 de janeiro de 2021.

Eduardo Rabha Tozzini nasceu em 1976, em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, estudou na Escola Naval do Brasil, onde se formou em Ciências Navais, com Habilitação em Eletrónica. Realizou o Curso de Aperfeiçoamento para Oficiais de Superfície, no Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão, o Curso de Estado-Maior para Oficiais Intermediários e o Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores (Mestrado em Ciências Navais), na Escola de Guerra Naval. Concluiu o Curso de Especialização em Gestão Empresarial, pelo Instituto COPPEAD de Administração, e o Curso de Diplomacia de Defesa, pela Escola Superior de Guerra.

A Escola Naval, na ilha de Villegagnon, no Rio de Janeiro, onde está sediada desde 1938. Fundada em 1782, em Lisboa, pela Rainha Maria I de Portugal com o nome de Academia Real de Guardas-Marinha, foi transferida para o Rio de Janeiro em 1808, acompanhando a corte portuguesa, e permaneceu no país após a declaração de Independência em 1822. Na época foi instalada no Mosteiro de São Bento. (D.R.)
A Escola Naval, na ilha de Villegagnon, no Rio de Janeiro, onde está sediada desde 1938. Fundada em 1782, em Lisboa, pela Rainha Maria I de Portugal com o nome de Academia Real de Guardas-Marinha, foi transferida para o Rio de Janeiro em 1808, acompanhando a corte portuguesa, e permaneceu no país após a declaração de Independência em 1822. Na época foi instalada no Mosteiro de São Bento. (D.R.)

Em 27 anos de serviço, serviu na Fragata DODSWORTH (F47), no Navio Veleiro CISNE BRANCO, na Diretoria de Obras Civis da Marinha (Assistente do Diretor), no Comando em Chefe da Esquadra (Assistente do Chefe do Estado-Maior da Esquadra), no Navio Patrulha GRAÚNA (Comandante), na Estação Radiogoniométrica da Marinha em Natal (Imediato e Comandante), no Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste (Chefe do Estado-Maior) e no Gabinete do Comandante da Marinha (Assessor de Pessoal Militar).

A fragata DODSWORTH F47, (ex-HMS BRILLIANT F90) era uma fragata britânica Tipo-22 que serviu a Marinha do Brasil entre 1996 e 2004. Estes navios foram dos primeiros equipados com um sistema de armas com capacidade anti-míssil, o míssil WGS-25 Seawolf.
A fragata DODSWORTH F47, (ex-HMS BRILLIANT F90) era uma fragata britânica Tipo-22 que serviu a Marinha do Brasil entre 1996 e 2004. Estes navios foram dos primeiros equipados com um sistema de armas com capacidade anti-míssil, o míssil WGS-25 Seawolf. (imagem MB)

Recebeu as seguintes condecorações: Ordem do Mérito Judiciário Militar – Distinção (STM), Medalha Mérito Desportivo Militar (MD), Medalha da Vitória (MD), Medalha Exército Brasileiro (EB), Medalha Militar com Passador de Prata (MB), Medalha Mérito Tamandaré (MB), Medalha do Pacificador (EB), Medalha Mérito Santos Dumont (FAB), Medalha Marechal Trompowsky (EB), Medalha Mérito Marinheiro com Duas Âncoras (MB), Medalha Conselheiro Thomaz Coelho – grau Ouro (IDMMPE), Medalha Mérito General Benjamin Constant (IDMMPE) e Medalha Mérito Policial Luiz Gonzaga (PMRN). Em março de 2020, foi nomeado para o cargo de Adido de Defesa e Naval de Brasil em Portugal.

O Comandante Tozzini no seu gabinete, na Embaixada do Brasil, em Lisboa (D.R.)
O Comandante Tozzini no seu gabinete, na Embaixada do Brasil, em Lisboa (D.R.)

O Comando do Navio Patrulha GRAÚNA

O comando de um navio é a tarefa mais ambicionada por qualquer oficial da Marinha. O comandante Tozzini teve essa oportunidade no dia 20 de julho de 2007, quando, no posto de Capitão-Tenente (CTen), assumiu,  o  comando do Navio Patrulha (NPa) GRAÚNA P42, um navio com 46,5 m de comprimento e 217 tons de deslocamento, guarnecido por 30 militares.

Subordinado ao 3º Distrito Naval (Com3ºDN) e integrado no Grupamento Naval do Nordeste (GrupNNE), o NPa GRAÚNA operava a partir de Natal e tinha como área de atuação o litoral dos Estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará.

Mapa da área de patrulha do NPa GRAÚNA, assinalando a extensão da costa dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernanbuco, bem como os territórios insulares atlânticos.
Mapa da área de patrulha do NPa GRAÚNA, assinalando a extensão da costa dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernanbuco, bem como os territórios insulares atlânticos.

Entre Julho de 2007 e julho de 2008, sob o comando do CTen Eduardo Tozzini,  o NPa GRAÚNA visitou todos os portos do Nordeste, incluindo missões a parcelas do território brasileiro mais longínquas como os Arquipélagos de São Pedro e São Paulo (distante de Natal 533 mn), Fernando de Noronha (dist. 197 mn) e o Atol das Rocas (dist. 144 mn).

O “Vigilante dos Mares”, como é carinhosamente conhecido, tem igualmente a importante missão de Socorro e Salvamento, e foi nesta última que, em maio de 2008, participou no resgate do navegador solitário brasileiro José Toledo Piza que, na tentativa de cruzar o Oceano Atlântico entre Dakar e Natal na embarcação a remo OCEANITE, se acidentou nas proximidades do Arquipélago de São Pedro e São Paulo.

NPa GRAÚNA P42 protegendo as riquezas da Amazónia Azul (D.R.)
NPa GRAÚNA P42 protegendo as riquezas da Amazónia Azul (D.R.)

O Navio Patrulha GRAÚNA

O NPa GRAÚNA foi incorporado na Marinha do Brasil em 15 de agosto de 1994, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. O nome “Graúna” tem origem no idioma Tupi-guarani “guirá-una”, que significa pássaro preto, e homenageia o Rio Graúna, que desagua entre os municípios de Paraty e Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro.

O GRAÚNA é um navio da Classe GRAJAÚ, uma classe de 12 navios patrulha de 200 tons, construídos em diversos estaleiros brasileiros, sob o projeto do estaleiro Vosper-QAF, de Singapura. Dotados duma instalação propulsora diesel MTU, atingem a velocidade máxima de 26 nós, e têm uma autonomia de 4.000 mn à velocidade económica de 12 nós. Estão armados com uma peça de artilharia Bofors L70 de 40mm e dois reparos simples Oerlikon de 20mm.

Atualmente, o NPa GRAÚNA encontra-se subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste, estando “SEMPRE PRONTO” para atender às demandas do Comando do 3º Distrito Naval.

A Revista de Marinha deseja ao Comandante Rabha Tozzini, mar chão e ventos de feição durante a sua comissão de serviço em Lisboa.