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Revista de Marinha

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Está em distribuição a edição em papel nº 1017 da Revista de Marinha, que faz foco nos temas do ambiente, ciência e tecnologia ligados ao mar, como habitualmente acontece nos meses de setembro e outubro de cada ano.

Contudo, gostaria de me referir em primeiro lugar ao Almirante Vieira Matias, ao “Documento Costa Silva” e ao aniversário do Instituto Hidrográfico (IH).

As instalações do Instituto Hidrográfico da Azinheira, na margem Sul do rio Tejo. (imagem IH)
As instalações do Instituto Hidrográfico da Azinheira, na margem Sul do rio Tejo. (imagem IH)

O Almirante Nuno Gonçalo Vieira Matias presidiu ao Conselho Editorial desta vossa revista desde a sua criação, em maio de 2009, até ao seu recente falecimento, em junho de 2020. Recordamos a forma amiga e interessada como acompanhava a revista e a valia e oportunidade dos seus comentários e sugestões. Recordamos também a personalidade de expressão nacional que se assumiu como um “doutrinador de uma nova maritimidade” para Portugal, incansável nas suas louváveis iniciativas, “teimoso” mesmo, termo que jocosamente usava com frequência. Que descanse em paz, e que consigamos honrar a sua memória!

O Almirante Vieira Matias, presidente do Conselho Editorial da Revista de Marinha, entre 2009 e 2020.
O Almirante Vieira Matias, presidente do Conselho Editorial da Revista de Marinha, entre 2009 e 2020.

O Prof. Eng.º António Costa Silva elaborou, a solicitação do Governo, um documento enquadrador para a recuperação da economia nacional no pós-Covid 19. Não somos nem economistas, nem financeiros, mas gostamos do que naquele texto lemos. O país tem de valorizar os seus recursos; a sua posição geográfica e o extenso mar que nos rodeia foram explicitamente indicados como dos nossos maiores ativos, conceitos com os quais inteiramente concordamos.

O IH celebra presentemente os seus 60 anos, um dilatado período de atividades no mar ao serviço dos portugueses e das atividades económicas que ali se desenvolvem. Organismo da Marinha e simultaneamente “Laboratório de Estado”, viu recentemente a qualidade das suas atividades ser reconhecida pela Aliança Atlântica ao ser considerado como “Centro de Excelência” NATO para a área MGEOMETOC. Ao seu Diretor-Geral, Contra-almirante Ventura Soares, camarada e amigo, envio um forte abraço de parabéns extensivo aos cerca de 300 militares e civis que ali servem Portugal com dedicação, eficiência e eficácia. Que o Governo se não esqueça de um oportuno presente de aniversário, de assumir a necessidade de substituir a curto /médio prazo os seus meios costeiros e oceânicos, já de avançada idade.

O Contra-almirante Ventura Soares e alguns dos seus oficiais no Instituto Hidrográfico (imagem MGP)
O Contra-almirante Ventura Soares e alguns dos seus oficiais no Instituto Hidrográfico (imagem MGP)

Na área tecnológica registamos iniciativas com muito potencial no âmbito da energia eólica offshore, da energia das ondas, nos veículos autónomos aéreos e submarinos e em aplicações informáticas na gestão das pescas, logística portuária e na administração marítima. Na biotecnologia marítima há diversas iniciativas na valorização dos nossos recursos, por exemplo nas algas, nos ouriços do mar e com subprodutos do pescado, que se afiguram promissoras. Alguns jovens com formação universitária têm criado start-ups neste âmbito, que começaram já a singrar e a ganhar dimensão.

A fechar, uma referência à Semana do Mar do Faial, que este ano se não realizou:

Desejamos que no próximo ano, noutras circunstâncias, o Clube Naval da Horta possa realizar um Festival Náutico com a qualidade e a dimensão a que nos habituou!